Yrlan Costa fala sobre piseiro, voz grave e ascensão na música: ‘Pé no chão’
Cantor é uma das novas apostas do gênero no Brasil

Yrlan Costa (Divulgação)
Yrlan Costa é uma das revelações do piseiro. A voz grave e inconfundível do cantor virou marca registrada antes mesmo de ele entender direito o que isso significava e hoje é o principal traço de uma carreira que cresce em ritmo acelerado.
Com faixas como “Água Rosa” e “Nora pra Cada Dia” ganhando tração nas plataformas e nas redes sociais, o artista se consolida como um dos nomes a observar dentro do movimento. Em entrevista à Billboard Brasil, ele falou sobre os primeiros passos da trajetória.
“Desde muito criança gostava de imitar outros cantores. Aí pegava minha caixinha de som, um microfone e ficava cantando. Onde tinha um movimento, ou na casa de algum parente, eu ligava a caixinha e começava a cantar. Às vezes o povo pedia para eu parar de fazer zuada [risos]”, relembra Yrlan.
Aos 13 anos, ele pediu um computador para rodar playbacks. Ter um teclado “era sonho distante”. Em 2018, um produtor entrou na jogada e comprou o instrumento com a família do jovem.
“Fiz minhas primeiras apresentações ganhando algum trocado ou até [sendo pago com] uma bebida. Vi que poderia dar certo e nos meus aniversários ou épocas de presentes eu pedia algo para a minha banda. Uma luz, um microfone… Nada pessoal. Só para a minha banda.”

Incentivado pelo produtor, Yrlan começou a produzir as primeiras músicas. “Desde então, é produção dia e noite.”
A voz grave do cantor, que chama a atenção do público, já foi motivo também de bronca. “Uma vez, a polícia estava fazendo uma blitz perto de casa. Perguntaram meu nome e onde eu morava, eu respondi. O policial falou: ‘Fale baixo’. Precisou outra pessoa que estava comigo explicar que era a minha voz mesmo.”
Yrlan tem mais de 300 mil ouvintes mensais no Spotify e lançou, no final de abril, o EP “Mais Que Diferente”.
“[Lido com a ascensão] com pé no chão e muita fé em Deus. Ele sabe de meus sonhos e da minha vontade de viver o sucesso todos os dias. Procuro não me deslumbrar, mas trabalhar para que cada vez mais crianças, jovens, adultos e todas as tribos possam curtir e consumir meu trabalho. Quando eu estiver no topo, continuarei sendo o mesmo abençoado por Deus.”
“Queria muito que o piseiro fosse visto com os mesmos olhos de outros ritmos e estilos. Muita gente me parabeniza e alguns empresários já me falaram que tinham do desistido do piseiro, mas que eu e outros estamos ajudando a posicioná-lo e manter. Fico feliz por isso.”
Ouça Yrlan Costa
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