Obra de Dona Onete é reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural do Pará
Cantora e compositora, de 84 anos, tem mais de 300 composições

A cantora e compositora Dona Onete, símbolo pop do carimbó desde o lançamento de seu primeiro álbum “Feitiço Cabloco”, de 2012, teve sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará, nesta quarta-feira (6).
Votado com unanimidade na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), o Projeto de Lei nº 54/2023 foi justificado pelo deputado Elias Santiago pelo fato de a cantora e compositora ter interferido “no machismo que faz parte da história desse gênero musical e, ao abordar o tema da sedução em suas composições, rompeu o tabu sobre a vida sexual dos idosos”.
Sua história na música começou quando, de dentro de casa, fez ouvir sua voz enquanto um grupo de carimbó ensaiava na rua. Após ter chamado a atenção do grupo, não foi convidada para seguir nos ensaios dada a idade avançada. Dois dias depois, um novo grupo fez outro convite e, assim, ela iniciava outra profissão: a de cantora profissional.
Nascida na Ilha de Marajó, no Pará, Dona Onete lançou seu primeiro álbum aos 72 anos, quando já aposentada dos serviços de professora e até de secretária de cultura da cidade de Igarapé-Mirim. Ela foi fundadora de grupos de dança e música regional. Atualmente, segue compondo – soma mais de 300 composições – de maioria boleros e tantas outras nos gêneros carimbó “chamegado”, “bangüês”, lundus, entre outros rimos regionais.
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