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Sam Smith admite erro no título do novo álbum, ‘Hazel Eyes’

Durante entrevista, voz de 'Unholy' diz que achava que 'hazel' era castanho

Sam Smith

Sam Smith (Collier Schorr)

O novo álbum de Sam Smith fala de amor, de lar e de um lugar feliz. O título, porém, pode ter sido um deslize.

Vencedor do Grammy, o cantor britânico de 34 anos foi ao “Tonight Show”, de Jimmy Fallon, para falar de “Hazel Eyes”, seu quinto álbum de estúdio, lançado pela Capitol Records. Pela primeira vez, Sam coproduziu um disco, ao lado de Simon Aldred, que já trabalhou com Avicii (1989-2018) e Liam Gallagher, e David Odlum, colaborador de Glen Hansard e Josh Ritter. O trabalho levou três anos para ficar pronto. “Toda essa música veio comigo”, disse Sam sobre a mudança de Londres para Nova York, onde mora agora.

Hora da confissão: o título foi um erro. “Eu achava que olhos hazel eram castanhos, como a avelã [hazelnut, em inglês]”, admitiu. Em inglês, hazel descreve olhos de várias cores, numa mistura de castanho, verde e dourado ou âmbar. O tom de castanho que ele queria, a cor dos olhos que inspiraram o disco, seria o hazelnut.

Ele só percebeu a confusão quatro meses atrás, quando a campanha do álbum já tinha sido fotografada e tudo estava em andamento. “Todas as minhas roupas eram marrons na campanha inteira. É um pesadelo”, contou, rindo. “Devia se chamar ‘Hazelnut Eyes’. Vou mudar a definição.”

Depois de “Gloria” (2023), que deu a ele o terceiro primeiro lugar no Reino Unido e que o próprio cantor descreve como um disco “muito intenso, nu e gay”, “Hazel Eyes” segue outro caminho. “Eu só queria estar com meus amigos, cercado de instrumentos de verdade, cantando com o coração e a alma. E foi assim que soou.”

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“Foi lindo escrever sobre o amor a partir de um lugar mais feliz. Eu sempre tive medo de não conseguir alcançar certas camadas de emoção se me apaixonasse. Mas isso era porque eu nunca tinha me apaixonado. Quando você está realmente apaixonado por alguém, ainda há altos e baixos, principalmente se você estiver namorando comigo, porque eu sou muito dramático”, disse.

Hoje, em um relacionamento estável, Sam diz que ficou mais fácil escrever músicas tristes. “Sinto que consigo tirar mais emoção porque me sinto seguro e bem em casa.”

Na carreira, o cantor soma quatro álbuns no top 10 do Billboard 200, incluindo um primeiro lugar com “The Thrill of It All” (2017), e sete músicas no top 10 do Billboard Hot 100. Uma delas chegou ao topo: “Unholy”, parceria com Kim Petras. Ele também tem dois recordes no Guinness, cinco Grammys, mais de 64 milhões de álbuns equivalentes vendidos e 57 bilhões de streams.

Para acompanhar o clima intimista do disco, em vez de arenas, Sam segue com a residência “To Be Free”. A série de shows começou no fim do ano passado no Warsaw, no Brooklyn, e já passou pelo histórico Castro Theatre, em São Francisco, pelo México e pelo Reino Unido. “Nos últimos cinco anos, eu mudei muito aos olhos do público”, explicou. “Acho que eu queria a chance de olhar as pessoas nos olhos e ver no que meu público tinha se transformado.”

O álbum, lançado no fim de agosto, tem participações de Feist, Shahzad Ismaily, Moose e do TwoCity Chorus. O coletivo vocal, de 28 integrantes, canta em “Oh Mother” e se juntou a Sam para apresentar a música no “Tonight Show”.

Ouça Sam Smith

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].

Sam Smith(Collier Schorr)
Sam Smith (Reprodução/Collier Schorr)
O cantor Sam Smith é um dos ícones LGBTQ+ (Reuters)
Sam Smith (Reuters)