Dhara Guimarães estreia com ‘Nada disso é só meu’ e mira a Europa
Disco chega em 25 de setembro com ações em Paris e Berlim

Dhara Guimarães (Divulgação)
A cantora e compositora paulistana Dhara Guimarães lança em 25 de setembro seu primeiro álbum de estúdio, “Nada disso é só meu”. O disco chega às plataformas pelo selo IFÁ Records, enquanto a artista inicia sua primeira circulação internacional, com ações previstas em Paris e Berlim, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Dhara chega a Paris em 18 de setembro, uma semana antes do lançamento. A campanha do álbum ocupará as ruas de cinco cidades com lambe-lambes e adesivos com QR codes em português, inglês, francês e alemão.
O disco reúne oito faixas autorais construídas a partir da ideia de que sentimentos individuais também são experiências compartilhadas. As músicas abordam situações como frustrações amorosas, dúvidas sobre os rumos da vida e a sensação de estar atrasado em relação às expectativas.
“Em algum momento da vida, a gente vai parar e vai pensar: será que eu não estou atrasado? Tenho tantos anos e ainda não tenho isso, não tenho aquilo”, diz Dhara. “Nada disso é só meu. São angústias, são pensamentos, são amores que atravessam a gente.”
A construção do álbum
A direção sonora de “Nada disso é só meu” é assinada pela artista e produtora Ana Zé e pelo produtor Soneca No Beat, responsáveis também pelos arranjos. O álbum combina elementos de MPB, R&B, soul e jazz com sons do cotidiano urbano.
“Não são referências que você vai ouvir de cara”, explica Dhara. “São ruídos dentro da música, às vezes o som de um carro, o trânsito, o metrô. A gente quis compor essa brincadeira dentro dos instrumentos.”
A tracklist começa com “Doce” e passa por “Ficção”, “Me Ama”, “Só Eu”, “Jardim Particular”, “Marra” e “Calmaria”, até chegar a “Aqui”. Segundo Ana Zé, o percurso das faixas acompanha a ideia central do projeto.
“É um disco sobre esperança, perseverança e amor”, resume a produtora.
Da carreira independente ao primeiro álbum
Dhara começou a musicar poemas aos 12 anos e passou cinco anos em um conservatório, onde estudou com bolsa. A cantora fez sua estreia diante de um grande público na Expomusic 2013 e, posteriormente, construiu uma trajetória independente.
Antes do álbum, lançou cinco singles autorais e trabalhou em parcerias com Killua, Andin, VITO, Adepe e Ana Zé. Em 2023, assinou com a IFÁ Records.
Para Ana Zé, que também responde pela produção executiva do projeto, o álbum reflete o processo de inserção da artista em um mercado musical complexo.
“Esse álbum nasceu de um sentimento de carinho e de amor, de uma artista que queria se inserir num mercado complexo, em um momento turbulento”, afirma. “Ele representa a persistência de uma mulher negra na música brasileira.”
A produtora também relaciona o processo à ideia presente no título do disco. “Todo o processo foi vivido por muitas pessoas e feito para muitas pessoas.”
Estreia internacional
A circulação internacional marca uma nova etapa na trajetória de Dhara. Em Paris, a artista estará acompanhada de Ana Zé, enquanto a campanha do álbum será realizada simultaneamente em diferentes idiomas.
“Não vejo a hora de mostrar minha arte para outras pessoas, para outras culturas”, afirma Dhara. “Me sinto honrada em levar essa cultura tão vasta que a gente tem aqui, para uma galera ver que existe muita música boa aqui, que nós, brasileiros, temos muita coisa a dizer.”

Dhara Guimarães (Divulgação)+Leia mais: O que as indicações ao Latin Grammy 2026 revelam sobre a música brasileira
Ouça Dhara Guimarães
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