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Fest Belém reúne artistas do brega paraense em documentário

Filme registra mais de 30 artistas e diferentes gerações do gênero

Audiovisual Fest Belém reúne mais de 30 artistas e registra diferentes gerações do brega paraense (Divulgação)

Audiovisual Fest Belém reúne mais de 30 artistas e registra diferentes gerações do brega paraense (Divulgação)

Mais de 30 artistas paraenses de diferentes gerações estão reunidos no audiovisual “Fest Belém – A Capital Mundial do Brega”, produção que registra o 1º Fest Belém, realizado em 26 de julho, no Complexo do Ver-o-Rio, em Belém (PA). O projeto foi lançado gratuitamente em 8 de setembro.

Idealizado pela produtora cultural Ciane de Moraes e pelo cantor e compositor Kim Marques, o projeto foi gravado durante o evento, que teve entrada gratuita e contou com uma plateia aberta. O conteúdo já está disponível no canal de Kim Marques no YouTube.

Para Ciane, a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar a visibilidade dos artistas responsáveis pela construção do gênero no Pará. “Os artistas do brega de verdade precisam ter visibilidade e valorização. É através de projetos como esse que vamos conseguir isso”, afirma.

+Leia mais: Calhambeque da Saudade retoma bailes de brega em Belém

Brega como identidade paraense

A iniciativa também busca valorizar o brega como parte da identidade cultural de Belém e estimular novas ações ligadas ao gênero. Entre os objetivos estão o incentivo a novos talentos, ações educativas, inclusão de pessoas com deficiência e geração de impacto socioeconômico por meio da economia criativa.

Os idealizadores já planejam uma segunda edição. O projeto também dialoga com a denominação “Capital Mundial do Brega”, utilizada para destacar a importância histórica do gênero na cultura da capital paraense.

Para além das apresentações, a iniciativa coloca diferentes gerações de artistas lado a lado e evidencia a permanência do brega na cultura popular do Pará.

As influências do brega amazônico

Para Kim Marques, a música produzida no Pará tem forte relação com referências caribenhas, latino-americanas e africanas. “O nosso próprio calypso, o nosso próprio brega, a nossa lambada, a nossa guitarrada, tudo isso é uma influência caribenha, uma influência muito africana, uma influência muito forte mesmo das raízes africanas”, explica.

Natural de Cametá e com mais de 40 anos de carreira, o músico é conhecido por músicas como “Brega Carimbó”, “A Dança do Brega” e “Beija-Flor”.

“Cantar brega é a minha vida, a minha arte. O brega é tudo, é a arte popular que agrada a todo o Brasil”, afirma.

Assista ao documentário Fest Belém abaixo: