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Twenty One Pilots

Twenty One Pilots (Fabien Kruszelnicki)

Twenty One Pilots fala sobre estreia no Rock in Rio: ‘Será fantástico’

Em entrevista à Billboard Brasil, Josh Dun avalia trajetória do duo

Headliner do Rock in Rio, o Twenty One Pilots estreia no festival no dia 13 de setembro no Palco Mundo. Prestes a voltar pela 6ª vez, Josh Dun conta, em entrevista à Billboard Brasil, que o evento era um sonho antigo do duo, formado também por Tyler Joseph.

“Acho que vai ser incrível. É algo que a gente realmente queria fazer há muito tempo. Será uma experiência fantástica”, diz Josh.

“Sempre tenho expectativas bem altas, porque em todas as nossas visitas os shows foram incríveis. Eu chego no Brasil e percebo que é ainda melhor do que eu imaginava. Acho que os fãs de música brasileiros são alguns dos mais apaixonados do mundo — talvez até os mais apaixonados — quando se trata de música e apresentações ao vivo.”

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Os dois já foram headliners de outros festivais, como Lollapalooza Brasil e GP Week. A vinda mais recente foi em janeiro de 2025, quando se apresentaram no Nubank Parque, em São Paulo, com a turnê do álbum “Clancy” (2024).

O duo encerra a programação do Palco Mundo. O show está marcado para às 00h05.

Josh ainda relembra uma apresentação anterior no Brasil, quando o Twenty One Pilots substituiu de última hora o Blink-182 no Lollapalooza em 2023.

“Me lembro de pensar: ‘As pessoas vão ficar chateadas porque a banda que elas queriam ver não pode estar aqui, e nós somos a substituição’… Mas foi inacreditável. Foi realmente uma experiência incrível e memorável.”

Twenty One Pilots
Twenty One Pilots (30e/Flashbang/Divulgação)

Sem spoilers para o Rock in Rio

Questionado sobre novidades no repertório após a estreia recente de “Robot Voices” no setlist e novos covers, Josh preferiu não revelar detalhes.

“Não sei ainda. Acho que vai ser um show divertido. Sem spoilers.”

Sobre os momentos favoritos da turnê atual, o baterista destacou a faixa “Center Mass” e a tradicional “Trees”, sempre tocada por último no setlist.

“Sinto que toco o show inteiro para todo mundo e, depois, toco essa música para mim. Então é um momento bem legal para absorver todo o show que acabou de rolar e simplesmente curtir aquela última música para mim mesmo, de certa forma.”

Ao refletir sobre os maiores desafios criativos da carreira, Josh cita o processo de composição do álbum “Trench” (2018), criado após o sucesso de “Blurryface” (2015).

“Fomos intencionais em olhar para as pessoas que mergulham mais fundo na nossa música e coletamos muitos dados dos nossos shows ao vivo. Quais músicas as pessoas se conectam ao vivo, o que elas talvez queiram ouvir.”

Twenty One Pilots no All Point East, antes do Rock in Rio 2026 (reprodução @allpointeastuk)
Twenty One Pilots no All Point East, antes do Rock in Rio 2026 (reprodução @allpointeastuk)

O músico também mencionou o álbum “Scaled and Icy” (2021), gravado remotamente durante a pandemia: “Havia momentos em que nos olhávamos e pensávamos: será que vamos tocar essas músicas ao vivo algum dia? Vamos sequer tocar ao vivo de novo?”.

“É estranho olhar para trás e lembrar dessa época, mas, sim, acho que, criativamente, foi diferente dos outros álbuns, porque ficamos praticamente totalmente separados um do outro durante todo o processo de composição e gravação. A gente simplesmente trocava arquivos, gravava as partes e enviava de volta. Foi um processo interessante.”

Ao comentar como se tornar pai, no ano passado, mudou sua relação com a carreira, Josh descreveu uma mudança sutil, mas significativa.

Ele e a esposa, a atriz Debby Ryan, estão juntos desde 2019 e celebraram a chegada de Felix Winter Dun em dezembro passado.

“Tenho muita sorte de a música ser a minha carreira hoje em dia. Acho que esse sempre foi meio que o meu objetivo, mas nunca encarei a música como algo de que eu precisasse para ganhar dinheiro. Não sei bem por quê.”

Ouça Twenty One Pilots

“Acho que o meu amor por ela era maior do que a vontade de usá-la como fonte de renda. E agora que ela se tornou minha carreira… Sinto que tenho muita sorte. Quero continuar tocando”, diz Josh.

“Sabe, sempre senti que, pessoalmente, eu daria um jeito e ficaria bem. Mas, agora que tenho uma filha, a situação muda um pouco. Quero poder sustentá-la e proporcionar uma vida boa para ela. Acho que isso não muda tanto o que sinto pela música, mas talvez haja uma influência, mesmo que inconsciente.”

“Percebo que a música me marcou desde cedo. Consigo identificar isso lá pelos meus seis ou sete anos, quando comecei a sentir curiosidade e a me emocionar com a música. Mas minha filha, com uns três ou quatro meses, já fui percebendo o quanto ela também é afetada por isso: músicas diferentes para a hora de dormir, outras para deixá-la de bom humor ou simplesmente para tocar em casa.”

“A música é realmente muito poderosa. Sempre acreditei nisso, mas ver em primeira mão como minha filha interage com ela… É algo incrível.”

Twenty One Pilots
Twenty One Pilots (Ashley Osborn/Divulgação)