
New Dance Order no Rock in Rio (@LUARABAGGI)
Alok bate recorde de público no palco eletrônico do Rock in Rio
New Dance Order ficou lotado para conferir o projeto 'Rave The World'
Alok acaba de fazer história novamente. Quem vai ao Rock in Rio desde 2019, quando o New Dance Order estreou, sabe que este palco é o mais distante dos demais na Cidade do Rock. Ele também tem uma programação que começa um pouco mais tarde que as outras estruturas, às 21h, e segue sendo o último a encerrar o festival, às 3h, como o after.
Dedicado à música eletrônica, o NDO, para os mais íntimos, tem um sistema de som de qualidade, que o gênero pede, e que faz nosso corpo tremer com a potência dos graves no front – além dos camarins dos artistas no backstage durante as entrevistas. São também 22,5 metros de altura, 56,5 metros de largura e uma tela gigantesca, com 502m² de painéis de LED.
O line-up de 2026 conta com diversos nomes importantes na cena da música eletrônica global, como Steve Angello, James Hype, Meduza, Fatboy Slim, John Summit, Neelix e Vegas e, claro, Alok, o brasileiro que está no Top 3 do ranking da DJ Mag, revista britânica especializada.
Ele, inclusive, foi o responsável por bater o recorde de público do NDO neste sábado (12), com o projeto “Rave The World”, em sua estreia na estrutura. É interessante o fato de um dos maiores DJs e produtores de música eletrônica no país já ter se apresentado duas vezes no palco Mundo, em 2022 e em 2026, mas debutar só agora no palco dedicado ao gênero.
Alok, New Dance Order e o PLUR
De qualquer forma, a estreia foi marcada por um conceito que deu match com o palco. A tagline do NDO deste ano é “Dancing For a Better World”, cuja ideia é mostrar que a pista de dança carrega uma potência tão forte que é capaz de mudar o mundo. Afinal, na cultura do gênero há valores como respeito às diferenças e comunhão. O mesmo segue em “Rave The World”, de Alok, que valoriza a presença, pertencimento e conexão humana, conceitos que sempre estiveram no centro da cultura rave. Não à toa, o PLUR, acrônimo para “Paz, Amor, União e Respeito”, é referência para quem segue esse estilo de vida.
Além de um projeto que chama atenção por si só, afinal “Rave The World” já ganhou palcos de festivais e clubs icônicos ao redor do mundo, como Tomorrowland, O2 Academy Brixton em Londres e Pacha em Nova York, o NDO também recebeu, neste sábado, a família de Alok.
Os pais e o irmão gêmeo do DJ e produtor se apresentaram ao longo da noite e junto com ele no encerramento do palco. Bhaskar abriu o NDO e Ekanta e Swarup tocaram antes de Alok assumir o palco. Depois, os quatro subiram juntos ao centro da experiência.
Vale dizer que Alok cresceu no universo da música eletrônica. Seus pais são DJs e produtores que se tornaram referências no psytrance e fundadores do festival Universo Paralello. Dessa forma, a infância e adolescência do brasileiro foi cercada de música eletrônica.
No palco do NDO, eles mostraram a sintonia da família e conquistaram uma multidão de pessoas que lotou cada espaço da Cidade do Rock para assisti-los. Diferente da apresentação de Alok na sexta-feira (11), levando o projeto “Keep Art Human” com 45 bailarinos coreografados e um show de 1.500 drones ao palco Mundo, o “Rave The World” apostou no encontro entre pessoas, que rolou tanto no palco, com o sorriso da família Petrillo estampado no rosto, e que rolou também na plateia, com pessoas dançando e se divertindo ao lado de desconhecidos.
Em entrevista à Billboard Brasil, Alok havia comentado que se sentia “super leve” e “sem pressão” para a performance com o “Rave The World”, justamente por já ter levado o projeto a diferentes lugares do mundo e estar ao lado da família.
Ele subiu ao palco vestindo uma camiseta com a estampa “Fuck The Algorithms”, estampou a frase em drones pelo céu, e, bom… O recado está dado: mais pista de dança, menos telas.
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