Tuiuti celebra ‘transcestralidade’ de Xica Manicongo, mas corre contra o tempo
Escola de São Cristóvão trouxe a trajetória da primeira travesti do Brasil

Paraíso de Tuiuti (REUTERS/Pilar Olivares)
Segunda escola do último dia de desfiles do Grupo Especial, a Paraíso do Tuiuti levou um enredo de impacto social para a Marquês de Sapucaí. Com “Quem tem medo de Xica Manicongo?”, a escola resgatou a trajetória da primeira travesti do Brasil, que viveu como escravizada no século 16. A comissão de frente foi liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL) fantasiada como Presidente da República e simbolizou a ascensão de uma travesti ao poder.

A escola apostou em alegorias de grande porte para contar essa história. O abre-alas, intitulado “Mbanda Mwene Kongo”, referenciava a “trancestralidade” africana de Xica Manicongo. Já o carro “Traviarcado” trouxe à avenida a linguagem e os costumes da comunidade LGBTQIA+, celebrando o pajubá.

Por conta do gigantismo de alguns carros, a Tuiuti enfrentou dificuldades na entrada de algumas alegorias na avenida, o que comprometeu a fluidez do desfile. A escola precisou acelerar o passo na reta final para concluir sua apresentação dentro dos 80 minutos regulamentares, o que certamente vai impactar sua avaliação nos quesitos de harmonia e evolução.
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