Bad Luv: versão emo de ‘Lapada Dela’ deu origem a riff de ‘Furacão’
Caio Weber explica como cover de sucesso nacional entrou na faixa

BAD LUV (LOIRO)
Um dos trechos mais pesados de “Furacão”, da Bad Luv, tem origem em “Lapada Dela”. O vocalista Caio Weber contou em vídeo que o riff do breakdown da faixa saiu de uma versão emo que ele gravou do hit de Grupo Menos É Mais e Matheus Fernandes para um projeto no Instagram.
“Muito louco pensar que essa versão que fiz acabou influenciando de alguma maneira o ‘Furacão'”, disse em uma publicação.
Do Instagram para o estúdio
A história começa no ano passado. Caio criou uma série no Instagram em que transformava hits brasileiros em músicas emo, e “Lapada Dela” foi uma das escolhidas.
“Eu pegava músicas que são hits nacionais e fazia uma roupagem. Uma das músicas que escolhi para fazer uma versão foi justamente ‘Lapada Dela'”, explicou.
Naquela gravação, ficou um riff de que ele gostava. Caio já pensava em reaproveitar a ideia em alguma composição da Bad Luv, só não sabia qual.
“Furacão” começou com versos prontos, mas sem um refrão definido. Caio pediu ajuda a Gee Rocha, guitarrista e compositor da banda. Foi ele quem criou o refrão.
A ideia chegou quando o vocalista estava de férias na praia. Ele queria fechar a estrutura da música, mas tinha só o computador, sem guitarra para gravar partes novas.
“Lembrei que essa versão que eu tinha feito de ‘Lapada Dela’ tinha um riff que eu gostava. Então, eu peguei essa ideia, alterei o tom para ficar dentro do tom de ‘Furacão’. E foi assim que a gente finalizou a estrutura da música”, contou.
‘Sem preconceito musical’
Para Caio, a história mostra a importância de estar aberto a qualquer referência. “Para a gente que é músico, que é compositor, é sempre muito bom não ter nenhum tipo de preconceito musical e nenhum tipo de amarra artística, para estar sempre atento às ideias.”
‘Furacão’ e o novo disco da Bad Luv
Lançada em 23 de julho, “Furacão” também tem clipe com direção de Vinicius Oliveira e Murilo Amancio, guitarrista da banda.
A faixa abriu caminho para “O Medo Não Me Parou”, segundo álbum da Bad Luv, lançado em 8 de setembro. São nove faixas com influência de post-hardcore e metal moderno, incluindo uma parceria com Badauí, do CPM 22, em “Dias Difíceis”. O convite surgiu por acaso. O baterista Vitor Peracetta encontrou Badauí em um bloco de Carnaval na época das gravações, e o vocalista aceitou na hora. “Para nós, que somos oriundos dessa cena alternativa dos anos 2000, é como ter a bênção do GOAT”, disse o baixista João Bonafé.
Boa parte das músicas nasceu durante a turnê de “Nós”, disco de estreia lançado em 2025. A banda decidiu gravar o novo álbum em fevereiro de 2026, antes do nascimento de Nara, filha de Gee.
“Esse é um disco muito confessional para mim enquanto letrista”, contou Caio. “Fala sobre medos, inseguranças, luto, revolta, mas também aponta que existem motivos simples e reais que fazem a vida valer a pena, como o amor, a partilha e a esperança.”
A Bad Luv nasceu em 2021, durante a pandemia, com João, Murilo e Vitor, músicos que já tinham acompanhado artistas como Matuê, Di Ferrero, Gloria e Day Limns. Gee entrou em 2022, e Caio, ex-vocalista da Cefa, chegou em 2025.
Ouça ‘O Medo Não Me Parou’, de Bad Luv
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