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Ed Sheeran diz que decisão de remover Macklemore de turnê ‘não foi minha’

'Passei a semana tentando construir pontes', complementou em publicação

Ed Sheeran (reprodução Facebook Ed Sheeran)

Ed Sheeran (reprodução Facebook Ed Sheeran)

Ed Sheeran deu sua versão em meio a uma onda de reações negativas após a remoção de Macklemore como seu show de abertura na turnê “Loop”, com o astro pop esclarecendo suas opiniões sobre a violência em Gaza e sua abordagem ao ativismo.

+ Leia mais: Macklemore é retirado da turnê de Ed Sheeran após discurso pró-Palestina

Em um comunicado em formato de tópicos postado no Instagram nesta terça-feira (15), um dia após o anúncio de que o rapper havia sido removido da perna norte-americana da “Loop Tour” do cantor britânico devido à sua manifestação por uma “Palestina Livre” no palco de dois dos shows, Ed Sheeran começou dizendo que está “chocado com o conflito entre Israel e Palestina”.

“Após as apresentações de Macklemore nos meus shows em Nova Jersey, os locais das minhas próximas datas de turnê comunicaram que cancelariam os shows se ele continuasse no suporte”, declarou. “Fui informado de que essa posição foi baseada em como Macklemore transmitiu parte de sua mensagem durante a apresentação, e não em tudo o que foi dito.”

Em sua publicação, legendada com “É importante que eu exponha alguns fatos”, Ed Sheeran continuou dizendo que passou a última semana conversando com os estádios, bem como com “ativistas de ambos os lados”, em uma tentativa de unificar todos os envolvidos. “A decisão dos locais e do promotor foi definitiva”, escreveu o vencedor de quatro prêmios Grammy. “Passei esta semana tentando construir pontes, encontrar uma solução e, infelizmente, não fui capaz de fazer isso.”

A Billboard entrou em contato com o representante de Macklemore para comentar.

A controvérsia em torno da “Loop Tour” começou no início de setembro, quando o artista de “Thrift Shop” pediu pelo fim da violência que os palestinos sofrem na guerra de Israel contra o Hamas desde os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. Até junho, mais de 73 mil palestinos morreram como resultado do conflito, relatou a “Associated Press”, citando o Ministério da Saúde de Gaza.

Macklemore tem sido um dos músicos mais vocais em amplificar a posição de que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos, algo que foi reconhecido pelas Nações Unidas, mas negado por Israel e seus aliados, incluindo o governo dos Estados Unidos. No palco do MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, o rapper declarou: “Uma grande razão pela qual eu quis fazer esta turnê, em primeiro lugar, é para que eu pudesse me levantar em estádios como este e dizer duas palavras que são muito queridas e próximas ao meu coração: Palestina Livre”.

Depois que o Conselho Israelense-Americano lançou uma petição para remover Macklemore da turnê de Ed Sheeran, apelos ecoados por muitos outros online, incluindo Pink, o promotor da turnê, Messina Touring Group, disse à “Rolling Stone” na segunda-feira (14) que tomou a decisão após concluir que a continuação dele na programação “resultaria no cancelamento da turnê e impactaria centenas de milhares de fãs.”

Em sua publicação, Ed Sheeran enfatizou que foi a Messina quem tomou a decisão, não ele. “Respeito a força de propósito de Macklemore para se levantar e gritar pelo que acredita”, escreveu o artista de “Shape of You”. “No entanto, há espaço para múltiplas abordagens para o mesmo fim: a paz. Eu escolho usar minha fama e plataforma para ser um lugar de segurança e santuário, para manter a diplomacia e manter as conversas abertas, não fechadas.”

A explicação do britânico, bem como sua observação de que “não é cúmplice” e tem suas próprias “visões pessoais sobre este conflito devastador” na publicação, é provavelmente uma resposta à própria declaração de Macklemore sobre a mudança na turnê, postada logo após o anúncio de que ele não está mais no projeto. Embora enfatize que considera Ed Sheeran um “irmão” com quem compartilha 13 anos de amizade, o rapper criticou diplomaticamente a abordagem de seu companheiro de turnê de “não tomar lados” em questões políticas.

“Não há posição neutra entre o opressor e o oprimido”, escreveu Macklemore. “Eu não precisava de dez shows do Ed. Eu precisava de dois. Duas chances de ficar na frente de 90 mil pessoas e dizer as palavras que de alguma forma se tornaram perigosas demais para serem ditas: Palestina Livre. Mas se essas palavras me custaram o palco, enquanto traziam a conversa de volta para a Palestina, então foi a turnê de maior sucesso em que já estive.”

Macklemore também citou Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium, como a força motriz por trás de mobilizar outros proprietários de estádios a insistirem que não receberiam a turnê de Sheeran se o músico de “Same Love” continuasse no evento. Mais tarde, em sua publicação, Sheeran confirmou que havia falado diretamente com Kraft.

Kraft divulgou uma declaração própria logo após a de Macklemore, dizendo que o ultimato “não era sobre diminuir o sofrimento de palestinos inocentes ou negar a qualquer pessoa o direito de defender a causa… mas essa defesa não deve vir às custas da comunidade judaica.”

Leia a declaração completa de Ed Sheeran

 

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[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].