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Slipknot: Jay Weinberg revela como terapia o ajudou após demissão da banda

Baterista diz que processo ajudou a lidar com demissão e momentos difíceis

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot (Reprodução/Instagram)

O baterista Jay Weinberg falou sobre o processo de terapia que iniciou após sua saída do Slipknot, em 2023. Em entrevista à organização sem fins lucrativos HeartSupport, voltada à saúde mental no universo da música, o músico afirmou que o acompanhamento profissional o ajudou a lidar com as consequências emocionais da demissão.

Weinberg deixou o Slipknot após dez anos na banda. Na época, o grupo afirmou ter tomado uma “decisão criativa” para seguir em outra direção. O baterista disse posteriormente que ficou “de coração partido e pego de surpresa” com a decisão e, neste ano, afirmou que a demissão continua sendo algo difícil de compreender.

Em conversa com Bryce Maopolski, gerente de desenvolvimento da HeartSupport, Weinberg descreveu o período após sua saída como uma espécie de emaranhado emocional que precisou ser desfeito com a ajuda de profissionais de saúde mental.

“Eu meio que me vi como uma bola emaranhada de arame farpado enferrujado, foi realmente assim que me senti emocionalmente”, afirmou, segundo o site Blabbermouth.

O músico contou que precisou buscar orientação especializada para começar a organizar os pensamentos e lidar com o impacto da situação. Ele também revelou que já havia feito terapia anteriormente, quando morava em Nova Jersey e Nova York, no início dos 20 anos.

“Isso exigiu que eu procurasse terapia, procurasse um terapeuta aqui onde moro, no Tennessee, e isso também levou tempo”, disse.

Segundo Weinberg, as experiências anteriores com terapia não haviam sido exatamente ideais, mas a familiaridade com o processo facilitou a busca por um novo profissional. Com a indicação de um amigo de confiança, ele encontrou um terapeuta com quem conseguiu estabelecer uma relação positiva.

“Finalmente pareceu que uma porta estava se abrindo, como uma porta que eu tinha tentado abrir com várias chaves e simplesmente não conseguia”, afirmou.

O baterista disse que procura manter as sessões semanalmente e que o acompanhamento tem ajudado a organizar pensamentos e processar acontecimentos difíceis.

“Quando a vida não faz sentido, quando é difícil processá-la, você sente que é você quem está ficando louco. E é um processo contínuo”, declarou.

Weinberg também afirmou que precisou aceitar que não tem todas as respostas e que pedir ajuda a pessoas de confiança faz parte de lidar com momentos complicados.

“Estou bem com o fato de não ser a pessoa que naturalmente tem todas as respostas e, às vezes, preciso recorrer à minha comunidade, a alguém em quem confio, para me ajudar a atravessar um momento difícil”, explicou.

O músico ainda relacionou o período a uma cirurgia realizada poucas semanas depois de sua saída do Slipknot. Para ele, a combinação entre os impactos físicos e emocionais tornou aquele momento especialmente difícil.

“É uma batalha mental e física a cada momento de cada dia apenas para me sentir uma pessoa normal”, afirmou.

Weinberg destacou que não encara a terapia como algo que chegou a um ponto final. “Não é como se eu estivesse consertado e tudo estivesse bem”, disse. Para ele, cuidar da saúde mental passou a fazer parte de uma prática contínua.

“Isso faz parte de ser uma pessoa saudável. Isso faz parte da jornada”, afirmou.

Projetos posteriores de Jay Weinberg

Desde sua saída do Slipknot, o baterista passou a trabalhar em diferentes projetos. Ele entrou para o Suicidal Tendencies, gravou com o Fuming Mouth e colaborou com o grupo canadense Softcult na música “Drown Fountain”.

Weinberg também criou a banda Portraits of an Apparition e começou a trabalhar em material solo. Recentemente, ele explicou que passou a ter liberdade para desenvolver novos projetos depois de um período em que não tinha “capacidade legal” para trabalhar com outros artistas.

Enquanto isso, o Slipknot voltou recentemente com a faixa “Arsenal”, seu primeiro lançamento inédito em três anos. A música também é a primeira desde a saída do DJ e tecladista Sid Wilson e a entrada do baterista brasileiro Eloy Casagrande.

“Arsenal” recebeu opiniões divididas dos fãs, especialmente pela presença marcante de scratches de toca-discos. O guitarrista Jim Root afirmou posteriormente que a faixa não representa o direcionamento do próximo álbum da banda.

O novo disco será o primeiro do Slipknot desde “The End, So Far”, de 2022. A banda trabalha atualmente com o produtor Matt Wallace e já afirmou ter “muito material” para o próximo álbum.

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