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AFROPUNK Experience: entenda a lógica por trás do formato

Formato itinerante no Rio e Recife prepara público para o festival em Salvador

AFROPUNK (@mateusORoss)

AFROPUNK (@mateusORoss)

O AFROPUNK Experience desembarca no Rio de Janeiro no dia 15 de agosto, no Terreirão do Samba. A data marca o início de um novo modelo de expansão do AFROPUNK Brasil, que passa por Rio e Recife antes de fechar o ano na edição principal, em Salvador, nos dias 7 e 8 de novembro. Mas entender só as datas não explica o essencial: por que esse formato foi criado.

Desde 2021, o AFROPUNK Brasil se firmou na Bahia como o maior festival de cultura negra do mundo. Em 2025, o evento movimentou R$ 136 milhões na economia local e reuniu público de todos os estados do país, além de visitantes de mais de 36 nações. Diante desse tamanho, a pergunta natural para quem organiza o festival era outra: como levar essa força para mais lugares sem perder a identidade construída em Salvador?

A resposta foi o AFROPUNK Experience. Em vez de simplesmente replicar o festival principal em outras cidades, a IDW Company, responsável pela realização, criou um formato menor e itinerante, pensado como ponte entre regiões. Rio de Janeiro e Recife funcionam como praças de apresentação, onde a plataforma se conecta com públicos locais antes do grande encontro de novembro.

Para a IDW, cultura é entendida como território estratégico, capaz de criar conexões reais entre pessoas, cidades e mercados. O Experience nasce dentro dessa visão: cada edição regional carrega parte da identidade musical do lugar onde acontece, e depois converge para Salvador, onde tudo se encontra em escala maior.

+ Leia também: Quem é Ciça, rapper mineira que se apresenta no AFROPUNK Experience RJ?

Ciça se apresenta no AFROPUNK Experience Rio de Janeiro em 15 de agosto (Divulgação)
Ciça se apresenta no AFROPUNK Experience Rio de Janeiro em 15 de agosto (Divulgação)

No Rio, essa mistura aparece no line-up, com Rachel Reis, Ciça, Carlos do Complexo, Afrolai, além de Psirico e Slipmami, nomes que representam a cena carioca e o samba contemporâneo. Já em Recife, no dia 12 de setembro, na Universidade Federal de Pernambuco, o AFROPUNK Experience estreia com o encontro entre Lia de Itamaracá e Daúde, além da apresentação de Ebony, voz em ascensão no rap nacional. Cada cidade, portanto, funciona como um capítulo diferente da mesma história.

Depois dessas duas etapas, o AFROPUNK Brasil reúne tudo em Salvador, com um line-up que soma Kehlani, Kelela, FLO, Jorja Smith, Gilberto Gil, Emicida, Criolo, Gaby Amarantos, Lazzo Matumbi, AJULLIACOSTA, Fantasmão e NandaTsunami. É o momento em que as diferentes praças do AFROPUNK Experience se encontram em um só palco.

Os ingressos podem ser adquiridos no site da Inti e têm 20% de desconto para clientes do Banco do Brasil que usam Cartões BB Visa.

Para Potyra Lavor, fundadora e CEO da IDW Company, o modelo representa mais do que uma estratégia de vendas. “O AFROPUNK Brasil se consolidou como uma plataforma de impacto cultural, social e econômico, e estamos muito felizes em dar mais um passo nessa trajetória ao lado de uma comunidade que cresce a cada edição”, afirma.

AFROPUNK EXPERIENCE RIO DE JANEIRO

Local: Terreirão do Samba
Endereço: R. Benedito Hipólito, 66 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Horário: 14h às 2h
Ingressos: https://idwtickets.byinti.com/
Rede social: @oafropunkbrasil