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5SOS prova que é a ‘melhor boyband do mundo’ com humor e nostalgia em SP

Banda mistura humor, nostalgia e sucessos na turnê 'EVERYONE’S A STAR!'

5sos (Reprodução/Live Nation)

5sos (Reprodução/Live Nation)

Quase 15 anos de carreira cabem dentro de uma limusine rosa. Pelo menos foi assim que o 5SOS escolheu revisitar a própria história na noite desta sexta-feira (18), em São Paulo.

De volta ao Brasil pela quarta vez, Luke Hemmings, Michael Clifford, Calum Hood e Ashton Irwin levaram a turnê “EVERYONE’S A STAR! World Tour” ao Suhai Music Hall, em um espetáculo que transformou a trajetória da banda em uma grande piada sobre fama, estrelato e o eterno rótulo de boyband.

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A apresentação abriu a passagem brasileira da turnê, que promove o sexto álbum de estúdio do grupo, “EVERYONE’S A STAR!”, lançado em novembro de 2025.

Mas, em vez de simplesmente alternar músicas novas e sucessos antigos, o quarteto construiu uma narrativa teatral para contar a própria história por sete capítulos, passando pelo auge, queda, desejo, separação, carreiras solo e reencontro.

A abertura do show já ganhou um tempero brasileiro com uma introdução de “NOT OK” em versão funk.

Logo em seguida, a sequência inicial passou por “No. 1 Obsession” e “Teeth”, marcando o início da jornada no “Act I: The Peak (O Ápice)”, bloco que representa o auge da fama.

A energia também foi sentida na plateia, que reagiu com euforia, cantando em coro e acompanhando o ritmo da apresentação.

No palco, uma limusine rosa cenográfica chamava a atenção como peça central do cenário, servindo de base para a bateria de Ashton, montada sobre o teto do carro.

O baterista, inclusive, vestia uma camiseta com a frase em português “Todo mundo é uma estrela”, em referência direta ao conceito da turnê.

Ao fundo, um grande telão mudava de identidade visual a cada música, com vídeos, fotos e animações que ajudavam a costurar os diferentes capítulos.

A situação começa a desandar no “Act II: The Fall (A Queda)”.

É nesse momento que faixas como “Easier”, “More”, “istillfeelthesame”, “No Shame” e “She’s Kinda Hot” conduzem a banda à parte mais debochada do show.

Em “Boyband”, o grupo transforma o palco em uma premiação fictícia com discursos exagerados e um tom propositalmente irônico, em que os integrantes celebram o título de “melhor boyband do mundo”, brincando com um rótulo que os acompanha desde a adolescência.

A brincadeira se estende para além da história da banda e muda conforme a cidade visitada, e em São Paulo, eles apresentaram um guia para sobreviver como estrelas na capital paulista.

Entre as recomendações estavam deixar os pés respirarem usando Havaianas, comer todos os sanduíches de mortadela possíveis, fazer um esquenta com quantas caipirinhas o corpo aguentasse e pedir ao “amigo próximo” Neymar para entrar na boyband.

As referências brasileiras arrancaram risadas da plateia.

Ao revisitar a relação do grupo com os brasileiros, o telão recuperou a passagem do 5SOS pelo Rock in Rio em 2017, mais especificamente a performance de “Castaway”, quando Luke e Michael protagonizaram uma batalha de guitarras no festival.

A lembrança não apareceu por acaso. Ao longo da noite, os integrantes agradeceram diversas vezes por estarem novamente no país e reconheceram a forte conexão construída com o público brasileiro durante esses anos.

No “Act III: The Yearning (O Desejo)”, o clima da apresentação mudou.

“Bad Omens” fez a pista pular em peso, enquanto “Ghost of You” trouxe um dos momentos mais bonitos da noite, com a plateia iluminada pelas luzes dos celulares.

A sequência seguiu com “I’m Scared I’ll Never Sleep Again”, mantendo uma atmosfera mais melancólica e emocional antes da próxima virada do show.

Dando início ao “Act IV: The Breakup (A Separação)”, bloco dedicado ao “fim” do 5SOS, o telão assumiu a estética de um programa de fofocas para anunciar o término do grupo em meio a supostas brigas de ego.

Na dinâmica das “carreiras solo”, Luke foi o primeiro a assumir os holofotes com “Starting Line”, faixa de seu projeto individual.

Logo depois, Ashton ocupou o palco com “Have U Found What Ur Looking For?”, cantando enquanto comandava a bateria no alto da limusine.

Calum apresentou “Don’t Forget You Love Me”, e Michael encerrou a sequência individual com “enough”.

Após o momento de ruptura, a reconciliação dos quatro marca o “Act V: The Rise (A Ascensão)”.

É nesse momento que “Amnesia” traz um clima mais íntimo, com a banda reunida à frente do palco enquanto os fãs cantam em coro.

Logo depois, veio a música surpresa, “You Don’t Go To Parties”, que foi escolhida pelos fãs entre “Chest”, “Sick of Myself” e “Try Hard”.

Já o “Act VI: The Beginning (O Início)” levou o público de volta aos primeiros anos do 5 Seconds of Summer com “English Love Affair”, “Voodoo Doll”, “Jet Black Heart”, “Don’t Stop” e “She Looks So Perfect”, quando bolas rosas gigantes foram lançadas sobre a plateia, que brincou com elas enquanto cantava um dos maiores sucessos da banda.

Dando início ao capítulo final, o “Act VII: The Return (O Retorno/Bis)” trouxe “Everyone’s a Star!”.

É nessa faixa que tradicionalmente ocorre a “Star Walk”, momento em que os integrantes descem do palco e circulam no meio da plateia.

Desta vez, a dinâmica não aconteceu na capital paulista, que ganhou uma versão da música com arranjos de samba brasileiro.

Com os braços levantados e pulando no ritmo da nova batida, a plateia inteira parecia participar do conceito da noite: naquele momento, todo mundo podia ser uma estrela.

Antes do encerramento definitivo, um vídeo de Michael no telão resumiu a ideia por trás de toda a história contada pela turnê: “bandas de verdade salvam fãs; fãs de verdade salvam bandas”.

Logo depois, “Youngblood” marcou a última música da noite, reunindo os quatro mais uma vez e trazendo de volta o espírito jovem que acompanha a trajetória do grupo.

Quase 15 anos depois do início da banda, os integrantes já não são mais os mesmos, assim como o público que cresceu com eles.

Ainda assim, quando as primeiras notas das músicas que marcaram essa jornada começam a tocar, a distância entre passado e presente parece diminuir.

Talvez esteja aí a grande graça da narrativa criada para a turnê: todas as noites, o 5SOS revisita a própria trajetória, cai, levanta e, no fim, encontra um jeito de voltar a ficar junto.

Escute os sucessos do 5sos