UANA lança ‘ESTRELA’, álbum com brega, forró e sonoridades da diáspora africana
Segundo álbum da cantora pernambucana chega em 24 de setembro

UANA (João Arraes/Divulgação)
A cantora e compositora pernambucana UANA apresenta “ESTRELA”, seu segundo álbum de estúdio, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (24), às 21h. Com 11 faixas, o disco inaugura uma nova era de sua trajetória e coloca no centro uma mulher que reconhece a própria identidade, assume seus desejos e entende a própria luz como força de transformação.
O ponto de partida veio da carta “A Estrela”, do tarô, mas sua imagem ganha um sentido muito concreto no álbum. A estrela não está distante. Ela se acende no corpo. A narrativa percorre desejo, prazer, pertencimento, afeto e também as fraturas que fazem parte do processo de se reconhecer por inteiro.
“A estrela apareceu num momento em que eu estava entendendo com mais clareza quem eu sou e o que eu desejo. Para mim, essa luz não vem de fora. É uma coisa que se acende no corpo quando a gente se reconhece e deixa de ter medo do próprio desejo”, conta UANA.
Faixa de abertura e música foco do lançamento, “A Estrela” apresenta esse eixo logo no início do disco. Com letra afirmativa e uma produção que aproxima referências da música pernambucana de melodias inspiradas no Norte da África e no universo árabe, a canção funciona como uma declaração de identidade e como porta de entrada para o novo momento da artista.
Ouça UANA
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As primeiras pistas de “ESTRELA” surgiram ainda em 2025, com os singles “Delírio Favorito” e “Mil e Uma Noites”. Depois do Carnaval de 2026, o processo ganhou corpo e as faixas começaram a revelar uma obra mais coesa. Em 4 de setembro, UANA lançou “Fogo e Gasolina”, terceiro capítulo desse percurso e terceira faixa do álbum. Ouça aqui.
Em “Fogo e Gasolina”, UANA se aproxima do rock e de referências da música brasileira dos anos 1980. Bateria e guitarras dialogam com nomes como Rita Lee e Marina Lima, enquanto a letra apresenta uma mulher autônoma, consciente do próprio desejo e disposta a ocupar seu espaço sem pedir licença.
A produção musical de “ESTRELA” é assinada por Tom BC e Marley no Beat, parceiros de UANA desde “Mapa Astral”, lançada em 2021. A convivência construída ao longo dos anos permitiu que o trio aprofundasse uma pesquisa que cruza brega, música eletrônica, ritmos da diáspora africana e pop sem apagar a identidade autoral da cantora.
A criação também foi coletiva. UANA está entre os autores da maior parte das músicas e divide composições com produtores e artistas convidados a partir de ideias que nasceram nas sessões de estúdio. O resultado mantém sua escrita no centro do álbum e abre espaço para que cada encontro deixe uma marca real nas canções.

Pernambuco como ponto de partida
Pernambuco é o lugar de onde UANA parte. Brega, bregafunk e forró convivem com música eletrônica, afrobeat, ritmos caribenhos de matriz africana, referências melódicas do Norte e do Oeste da África, elementos árabes e música pop.
UANA filtra essas referências pela própria escrita, pela voz e por sua experiência. Em vez de empilhar gêneros, “ESTRELA” cria uma linguagem que alterna faixas dançantes, canções de amor e momentos mais densos, sempre com o corpo e o desejo conduzindo a narrativa.
“Eu parto de Pernambuco. O brega, o forró e o bregafunk estão no meu corpo, mas minha escuta sempre foi muito aberta. Em ESTRELA, essas referências encontram sonoridades africanas, árabes, caribenhas e eletrônicas. Meu interesse era fazer tudo isso existir dentro da minha linguagem, sem perder de onde eu venho”, afirma UANA.
Em “Megalomania”, álbum de estreia lançado em 2024, UANA aproximou a identidade cultural recifense de sonoridades urbanas, eletrônicas, house e afrobeat. Em “ESTRELA”, esse repertório se amplia e ganha uma narrativa mais concentrada na personagem, no corpo e em suas relações com desejo, território, afeto e transformação.
As três participações funcionam como diálogos dentro do álbum. Em “Calor Danado”, ÀTTØØXXÁ aproxima pop e house do pagodão baiano em uma faixa solar, sensual e pensada para o verão e o Carnaval. “Mais Eu”, com Joyce Alane, encontra o forró para falar de amor, memória e saudade do sertão.
Em “Coisa de Acender”, N.I.N.A. se junta a UANA numa canção mais densa, atravessada por queda, ferida, sobrevivência e pelo impulso de transformar os próprios cacos em fogo.
O lançamento marca também o início da parceria entre UANA e a Warner Music Brasil. Realizado pela Fábrica Estúdios, o disco será lançado e distribuído pela gravadora sob licença da produtora.
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