Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

PLAVE pisa no acelerador para uma nova fase com ‘HYPERDRIVE’

Quinteto reflete sobre shows em estádios, processo criativo e futuro

PLAVE (Reprodução/VLAST)

PLAVE (Reprodução/VLAST)

Durante boa parte do início da carreira do PLAVE, cada conquista parecia vir acompanhada de uma nova pergunta: afinal, o que um grupo de idols virtuais realmente poderia fazer?

Desde a estreia, em 2023, YEJUN, NOAH, BAMBY, EUNHO e HAMIN têm respondido principalmente por meio de suas ações.

Os integrantes participam ativamente da criação de suas músicas e performances, enquanto ampliam progressivamente a dimensão dos palcos em que se apresentam.

+ Leia mais: Agenda de shows de K-pop no Brasil em 2026

Mais recentemente, os cinco deram início à turnê mundial “KEEP IT MANIC” com seus primeiros shows em estádio, em Incheon, uma conquista que os levou mais longe do que um dia imaginaram.

Três anos depois, as perguntas em torno do PLAVE começam a mudar.

À medida que sua música alcança um público mais amplo e seus palcos ficam maiores, outra questão ganha força: que tipo de artistas eles querem se tornar daqui para frente?

O quinto mini-álbum do grupo, “HYPERDRIVE”, chega justamente nesse ponto de virada. YEJUN compara o trabalho à “primeira paisagem que você encontra depois de sair de um túnel”, uma imagem que representa um grupo olhando para o futuro depois de um capítulo marcado por um crescimento acelerado.

Em conversa com a Billboard Korea antes do lançamento de “HYPERDRIVE”, o PLAVE relembra seus primeiros shows em estádio, fala sobre o encontro com o público dos Estados Unidos em Los Angeles, as identidades criativas individuais reveladas em suas apresentações solo e o tipo de artista que cada integrante espera se tornar daqui para frente.

PLAVE (Reprodução/VLAST)
PLAVE (Reprodução/VLAST)

Rumo a ‘HYPERDRIVE’

Com “Caligo Pt.1” e “Caligo Pt.2” para trás, para onde “HYPERDRIVE” leva o PLAVE agora, tanto musicalmente quanto em relação à história que vocês querem contar?

YEJUN: Este quinto mini-álbum, “HYPERDRIVE”, parece a primeira paisagem que você encontra depois de sair de um túnel. Em vez de uma continuação da história anterior, eu o descreveria como o próximo capítulo que se tornou possível justamente porque aquela história existiu.

A série “ASTERUM” foi um período em que apresentamos quem somos, e “Caligo” foi um momento em que trouxemos à tona as histórias que estavam dentro de nós. Agora, acho que estamos entrando em uma fase de explorar e descobrir as histórias que realmente queremos contar.

EUNHO: Acho que “HYPERDRIVE” realmente é o começo de uma nova história. Mas queríamos começar de uma maneira que tivesse a nossa cara. Conversamos muito sobre mudar a própria direção da nossa velocidade, em vez de simplesmente repetir a intensidade que mostramos em “Caligo”. Não se trata apenas de ir com mais força ou mais rápido, mas de seguir para um lugar completamente diferente. É isso que o próprio título do álbum representa.

NOAH: Os dois álbuns “Caligo” foram construídos em torno de uma intensidade emocional ligada ao rock, enquanto, desta vez, exploramos gêneros que nunca havíamos experimentado antes, incluindo EDM e bossa nova. Mas existe um critério que nunca mudou desde a nossa estreia: a música precisa ser prazerosa de ouvir. Acho que esse objetivo constante foi justamente o que nos deu liberdade para experimentar tanto quanto queríamos.

BAMBY: Acho que tanto nós quanto os PLLI passamos por uma jornada profundamente emocional com “Caligo”. Por isso, enquanto preparávamos este álbum, conversamos bastante sobre “dar um passo para trás e observar as coisas”.

Existem coisas que você não consegue enxergar quando está correndo a toda velocidade, mas, quando cria um pouco de distância, elas ficam mais claras: o tempo que atravessamos e os sentimentos dos fãs que esperaram por nós. Em vez de dizer que um capítulo terminou, acho que é mais como olhar novamente para a mesma história, mas de uma perspectiva diferente.

HAMIN: Surpreendemos todo mundo ao apresentar antecipadamente uma performance durante nosso show recente! Tenho certeza de que vocês estão curiosos, mas acho que será mais divertido descobrir por conta própria a conexão entre as histórias. Escondemos muitas pistas e estou ansioso para ver como os PLLI vão encontrá-las e interpretá-las.

Estamos preparando um álbum que vocês vão querer assistir e ouvir várias vezes. Acho que acompanhar o crescimento do PLAVE também será outra parte divertida dessa experiência.

Os primeiros shows de vocês em estádio, em Incheon, foram um grande marco para o PLAVE. Depois de se apresentarem em um palco dessa dimensão, como vocês enxergam o futuro do grupo? O que gostariam de conquistar juntos a seguir?

EUNHO: Ficamos impressionados com a dimensão do palco. Entre nós, chegamos a descrevê-lo como um lugar “sem teto”. Ainda não parece totalmente real que os palcos em que podemos nos apresentar continuem ficando cada vez maiores.

Na verdade, já chegamos mais longe do que jamais sonhamos. Então, em vez de estabelecer uma meta específica, eu diria que nosso objetivo é exatamente o que o título desta turnê diz: “KEEP IT MANIC” com nossos integrantes e nossos fãs.

BAMBY: Estar em um palco tão grande me fez pensar ainda mais sobre o quanto cada movimento e cada expressão precisariam viajar para chegar até o público. Eu queria que até as pessoas que estavam mais distantes sentissem a mesma energia.

Isso também me fez voltar à mentalidade que tínhamos quando começamos. Depois do show, prometi a mim mesmo que sempre subiria ao palco com esse mesmo pensamento, para que os PLLI saíssem pensando: “Eu definitivamente preciso ir ao próximo show também”.

NOAH: Quanto maior o palco fica, mais percebo a responsabilidade que existe em preencher aquele espaço com música. Ao mesmo tempo, é extremamente emocionante ouvir tantas pessoas cantando nossas músicas juntas.

Ouvi dizer que muitas pessoas que estavam apenas curiosas sobre nós, e não somente nossos fãs, foram ao show em Incheon. Sinto um orgulho especial quando ouço alguém dizer: “Virei fã depois de assistir ao show”. Quero continuar criando apresentações das quais cada vez mais pessoas possam gostar.

HAMIN: No início do show, cumprimentamos todos com uma reverência tradicional completa porque queríamos expressar nossa gratidão de todas as formas possíveis. Nunca imaginamos que um dia assistiríamos a fogos de artifício junto com os PLLI em nosso próprio show.

Ao mesmo tempo, estar em um palco daquele tamanho me lembrou que precisamos permanecer fiéis aos fundamentos para que a base que construímos não desmorone. Meu objetivo é que nós cinco continuemos saudáveis, trabalhando juntos por muito tempo e crescendo.

YEJUN: Estar juntos em um palco tão grande trouxe muitas lembranças de quando começamos. Isso me fez pensar em como chegamos até aqui graças aos integrantes, que acreditaram uns nos outros, e aos PLLI, que nos amam.

Não sabemos até onde conseguiremos chegar daqui para frente, mas nossa convicção de que podemos enfrentar desafios ainda maiores juntos ficou mais forte. Por enquanto, queremos conhecer mais PLLI e nos tornar um grupo em que as pessoas possam confiar para entregar uma boa apresentação em qualquer palco. Nosso objetivo sempre será “Pyeong PL”, “PLAVE para a vida toda”.

Enquanto se preparam para encontrar o público em Los Angeles, pelo que vocês estão mais ansiosos? O que esperam que as pessoas que verão o PLAVE pela primeira vez guardem de vocês?

HAMIN: O que mais me deixa feliz é finalmente poder encontrar as pessoas que nos apoiaram de longe. Como elas esperaram por nós durante tanto tempo, quero garantir que entregaremos uma apresentação que reflita tudo o que preparamos.

Para as pessoas que vão nos ver pela primeira vez, quero que o PLAVE seja lembrado como um grupo em que cada um dos cinco integrantes tem um charme próprio, mas que também possui uma ótima química como equipe. Mesmo que existam limites para o que conseguimos comunicar por meio das palavras, vou preparar cada pequeno detalhe para conseguirmos transmitir nossos sentimentos pelas expressões, movimentos e pela música.

BAMBY: Cada lugar tem uma energia diferente vinda do público. O que mais me deixa curioso é a atmosfera que vamos criar juntos em Los Angeles.

Espero que as pessoas que estiverem nos vendo pela primeira vez possam simplesmente mergulhar na apresentação. Quero mostrar claramente a química e a energia de nós cinco e, quando o show acabar, espero que se lembrem de nós como um grupo que querem ver novamente.

EUNHO: O público também chega aos shows animado e dedica bastante atenção à própria preparação. Adoro ver os fãs expressando sua individualidade por meio de roupas e acessórios, então já estou ansioso para ver como o público dos Estados Unidos vai acrescentar sua própria cor ao show de Los Angeles.

Mesmo que falemos línguas diferentes, quando a música começa, todos conseguimos acompanhar o ritmo juntos. Compartilhar momentos assim pessoalmente com os PLLI nos Estados Unidos é o que mais espero. Também estou curioso para descobrir quais músicas terão as maiores reações.

YEJUN: O que mais espero é encontrar as pessoas de lá que estavam nos aguardando. Sentir pessoalmente, no local do show, o apoio que elas nos enviaram através da tela será muito especial.

Isso me lembra a cena de “E.T.” em que o alienígena é recebido! O PLAVE também é formado por alienígenas, mas estamos prontos para construir uma amizade real e maravilhosa.

Quero que o PLAVE seja lembrado como um grupo sincero em relação à música e às performances. Acredito que, mesmo quando nossas línguas e culturas são diferentes, podemos nos aproximar no instante em que ouvimos uma boa música. Nós vamos dar o primeiro passo!

NOAH: Como EUNHO disse, estou curioso para saber ao que o público vai reagir mais. Podem ser nossas vozes, as melodias ou a atmosfera do palco. No show de Incheon, as músicas com novos arranjos e nossas apresentações solo receberam as reações mais fortes.

A mesma música pode transmitir uma sensação diferente quando encontra um novo público, então estou curioso. Estaremos esperando no palco, então, por favor, venham e nos contem a resposta.

Além do grupo

Embora as conquistas recentes do PLAVE tenham mostrado o que os cinco conseguem fazer juntos, as apresentações solo em Incheon ofereceram um olhar mais próximo sobre os gostos e as identidades criativas de cada integrante.

YEJUN apresentou “Close to You”, dos Carpenters; NOAH escolheu “Good Boy Gone Bad”, do TOMORROW X TOGETHER; BAMBY apresentou “Sherlock (Clue + Note)”, do SHINee; EUNHO cantou “TASTE”, de JUNNY; e HAMIN reinterpretou “Spider”, de HOSHI.

Nas apresentações solo em Incheon, cada um de vocês escolheu uma música e participou ativamente da construção da performance. Existiam aspectos do gosto musical ou da identidade artística de vocês que ainda não tinham conseguido mostrar completamente dentro do PLAVE? O que mais queriam revelar sobre vocês mesmos nesses palcos individuais?

YEJUN: Embora eu fosse o único se apresentando no meu palco solo, queria que parecesse que os fãs estavam dividindo o palco comigo. Dançar com flores ou com um guarda-chuva foi pensado a partir da ideia de que os PLLI estavam ali ao meu lado.

Com essa apresentação, queria mostrar a versão mais autêntica de mim mesmo, aquela que não esconde meus sentimentos pelos PLLI e os expressa de todo o coração. Eu amo o filme “La La Land”, então, como homenagem, incorporei vários elementos de encenação inspirados nele. Espero que, de agora em diante, sempre que os fãs assistirem a “La La Land” ou ouvirem sua trilha sonora, também pensem na minha apresentação.

NOAH: No começo, eu queria transmitir força aos PLLI que estivessem assistindo, então planejava apresentar uma música tranquila e focada em uma mensagem. Mas as pessoas ao meu redor sugeriram que, como se tratava de uma turnê mundial, talvez uma música à qual mais pessoas pudessem reagir fosse uma escolha melhor.

Esse conselho trouxe à tona um lado meu que estava escondido. Usei maquiagem esfumada, coloquei presas e me transformei em um vampiro para mostrar um lado mais maduro e sexy. Talvez o que eu realmente quisesse fosse dizer aos PLLI: “Eu também tenho esse lado”.

BAMBY: Como tenho me mostrado principalmente como coreógrafo, queria criar um palco que enfatizasse a performance. Retirei elementos de encenação que poderiam interferir nela para que a imagem geral da apresentação aparecesse com clareza.

Mais do que mostrar um gosto que eu ainda não havia revelado, tratava-se de refletir o tipo de gosto que consigo mostrar melhor. E, como era um palco solo, me esforcei para preparar uma música que combinasse com a performance e dei tudo de mim.

EUNHO: Quando ouvi pela primeira vez que precisaria preparar uma apresentação solo, pensei muito se queria “mostrar aquilo de que gosto” ou “mostrar um novo lado de mim mesmo”. Então percebi que poderia fazer as duas coisas.

Criei uma abertura ousada como oportunidade para mostrar um novo lado meu e prestei muita atenção ao figurino e à maquiagem para me apresentar como “o rei lobo gelado e sexy”.

HAMIN: Essa apresentação foi inteiramente sobre aranhas. Já contei muitas vezes aos fãs que gosto de Homem-Aranha há muito tempo, mas percebi que raramente tive a oportunidade de mostrar visualmente esse lado do meu gosto. Então decidi incorporá-lo ao palco solo.

Dancei descalço para representar um humano semelhante a uma aranha e incorporei teias de diferentes maneiras na encenação. Fiquei feliz que os PLLI também tenham gostado.

📲 K-POP NO WHATSAPP: Participe do canal da Billboard Brasil para notícias e entrevistas exclusivas!

O que o PLAVE ainda quer provar

As apresentações solo ofereceram um olhar mais próximo sobre quem são os cinco integrantes individualmente. Olhando para o futuro, porém, o PLAVE também pensa sobre o tipo de grupo que deseja se tornar e sobre aquilo que pretende deixar como legado.

À medida que o PLAVE alcança um público mais amplo, o que vocês sentem que ainda precisam provar? Vocês acham que a questão está deixando de ser o que o PLAVE representa como um grupo de idols virtuais e passando a ser aquilo que vocês querem criar e deixar como artistas?

HAMIN: Acho que todo artista está correndo em direção aos próprios objetivos. Os nossos são apenas um pouco diferentes. Já estamos pensando no que vamos criar e deixar como artistas.

Ainda existem pessoas que talvez nos considerem pouco familiares, mas acho que isso acontece porque elas ainda não conhecem a jornada que percorremos. Então, por enquanto, deixamos essas opiniões de lado e nos concentramos em seguir o caminho que acreditamos ser o certo para nós.

EUNHO: Em entrevistas, frequentemente nos perguntam sobre “desafios”. Acho que provavelmente é porque estamos trilhando um caminho novo, então as pessoas tendem a se concentrar nessa palavra. Nosso objetivo também é continuar nos desafiando, avançando e trabalhando para crescer.

Mas isso não acontece simplesmente por causa do preconceito associado aos “idols virtuais”. É pelos PLLI, que acreditam em nós e nos apoiam. Queremos ser motivo de orgulho para eles. No fim das contas, acho que aquilo que todo artista quer provar é sua música e suas performances.

BAMBY: Antes, YEJUN disse que a série “ASTERUM” foi um momento de apresentar quem somos, “Caligo” foi uma fase de trazer à tona as histórias dentro de nós e agora estamos explorando as histórias que realmente queremos contar. Eu concordo.

Em vez de procurar algo que precisamos provar imediatamente, queremos pensar mais profundamente sobre o PLAVE e encontrar nossas próprias respostas. É assim que conseguiremos explicar com clareza o que queremos criar e deixar para trás.

NOAH: Mesmo agora, pessoas estão estreando como “idols virtuais” por toda Terra. Então não acho mais que ser virtual seja um limite para alcançar o sucesso. Estamos no processo de provar essa hipótese nós mesmos.

É por isso que frequentemente pedimos às pessoas que deixem de lado apenas um preconceito, o “virtual”, porque então conseguirão enxergar muito mais. Continuamos tentando coisas diferentes para provar tudo isso. Acho que essa é a nossa força e que isso abre novas possibilidades.

YEJUN: Quero mostrar que somos um grupo cuja música as pessoas podem ouvir com confiança e esperar com expectativa. Como nos apresentamos de uma maneira nova, muitas pessoas ficam curiosas sobre nós, mas, no fim das contas, o que permanece é como nossas músicas e apresentações fizeram você se sentir.

Ser idols virtuais também é uma parte importante de quem somos. Dentro disso, quero que continuemos fazendo boa música e sejamos lembrados por muito tempo como artistas que deram força a alguém em sua vida cotidiana.

Como líder do PLAVE, você frequentemente parece ser alguém que cuida primeiro das pessoas ao seu redor. À medida que o grupo cresceu, você também aprendeu a oferecer a si mesmo o mesmo cuidado e atenção que dedica aos outros?

YEJUN: Acredito que primeiro preciso manter meus próprios pés no chão para conseguir proteger os outros. Por isso, dou muita importância a manter minha vida cotidiana tranquila.

Cuidar de mim mesmo é mais simples do que você pode imaginar. Transformo as coisas mais comuns, como lavar a louça e fazer tarefas domésticas, em rotinas e faço delas parte da minha vida. Essas pequenas coisas realmente me protegem. Às vezes, também saio para caminhar ou correr para limpar a mente.

O meu eu no palco e o meu eu fora dele são, no fim das contas, o mesmo “Nam Yejun”, então tento manter os dois em equilíbrio.

Sua apresentação solo de “Close to You”, dos Carpenters, parecia quase uma cena de filme ou musical. De onde vem a “estética de Yejun”? Existem obras específicas que moldaram a maneira como você enxerga e expressa as coisas?

YEJUN: Tento buscar inspiração em tudo ao meu redor. Quando assisto a alguma coisa, costumo me lembrar da emoção que uma cena deixou em mim por mais tempo do que da própria cena. Com a música também, a maneira como ela me fez sentir importa tanto quanto os sons que foram utilizados. Essa preferência acaba surgindo naturalmente quando penso em apresentações.

Como mencionei antes, minha apresentação de “Close to You” foi inspirada em “La La Land”. O que permanece comigo sobre o filme é sua identidade visual tão particular e sua carga emocional.

Acho que tanto a música quanto o cinema podem ser especiais porque, mesmo depois de muito tempo, reencontrar uma obra pode levar você diretamente de volta àquilo que sentiu na primeira vez. Queria que minha apresentação solo se tornasse algo assim, algo com identidade própria que permanecesse no coração dos PLLI por muito tempo.

Para sua apresentação solo, você escolheu “Good Boy Gone Bad”, do TOMORROW X TOGETHER. Como vocalista e produtor, como você pensa na própria voz enquanto instrumento? A maneira como utiliza sua voz mudou desde que passou a fazer parte do PLAVE?

NOAH: Gosto de técnicas vocais ligadas ao rock e acho que o controle da respiração e a capacidade de alcançar notas altas são pontos particularmente fortes meus. Nesse sentido, “Good Boy Gone Bad” era uma música que combinava muito comigo.

Ao mesmo tempo, desde que encontrei o PLAVE, acho que venho aprendendo aos poucos a usar minha voz de maneiras mais diversas. Na verdade, gosto da versão de mim mesmo que estou descobrindo à medida que as paredes que construí ao meu redor começam a cair. É divertido descobrir esses novos lados de mim, e tudo isso é graças aos integrantes.

Por causa disso, agora consigo pensar de forma mais ampla quando componho ou produzo. Frequentemente imagino onde minha voz e as vozes dos integrantes funcionariam melhor dentro de uma música.

Você participa da criação e produção das músicas do PLAVE desde os primeiros dias do grupo. Em quais aspectos das músicas do PLAVE você consegue ouvir seu próprio gosto musical com mais clareza? O que acha que “Noah, o produtor” acrescenta à sonoridade do grupo?

NOAH: Sinto minha identidade com mais força quando as emoções e melodias de que gosto aparecem naturalmente dentro de uma música. Tento equilibrar “killing parts” impactantes com uma expressão emocional mais delicada. Acho que esses são os tipos de elementos que nossos integrantes e fãs às vezes descrevem como “conceituais”.

Dito isso, a música do PLAVE é concluída por meio dos pensamentos e ideias de vários integrantes, inclusive eu, então é difícil dizer que alguma parte específica pertence exclusivamente a mim.

Como produtor, penso em como fazer as vozes dos integrantes brilharem e em como carregar a emoção de uma música até o fim. Tento encontrar a direção em que a faixa se torna ainda melhor quando nós cinco a cantamos juntos, sem deixar de acrescentar meu próprio gosto. É assim que tento unir minha identidade como produtor à identidade musical do PLAVE.

Durante os shows em Incheon, você apresentou “Sherlock (Clue + Note)”, do SHINee, uma coreografia fisicamente exigente, duas vezes seguidas. O que faz você continuar quando uma apresentação exige tanto?

BAMBY: Sempre pratico me imaginando no palco. É uma espécie de treinamento de visualização. Quando me imagino lá em cima com os PLLI torcendo e me apoiando, naturalmente sinto mais energia. O amor dos fãs me impulsiona em direção a uma apresentação perfeita.

Talvez seja por isso que, enquanto preparava “Sherlock”, continuei me pressionando: “Só mais um pouco, só mais um pouco”. Meu pensamento era que, se eu quisesse apresentá-la uma vez, precisaria conseguir fazê-la duas vezes e, para entregar um palco ainda melhor, três vezes.

É claro que os ensaios foram difíceis. Mas eu não queria deixar os PLLI com uma apresentação decepcionante apenas porque estava sem fôlego. E olha! No fim, consegui.

Qual você acredita ser o espaço dentro do PLAVE que somente BAMBY consegue ocupar? Que tipo de presença espera ser para os outros integrantes?

BAMBY: Tenho o apelido de “Chefe de Criatividade do PLAVE”, então sou confiante quando se trata de pensar em novas ideias. Quando lanço diferentes ideias livremente, existem momentos em que os integrantes dizem: “É isso!”. Então, quando eles estiverem travados, quero ser aquele que encontra uma saída com meu jeito brincalhão.

Como coreógrafo do PLAVE, também quero observar nossos movimentos e expressões em conjunto e encontrar maneiras de melhorar. Mas não quero ser alguém que só fala sobre coisas sérias. Quando estivermos exaustos dos ensaios, quero criar uma atmosfera em que possamos rir juntos.

Quero ser um alienígena confiável, que fala com sinceridade, mas em quem os integrantes também possam se apoiar e com quem possam brincar sempre que precisarem.

Sua apresentação solo de “TASTE”, de JUNNY, incluiu várias partes de dança individual, embora você já tenha dito que fica mais nervoso dançando do que cantando ou rimando. O que fez você querer se desafiar justamente em uma área em que se sentia menos confiante?

EUNHO: A parte em que mais me esforcei foi o dance break. Queria tornar a apresentação divertida por meio das mudanças de intensidade, então criei um arranjo de palco que me permitisse incluir momentos de dança solo ao longo da performance.

Fico muito mais nervoso dançando do que cantando ou rimando. Ao mesmo tempo, eu não gostava de me sentir tão inseguro em relação à dança. Então me preparei com a mentalidade de me desafiar ainda mais justamente na área em que tinha menos confiança e superar esse medo.

Pratiquei muito e, quando ouvi os gritos do público depois de terminar a apresentação, senti muito orgulho.

À medida que o PLAVE continua crescendo, que tipo de pessoa você espera se tornar para o grupo? E o que mais espera de si mesmo daqui para frente?

EUNHO: Partindo da minha resposta anterior, acho que o PLAVE é um grupo que continua enfrentando desafios, uma espécie de pioneiro. No início, as pessoas enxergavam “idol virtual” como algo novo e pouco familiar, mas, quando percebemos, havíamos nos tornado um grupo de K-pop se apresentando em um estádio ao ar livre.

Fico feliz simplesmente por fazer parte dessa história de desafios e crescimento e quero ser um alienígena que injeta energia no grupo para que possamos continuar encarando novos desafios sem nos cansarmos.

Espero que o Do Eunho do futuro também seja um alienígena que não tenha medo dos limites e continue expandindo aquilo que é possível.

Como integrante mais jovem, você também assume a liderança em coreografia e performance. O que significou ter os integrantes mais velhos confiando em suas ideias independentemente da idade? O que isso ensinou a você sobre o PLAVE enquanto equipe?

HAMIN: Houve muitos momentos enquanto preparávamos este show e nos apresentávamos juntos em que me senti verdadeiramente grato aos integrantes mais velhos.

No PLAVE, todos os integrantes participam da composição, da coreografia e das performances, então tratamos uns aos outros com muita consideração e respeito como criadores. Trabalhando juntos, inspiramos e desafiamos uns aos outros de uma maneira saudável e continuamos nos esforçando para mostrar versões ainda melhores de quem somos.

À medida que esse tempo se acumula, nossa confiança uns nos outros se transforma em convicção no PLAVE enquanto equipe. Acho que a turnê mundial “KEEP IT MANIC” será um momento para termos orgulho do nome PLAVE e mostrarmos ainda mais.

Sua apresentação solo de “Spider”, de HOSHI, mostrou o quanto você presta atenção aos detalhes visuais de um palco. Quando constrói uma performance, por onde costuma começar? E pode nos dar alguma pista sobre o que está preparando para “HYPERDRIVE”?

HAMIN: Primeiro, acho importante imaginar que tipo de apresentação funcionaria enquanto estou ouvindo a música. Isso me permite focar no que realmente quero e na imagem que desejo expressar.

Para “Spider”, representar uma aranha de maneira vívida era fundamental, então prestei bastante atenção não apenas aos detalhes e ao timing dos movimentos acrobáticos, mas também à direção de câmera. Desde o primeiro rascunho da coreografia, trabalhei pensando nas posições e nos movimentos das câmeras.

A faixa-título do nosso quinto mini-álbum, “HYPERDRIVE”, é uma música de EDM, então estou preparando uma performance que permitirá sentir a batida também visualmente. Aguardem!

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].