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Entrevista: LYKN fala de amadurecimento e identidade no T-pop

Quinteto tailandês falou com a Billboard Brasil sobre a evolução do grupo

LYKN

LYKN (Divulgação)

No fim de 2025, quando o LYKN conversou pela primeira vez com a Billboard Brasil, a chegada do grupo ao país ainda era uma promessa anunciada durante o evento de line-up da GMMTV, diretamente de Bangkok, na Tailândia. A distância entre o quinteto tailandês e os fãs brasileiros deixou de ser medida apenas pelas interações nas redes sociais, e o encontro aconteceu no último mês de agosto, na capital paulista, com ingressos esgotados.

O braço brasileiro da turnê “DUSK & DAWN” consolidou o grupo, que começa a entender não somente até onde sua música pode chegar, mas, também, quem eles desejam ser daqui para frente enquanto artistas.

Formado pelo reality show “Project Alph”a (2023), o LYKN nasceu com William, Lego, Nut, Hong e Tui, já carregando a missão de transformar cinco jovens com personalidades e habilidades distintas em um grupo capaz de ocupar seu próprio espaço dentro do T-Pop.

Três anos depois, a pergunta parece ser menos sobre quem eles são como idols e mais sobre o que, afinal, faz o LYKN ser o LYKN.

Para os integrantes, reconhecer  essa identidade acompanhou a evolução que aconteceu fora dos holofotes. Entre novos trabalhos, palcos maiores e uma agenda lotada que começou a atravessar as fronteiras da Tailândia, a dinâmica entre os cinco ganhou outras camadas sob um denominador comum: a sinergia por trás do conceito de “alcateia”.

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“O tempo que passamos juntos, acho que essa foi a chave para encontrarmos o caminho que o LYKN precisava seguir: como devemos estar no palco, como performamos e até como olhamos uns para os outros e pensamos: ‘Você está mandando bem’. Acho que esse é o coração da identidade do LYKN”, diz Hong.

Para Hong, parte dessa virada aconteceu quando aquilo que cada um amava fazer precisou também ser encarado como profissão

“O momento em que tudo se tornou real foi quando tivemos que transformar algo que amávamos em um trabalho de verdade. Alguns de nós começaram pela dança, outros pelo canto”, ele reflete.

“Também precisamos agradecer à GMMTV por confiar em nós e nos orientar na direção do LYKN. Acho que chegarmos a uma turnê mundial após começarmos em um survival show superou tanto as expectativas deles quanto as nossas.”

LYKN
LYKN (Divulgação)

O que faz o LYKN ser o LYKN?

Essa diversidade também aparece na maneira como o quinteto se posiciona individualmente. Quando questionados sobre uma característica pela qual gostariam de ser reconhecidos, a resposta rapidamente vira uma brincadeira coletiva (e uma demonstração bastante espontânea da dinâmica entre os cinco). Hong não hesita: quer ser visto como “o mais cronicamente online” do grupo.

“Eu amo ser bobo na internet. É muito divertido quando as pessoas entendem os memes”, brinca. E existe uma conexão particularmente conveniente com o público daqui: “Eu vi muitos fãs brasileiros interagindo com os memes e realmente entendendo. Pensei: ‘Meu Deus, graças a Deus alguém me entende!’”.

Lego, por outro lado, abraça um título que o próprio fandom já deu: diva. Mas, por trás dele, existe também uma ideia mais séria sobre o papel de um performer. “Não é só sobre dançar ou cantar, mas também inspirar alguém a amar a si mesmo”, afirma.

Entre provocações e autodeclarações sobre quem seria o integrante mais bonito (William), fofo (Nut) ou sexy (Tui), a conversa também revela algo que números de streams ou coreografias perfeitamente sincronizadas não conseguiriam transparecer. O LYKN parece confortável o suficiente com sua própria identidade agora, para poder brincar com ela.

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LYKN
LYKN (Julis Pasqualini/Billboard Brasil)

Entre música e atuação

No multiverso da GMMTV, enquanto um conglomerado de entretenimento, essa identidade artística tampouco termina na música. O LYKN já transita pela atuação e muitos fãs chegaram ao grupo justamente após conhecê-los pelas produções audiovisuais, como o BL sucesso na Netflix “ThamePo The Series”.

Para eles, porém, os diferentes caminhos artísticos estão longe de funcionar como universos independentes. E é justamente quando a conversa chega ao futuro que o grupo parece compartilhar uma ambição em comum, para continuar procurando desafios que os obriguem a sair do lugar em que já estão confortáveis.

Poucas coisas despertam tanta curiosidade entre os fãs de séries BL, GL, Lakorns e T-pop quanto o line-up anual de projetos da powerhouse tailandesa. Antes mesmo dos anúncios oficiais, teorias sobre novas séries, personagens, parcerias e projetos musicais já começam a circular online. E o LYKN inevitavelmente faz parte das apostas para 2027.

“Queremos encontrar coisas que nos desafiem, tentar ser versões melhores de nós mesmos e provar aos nossos fãs que podemos ir além disso (…) Algo que faça com que a gente continue evoluindo. Acho que é isso que estamos buscando.”

As possibilidades, pelo menos no imaginário da conversa, são muitas. Entre trocas descontraídas e tentativas de arrancar algum spoiler antes da hora, surgem desde a vontade de ver Lego como protagonista, interpretando alguém rico e com uma boa dose de atitude, até Tui em um papel de ação. E, claro, a possibilidade de mais músicas do grupo completo, sub-units e solos.
A única resposta segura, por enquanto, é esperar.

“O que a gente pode falar é que as pessoas podem esperar muita coisa da gente e dos colegas da GMMTV em 2027”, diz o grupo, lembrando que a empresa oferece espaço para que seus artistas experimentem diferentes caminhos.

O que vem pela frente pode abrir mais espaço para trajetórias individuais, sem enfraquecer a química que existe quando os cinco estão juntos. Afinal, novos caminhos significam novas referências para trazer de volta ao LYKN no futuro.

Brasil além do palco

O Brasil também aparece nessa história como uma dessas novas referências. Quando a conversa sai do trabalho, a curiosidade sobre o país também ganha contornos mais cotidianos. E se o grupo pudesse ter um dia de descanso completamente livre no Brasil? Cada integrante rapidamente encontra uma maneira diferente de preenchê-lo.

Nut gostaria de voar de asa-delta; Lego quer ir às compras. Tui e Hong, os fãs declarados de futebol, querem experimentar a arquibancada de um clube brasileiro. Já William prefere simplesmente observar. “Eu gosto de ver como as pessoas locais vivem, comer a comida local. Acho que sou um homem simples”, ele comenta. “Quero conhecer a cultura e ver como as pessoas vivem no Brasil. Não temos muitas oportunidades de estar aqui.”

Atualmente, o grupo finaliza a turnê e se prepara para o show “LYKN Reflexion Concert”, que acontece nos dias 24, 25 e 26/10, na IMPACT Arena, em Bangkok. Os ingressos estão esgotados desde o início das vendas e o espetáculo servirá como suporte ao lançamento do aguardado segundo álbum de estúdio do quinteto, intitulado “Reflexion”, com a faixa-título anunciada “No Way”.