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Amy Lee diz que pandemia criou o maior álbum de todos os tempos

Vocalista do Evanescence também revela a canção que quer em seu funeral

Amy Lee, vocalista do Evanescence (Reprodução Facebook @AmyLeeOfficial)

Amy Lee, vocalista do Evanescence (Reprodução Facebook @AmyLeeOfficial)

O melhor álbum de todos os tempos, para Amy Lee, nasceu durante a pandemia. A vocalista do Evanescence escolheu “Inside (The Songs)”, trilha do especial de comédia que Bo Burnham lançou em 2021. “Vai parecer a resposta mais doida, mas é verdade”, disse a cantora, que ainda ouve o disco o tempo todo.

A escolha faz parte de uma entrevista à revista britânica “Classic Rock”, em que Amy Lee passou a limpo as músicas, artistas e discos que marcaram a vida dela. Na lista, também estão o melhor e o mais difícil trabalho do Evanescence e a canção que ela quer no próprio funeral.

Um disco feito em casa

Bo Burnham gravou “Inside” sozinho, trancado em casa durante a quarentena. O especial saiu na Netflix, e as músicas viraram álbum, com faixas como “Welcome to the Internet”.

“Obviamente, estávamos todos presos em casa, mas ele fez uma obra de arte incrível. Acho que ele se inspira em diferentes artistas, que ele meio que imita, e é um ótimo compositor. Vai te fazer rir, mas também vai partir o seu coração”, explicou Amy.

Björk e Tori Amos

Na categoria de voz favorita, a escolhida foi a islandesa Björk. “Ela é uma força da natureza. Para cantores, o instrumento é o próprio corpo, e o som é como se o coração saísse pelo rosto”, disse, aos risos.

Amy Lee contou que ama o disco “Post”, de 1995, principalmente “Army of Me”. Já em “Jóga”, ela criou a própria harmonia, que canta no carro.

Entre os pianistas, a referência é Tori Amos. Formada na música clássica, Amy conta que ficou impressionada com o jeito da norte-americana tocar piano nos anos 1990. “Ela parece uma daquelas pessoas que conseguem tocar e improvisar sem pensar, e é lindo e cheio de detalhes.”

O melhor e o mais difícil disco do Evanescence

Quando o assunto é a própria discografia, Amy Lee não pensa duas vezes: o melhor é “Sanctuary”, lançado em 2026. “Sinto que levou todo esse tempo para conseguir fazer isso agora”, disse.

Ela reconhece o peso de “Fallen”, de 2003, o disco de estreia que vendeu milhões de cópias e colocou o Evanescence no mapa. “Foi muito importante para nós e para muita gente, mas, ao mesmo tempo, éramos só crianças.”

O trabalho mais complicado foi “Evanescence”, de 2011. As primeiras músicas tinham uma pegada de synth-pop sombrio, mas a gravadora não entendeu a proposta. A banda descartou as sessões e recomeçou. “Tive que redescobrir o quanto eu precisava do rock com a banda”, contou.

Das primeiras canções à última

A primeira música que Amy Lee lembra de ouvir é “Goodnight My Love”, de Jesse Belvin (1932-1960). Os pais cantavam a faixa para ela dormir. O pai, que era músico e trabalhava no rádio, em Miami, ouvia a canção como a última da programação antes de a emissora sair do ar.

A primeira composição veio no sétimo ano da escola. Para um trabalho de inglês, ela escreveu “A Single Tear”, gravou em uma fita com uma amiga do coral e tocou para a turma.

No lado mais leve, a cantora não sente culpa por ouvir música, mas, se precisar escolher um prazer de pop, aponta Olivia Rodrigo, com “Vampire” e “Drivers License”. Para festa, a escolha é sempre “Back in Black”, do AC/DC.

A música que faz Amy Lee chorar é “In My Life”, dos Beatles, que a lembra do irmão. E, para o funeral, ela quer algo que não seja triste: “All You Need Is Love”. “Quando eu morrer, quero que as pessoas sintam que o amor vive para sempre, mais do que fiquem tristes porque eu me fui.”

Ouça Amy Lee