Kylie Minogue: músicas de ‘Fever’ da pior à melhor
Álbum de ‘Can’t Get You Out of My Head’ completa 25 anos

Kylie Minogue se apresenta em SP neste fim de semana
“Eu sinto como se estivesse em uma onda e, neste momento, realmente soubesse como ficar de pé na prancha”, disse Kylie Minogue ao “The Guardian” pouco antes de lançar seu oitavo álbum de estúdio, “Fever”.
“Eu me sinto bastante segura. Não sei para onde isso está me levando, mas tudo parece muito bom.”
A confiança não era por acaso. A australiana vinha do sucesso de “Light Years”, de 2000, trabalho que marcou seu retorno às raízes pop.
Com “Fever”, lançado em 1º de outubro de 2001, Kylie ampliou a aposta na música eletrônica e nas pistas de dança, movimento antecipado pelo sucesso do primeiro single, “Can’t Get You Out of My Head”.
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Ao fim da era, “Fever” havia vendido 6 milhões de cópias, tornando-se o álbum mais vendido da carreira da cantora.
O disco também levou Kylie às posições mais altas da Billboard 200 pela primeira vez: até então, seu melhor resultado havia sido o 53º lugar alcançado pelo álbum homônimo de 1988.
Além disso, “Fever” venceu o prêmio de Melhor Álbum Internacional no BRIT Awards e deu origem a uma sequência de singles que se tornou uma das mais marcantes da discografia da australiana.
Veja o ranking de ‘FEVER’ de Kylie Minogue
12. “Give It to Me”
“Give It to Me” foi composta em parceria com Mark Picchiotti, produtor e remixer de Chicago que acumula 24 músicas no topo da parada Dance Club Songs da Billboard. Sua única contribuição para “Fever”, porém, é também o momento menos inspirado do disco.
Mais pesada do que as demais faixas, a mistura fragmentada de electro-funk e two-step garage destoa da atmosfera elegante e sedutora que domina o álbum.
O insistente som de um telefone tocando também não ajuda. Felizmente, é a única faixa de “Fever” que desperta a vontade de apertar o botão de silenciar.
11. “Burning Up”
Os violões acústicos que abrem “Burning Up” sugerem brevemente que Kylie encerrará seu álbum mais eletrônico retomando elementos de sua fase indie.
A impressão dura pouco: logo a cantora retorna às pistas para mais uma história de atração, desta vez por alguém que ela sabe não ser exatamente confiável.
Embora mantenha a temática de “Fever” até o fim, o nu-disco repleto de mudanças de tonalidade de “Burning Up” não consegue elevar a temperatura como os grandes momentos que aparecem antes dela.
10. “Your Love”
Depois de colaborar no sucesso de “No Angel”, de Dido, o compositor e produtor Pascal Gabriel levou suas habilidades para “Your Love”, faixa leve com influências baleáricas.
É uma música agradável, embora pouco distintiva dentro do álbum. Seu principal diferencial está em ouvir Kylie abandonar qualquer tentativa de parecer indiferente para assumir sem constrangimento a obsessão por uma nova paixão.
9. “Dancefloor”
Há ecos de “Ain’t No Love (Ain’t No Use)”, do Sub Sub, e de “Don’t Call Me Baby”, do grupo australiano Madison Avenue, nesta faixa pronta para tocar à beira da piscina.
Última das três composições do álbum com participação de Cathy Dennis, “Dancefloor” encontra Kylie provocando o homem que a decepcionou ao sair para dançar e mostrar exatamente o que ele perdeu.
É a prova de que a cantora consegue entregar uma despedida tão convincentemente quanto uma cantada.
8. “Fever”
O momento mais camp da carreira de Kylie talvez esteja na apresentação televisiva em que ela interpretou “Fever” cercada por médicos e enfermeiros diante de um grupo de celebridades britânicas.
Mesmo sem o espetáculo visual, a faixa-título mantém seu alto nível de kitsch. Kylie transforma o desejo em uma espécie de diagnóstico médico e pede atendimento de maneira cada vez menos sutil.
É completamente absurda, mas, de alguma forma, ela faz funcionar.
7. “Love Affair”
Não surpreende que “Love Affair” tenha sido cogitada como single. A música leva “Fever” diretamente para Ibiza, mas está mais próxima de uma festa trance do que de uma trilha sonora para contemplar o pôr do sol.
Kylie deixa claro que não está interessada em pensar na manhã seguinte. Com batidas aceleradas e sintetizadores brilhantes, a faixa é um dos momentos mais voltados às pistas de dança de sua carreira fora do universo dos remixes.
6. “Fragile”
Depois das batidas e efeitos eletrônicos de “Give It to Me”, “Fragile” oferece uma pausa. É o mais perto que “Fever” chega de uma balada, embora continue suficientemente dançante.
A atmosfera, porém, é mais etérea, sonhadora e vulnerável. Kylie canta sobre as inseguranças físicas e emocionais provocadas pelo início de um novo relacionamento. O resultado é um dos momentos mais delicados do disco.
5. “More More More”
Apesar de não ser uma versão do clássico disco homônimo de Andrea True Connection, “More More More” compartilha com ele uma sensação semelhante de desejo insaciável.
Responsável por abrir “Fever”, a música constrói uma ponte entre o pop mais direto de “Light Years” e a eletrônica sofisticada que domina o novo álbum. Ao mesmo tempo, estabelece desde o início o tom sensual que acompanhará boa parte do disco.
É uma abertura praticamente perfeita.
4. “Come Into My World”
Os singles de “Fever” foram escolhidos a dedo, e o quarto e último rendeu a Kylie seu primeiro Grammy, na categoria Melhor Gravação Dance, superando nomes como Cher e Madonna.
“Come Into My World” também seguiu os três singles anteriores até o top 10 britânico e chegou ao 91º lugar da Billboard Hot 100.
O videoclipe dirigido por Michel Gondry, no qual várias versões de Kylie percorrem um subúrbio parisiense, tornou-se outro elemento importante de seu legado.
A música não está tão distante do grande sucesso do álbum, mas a produção mais sonhadora e a interpretação mais encantadora de Kylie garantem uma personalidade própria.
3. “In Your Eyes”
O mundo ainda estava tentando superar o impacto de “Can’t Get You Out of My Head” quando Kylie mostrou que tinha outras cartas na manga. Uma delas era “In Your Eyes”, uma ode efervescente ao desejo vivido na pista de dança.
Apesar de não ter entrado nas paradas dos Estados Unidos, a faixa se tornou a quarta música mais ouvida da cantora no Spotify, ou a terceira desconsiderando o sucesso sazonal de “Santa Baby”.
2. “Can’t Get You Out of My Head”
Com sintetizadores que remetem ao Kraftwerk e o inesquecível refrão de “la la la”, “Can’t Get You Out of My Head” praticamente conquistou o mundo em 2001.
A faixa levou Kylie de volta ao top 10 da Billboard Hot 100, alcançando o 7º lugar, algo que ela não conseguia desde “The Loco-Motion”, em 1988.
No Reino Unido, ainda venceu com ampla vantagem uma disputa nas paradas contra o primeiro single solo de Victoria Beckham.
O videoclipe inspirado em “Metropolis” e o mash-up com “Blue Monday”, do New Order, apresentado no BRIT Awards enquanto Kylie estava presa a um disco giratório, só ampliaram seu legado. Foi uma virada não apenas para a carreira da cantora, mas para o pop do início dos anos 2000.
1. “Love at First Sight”
“Can’t Get You Out of My Head” pode ter sido o fenômeno comercial de “Fever”, mas “Love at First Sight” é a faixa que ocupa o primeiro lugar deste ranking.
Terceiro single do álbum, chegou ao 2º lugar no Reino Unido e ao 23º na Billboard Hot 100. Da produção vibrante ao entusiasmo de Kylie, a música transforma a euforia de uma nova paixão em pouco mais de três minutos de pop.
Se “Can’t Get You Out of My Head” apostava deliberadamente em uma estética fria e clínica, “Love at First Sight” segue pelo caminho oposto: soa quente, jubilante e, acima de tudo, completamente natural.
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
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