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BIGBANG celebra 20 anos com show histórico nos Estados Unidos

Trio reuniu hits de diferentes eras em apresentação de três horas

BIGBANG (Reprodução/YG Entertainment)

BIGBANG (Reprodução/YG Entertainment)

Duas décadas depois da estreia, o BIGBANG voltou aos Estados Unidos para celebrar a própria história em grande escala.

G-Dragon, Taeyang e Daesung levaram a turnê “XX : COSMOS” ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, para a única apresentação e o primeiro show do grupo na região em mais de uma década.

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A última passagem havia acontecido em outubro de 2015, quando o BIGBANG realizou duas apresentações no Prudential Center, em Newark.

Desta vez, o retorno ganhou um novo significado: além de marcar os 20 anos do grupo, a turnê é a primeira mundial dos integrantes juntos desde 2017 e também a primeira realizada como trio.

Ao longo de aproximadamente três horas, eles apresentaram um repertório de 30 músicas que percorreu diferentes momentos de sua trajetória.

Hits que ajudaram a definir uma geração do K-pop, como “Fantastic Baby”, “Loser”, “Bang Bang Bang”, “Haru Haru” e “Lies”, dividiram espaço com performances solo, passando pelo hip-hop, R&B, baladas e até pelo trot, gênero tradicional da música popular coreana.

A apresentação também abriu espaço para “BiiiG”, primeiro single do BIGBANG em quatro anos.

Lançada oficialmente em 19 de agosto para marcar o aniversário de 20 anos do grupo, a faixa ganhou sua apresentação ao vivo diante do público norte-americano.

A escala da produção acompanhou a importância da comemoração.

Segundo a YG Entertainment, o espetáculo conta com uma estrutura móvel de LED de 23 toneladas e um palco criado por Es Devlin, designer vencedora dos prêmios Tony e Olivier.

A direção é de Mike Carson, que trabalhou no show do intervalo do Super Bowl de 2025, enquanto a banda ao vivo é liderada por Wow Jones, músico que já trabalhou com nomes como Usher, Rihanna, Janelle Monáe e Sabrina Carpenter.

O BIGBANG segue com turnê no Stade de France, em Paris, em 19 de setembro, e no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, no dia 26.

A turnê segue depois pela Ásia e Oceania, com 36 shows em 19 cidades até fevereiro de 2027.

A seguir, a Billboard reúne 13 momentos que marcaram a noite.

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Uma abertura explosiva com “Fantastic Baby”

O BIGBANG já está acostumado a grandes apresentações na América do Norte, com passagens anteriores por arenas em cidades como Los Angeles, Cidade do México, Las Vegas, Toronto, Newark e Anaheim.

A “XX: COSMOS”, porém, marca os primeiros shows do grupo em estádios nos Estados Unidos.

A mudança de escala ficou evidente desde os primeiros segundos. O trio escolheu “Fantastic Baby”, clássico lançado em 2012, para abrir a apresentação, enquanto jatos de fogo e fogos de artifício tomavam o palco e o céu do MetLife Stadium.

A pirotecnia continuou aparecendo e ganhou ainda mais força ao longo da noite, ajudando a transformar o espetáculo em uma grande celebração dos 20 anos de trajetória do grupo.

Daesung se confunde com a história do BIGBANG em Nova Jersey

Depois da intensidade inicial de “Fantastic Baby” e “Hands Up”, G-Dragon, Taeyang e Daesung mostraram que a noite também teria espaço para o humor característico da relação entre os três.

Ao falar com o público pela primeira vez, Daesung perguntou se aquela era a estreia do grupo em Nova Jersey.

G-Dragon e Taeyang rapidamente o corrigiram: a história do BIGBANG no estado remonta à “Alive Galaxy Tour”, em 2012, quando o grupo se tornou o primeiro boy group de K-pop a realizar um show em uma arena nos Estados Unidos, justamente no Prudential Center.

Conhecido pelas piadas, Daesung tentou contornar o erro perguntando se isso significava que o estado era “New Jersey para nós”, brincando com a palavra “new”. Taeyang respondeu, sério: “Não consigo rir disso”.

Daesung, então, encontrou uma explicação: “Toda vez que venho a Nova Jersey, sinto algo novo. Por isso posso dizer que é minha primeira vez em Nova Jersey”.

O momento descontraído serviu como contraponto à grandiosidade da abertura e mostrou que, mesmo diante de um estádio, os três continuavam encontrando espaço para brincar entre si.

“Haru Haru” mantém sua força 14 anos depois

A relação entre o BIGBANG e os VIPs, como são conhecidos os fãs do grupo, já chamava atenção da Billboard em 2012.

Na ocasião, durante um show em Nova Jersey, o grupo deixou de cantar parte de “Haru Haru” para ouvir o público assumir o refrão.

Quatorze anos depois, a cena voltou a se repetir em proporções ainda maiores. As vozes dos integrantes se misturaram às dos fãs, que preencheram o MetLife Stadium acompanhando a letra da balada.

O momento mostrou como uma música lançada em 2008 continua funcionando como um dos principais pontos de encontro entre diferentes gerações de fãs do BIGBANG.

Daesung leva o trot ao MetLife Stadium

Depois de levar o trot ao Coachella no início deste ano, Daesung voltou a colocar o gênero tradicional coreano diante de um enorme público nos Estados Unidos.

O cantor encerrou sua parte solo com “HANDO-CHOGUA”, single lançado em 2025 cujo videoclipe conta com a participação de Sana, do TWICE. No MetLife Stadium, a música foi acompanhada pelo público do começo ao fim.

Além da performance, grandes caracteres coreanos exibiam a letra da faixa nos telões. Assim, um dos momentos solo de Daesung acabou apresentando ao estádio uma vertente da cultura musical da Coreia que vai além do K-pop.

Taeyang transforma “BAD” em espetáculo visual

Taeyang apostou em uma performance física para apresentar “BAD”, faixa que abre QUINTESSENCE, seu álbum solo lançado em maio.

Nos primeiros segundos da música, o cantor deixou a plataforma onde estava e entrou no meio de um grupo de dançarinos usando máscaras pontiagudas. Sem interromper os vocais, foi erguido por eles enquanto continuava a performance diante de uma câmera posicionada acima do palco.

Nos telões de LED, o enquadramento criava a impressão de que Taeyang estava fazendo um “crowd surf” sobre a multidão, transformando a coreografia em um dos momentos visuais mais marcantes de seu set solo.

G-Dragon reinventa seus próprios sucessos

Enquanto Taeyang e Daesung apresentaram versões mais próximas das gravações originais de seus trabalhos solo, G-Dragon aproveitou seu momento individual para experimentar com o próprio repertório.

“POWER”, música que marcou seu retorno em 2024, ganhou um remix com elementos de reggaeton enquanto o palco era transformado por um cenário de selva em neon.

Já “Crayon”, sucesso de 2012, trocou parte da produção trap por uma percussão ao vivo mais marcada. A apresentação também ganhou uma estética em vermelho e preto que remetia à capa de “One of a Kind”, álbum que entrou na Billboard 200.

As novas versões deram outra leitura a músicas de momentos diferentes de sua carreira e reforçaram a variedade musical presente no repertório de G-Dragon.

“SOBER” vira um dos momentos mais caóticos da noite

Apesar do título, “SOBER” rendeu um dos momentos mais descontrolados e divertidos do show.

A performance deixou de lado qualquer formalidade e colocou em evidência a intimidade construída entre G-Dragon, Taeyang e Daesung ao longo dos anos.

Enquanto faziam caretas e brincavam diretamente com a câmera, G-Dragon aproveitou uma pausa de Daesung no centro do palco para agarrar as pernas do colega e passar por baixo delas enquanto cantava seus versos.

A câmera acompanhou toda a brincadeira, enquanto Daesung reagia surpreso à cena.

Taeyang também entrou no caos e se jogou no chão para cantar o refrão, estendendo dramaticamente a mão em direção à câmera e mostrando a língua nos versos finais.

A apresentação terminou com canhões de confete e os três integrantes acompanhando os dançarinos em uma sequência de chutes coreografados. Caótico? Sim. Mas também um dos momentos mais divertidos da noite.

G-Dragon promete que o show vai continuar

O Coachella, o lançamento de “BiiiG” e a “XX : COSMOS” fizeram de 2026 um ano de celebrações para o BIGBANG.

Durante as falas finais no MetLife Stadium, porém, G-Dragon indicou que os planos do grupo podem ir além do aniversário de 20 anos.

“Isso pode soar um pouco pessoal, mas, desde meu retorno solo há alguns anos, tenho sido muito cuidadoso, passo a passo, tentando elaborar um plano mestre para trazer de volta nossos dias de ouro”, contou.

O cantor explicou que o objetivo não dizia respeito apenas à própria carreira, mas ao grupo.

“Finalmente, o BIGBANG está de volta. Muito, muito de volta. Através da maior turnê mundial que já fizemos, e esta noite em Nova Jersey, estamos todos aqui, juntos, novamente. Já se passaram 11 anos, lançamos apenas um single até agora, e o show tem que continuar, não é?”

Antes de deixar o palco, G-Dragon agradeceu aos fãs:

“Não importa o que aconteça, algumas coisas nunca mudam, como nós. Então, VIPs, do fundo do meu coração, muito obrigado. Amamos muito vocês. Obrigado por tudo”.

BIGBANG demonstra seu carinho por Nova York

O show no MetLife Stadium marcou a primeira apresentação do BIGBANG na região metropolitana de Nova York em mais de uma década.

A data também coincidiu com o período de homenagens pelos 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center.

Na reta final, G-Dragon voltou ao palco usando a clássica camiseta “I ♥ NY”. Primeiro, combinou a peça com um enorme chapéu verde em formato de cogumelo e, depois, trocou o acessório por um dos bonés oficiais da turnê.

Já nos últimos momentos da apresentação, fãs entregaram a Taeyang uma coroa e uma tocha em referência à Estátua da Liberdade. O cantor entrou na brincadeira e posou segurando o objeto enquanto o grupo se despedia.

Do estádio em Nova Jersey, também era possível ver os dois feixes de luz projetados no céu em homenagem ao World Trade Center.

BIGBANG vai até os fãs na reta final

Boa parte do show foi dedicada a agradecer aos VIPs pelas duas décadas ao lado do grupo. Na reta final, porém, G-Dragon, Taeyang e Daesung transformaram o agradecimento em contato direto.

Durante “Sunset Glow” e “Last Farewell”, ambas lançadas ainda nos anos 2000, os três foram até a plateia para encontrar os fãs, tirar selfies, receber presentes e brincar com quem estava próximo.

Vinte anos depois da estreia, o BIGBANG mostrou estar confortável em desacelerar o espetáculo para aproveitar esses encontros. Mesmo para quem acompanhava de longe, as interações acabaram se tornando parte do show.

Daesung celebra seu melhor momento físico e mental

Entre as falas aos fãs, Daesung compartilhou uma atualização pessoal que recebeu uma das reações mais calorosas da noite.

“Sinto que estou na melhor forma de sempre, física e mentalmente”, afirmou. A referência à saúde mental foi recebida com uma ovação do estádio.

“Acho que estou no melhor momento da minha vida, e vocês têm grande participação nisso. Obrigado, eu amo vocês. Vocês são incríveis, imbatíveis”, continuou.

Embora conversas sobre saúde mental tenham se tornado mais frequentes entre artistas do K-pop nos últimos anos, o BIGBANG tradicionalmente não costuma abordar essas experiências de maneira tão aberta durante apresentações internacionais.

Por isso, ouvir Daesung compartilhar o momento positivo que vive atualmente adicionou outra dimensão à celebração.

“Still Life” mantém TOP na história do BIGBANG

A formação do BIGBANG mudou ao longo das últimas duas décadas, mas o encerramento do show abriu espaço para reconhecer uma parte importante dessa trajetória.

A última música foi “Still Life”, apresentada pelo trio como “a história do BIGBANG”. A faixa também foi a última gravada pelo grupo com TOP antes de sua saída, e o rap do ex-integrante permaneceu na apresentação, sendo recebido com fortes aplausos pelo público.

No início deste ano, TOP falou à Billboard sobre sua relação com os antigos companheiros.

“Os membros do BIGBANG e eu fazemos tipos de música muito diferentes agora, mas sempre apoiarei e respeitarei a música deles”, afirmou.

Ao escolher “Still Life” para fechar a noite e manter a participação de TOP na música, o grupo reconheceu uma parte incontornável dos 20 anos de sua história.

Reverências encerram a celebração dos 20 anos

Depois de “Still Life”, o último gesto da noite não veio acompanhado por pirotecnia ou grandes efeitos visuais.

Daesung permaneceu no centro do palco e fez reverências de 90 graus em diferentes direções, agradecendo aos fãs espalhados pelo estádio.

Taeyang e G-Dragon foram ainda além: os dois se ajoelharam e inclinaram a cabeça em direção ao chão em uma reverência profunda.

Na cultura coreana, a reverência é uma demonstração de respeito e gratidão, e sua profundidade pode intensificar o significado do gesto. Depois de um espetáculo construído em torno da grandiosidade de duas décadas de carreira, o BIGBANG escolheu terminar de maneira mais simples.

Foi uma imagem que resumiu bem a noite no MetLife Stadium: depois de celebrar 20 anos olhando para a própria história, o trio terminou diante daqueles que ajudaram a construí-la.

Escute os sucessos do BIGBANG

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].