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Fazer show e roçar terreno por 30 reais? Filho do Piseiro relembra perrengues

Cantor relembrou à Billboard Brasil as peripécias de sua vida antes da fama

Filho do Piseiro (reprodução @filhodopiseiro)

Filho do Piseiro (reprodução @filhodopiseiro)

Buh buh! Antes de ganhar alcance nacional com sucessos como “Raparigas”, o Filho do Piseiro precisava abraçar todos os tipos de trabalhos, mesmo quando eram puro perrengue.

Em entrevista à Billboard Brasil, o cantor relembrou uma dessas situações: no mesmo dia em que limpou e capinou um terreno, fez três horas de apresentação e voltou para casa com míseros R$ 30 no bolso.

Everton da Silva passou cerca de seis anos cantando em festas e eventos de Manaus antes.

O repertório daquele período passava por sertanejo, piseiro, arrocha e brega, geralmente em formato de voz e violão e, em algumas ocasiões, com acompanhamento eletrônico.

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Foi durante essa fase que aconteceu o episódio. Filho do Piseiro havia combinado R$ 300 pelo show.

Antes de subir ao palco, porém, recebeu um balde para recolher lixo espalhado pelo terreno e, depois, uma enxada para capinar o espaço.

“Eu limpei o terreno. Depois ele me deu uma enxada para capinar e eu capinei. Deu o horário do almoço, almocei e tomei um banho para fazer o show. Até então, eu tinha cobrado R$ 300 para fazer três horas de show”, relembrou.

O valor combinado, segundo o cantor, nunca chegou às suas mãos. Depois da apresentação, o contratante ofereceu a carona de volta para casa e entregou R$ 50. Parte do dinheiro ainda foi usada durante o trajeto.

“Na hora de me deixar em casa, ele tirou R$ 50 do bolso. Aí: ‘Bota R$ 10 de gasolina’. Depois parou num barzinho: ‘Compra três cervejas ali’. Sobrou R$ 30. Cheguei em casa e perguntei: ‘Beleza, cadê o pagamento?’. Ele respondeu: ‘Já está na tua mão’. Eu: ‘Mas tem R$ 30 aqui’. E ele: ‘É isso aí mesmo’.”

Filho do Piseiro: dos pequenos shows aos virais

A realidade mudou, principalmente a partir da circulação de vídeos nas redes sociais.

Filho do Piseiro transformou em marca própria a reprodução vocal do médio grave dos paredões, o “buh” inserido entre versos e refrões.

O recurso ajudou a impulsionar músicas como “Raparigas” e o medley puxado por “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.

“Raparigas” ganhou força no início de 2026. Em março, quando Filho do Piseiro participou do “Domingo Legal”, a faixa já acumulava mais de 8 milhões de reproduções no Spotify.

No Carnaval daquele ano, o cantor passou por cidades do Ceará e da Paraíba em apresentações que, somadas, reuniram mais de 100 mil pessoas.

A agenda e a discografia cresceram ao longo do ano. Em abril, ele lançou o álbum “Filho do Piseiro – A Fábrica Não Para!”, com nove faixas, e depois apresentou projetos como “Ao Vivo em Manaus”. Já em 27 de agosto, lançou “Piranhona”, parceria com Yrlan Costa.

A entrevista completa de Filho do Piseiro à Billboard Brasil foi publicada em 31 de agosto e acompanha essa mudança de escala: dos shows de voz e violão e dos trabalhos paralelos aos palcos e lançamentos que colocaram o cantor amazonense entre os nomes do forró em 2026.

Veja a entrevista completa abaixo: