
Luísa Sonza se apresenta no quarto dia do Rock in Rio 2026, no Palco Mundo, no Rio de Janeiro (Roberto Filho/Brazil News)
Luísa Sonza alterna bossa nova e pop-funk no Rock in Rio
Cantora dividiu o show com Roberto Menescal em momento intimista
Assim como artistas internacionais, como Bring Me The Horizon, Luísa Sonza soube aproveitar a dimensão do Palco Mundo.
A cantora transformou os 2.400 metros quadrados de painéis de LED da estrutura em parte importante do espetáculo, usando as telas para ampliar sua presença e construir diferentes momentos ao longo da apresentação.
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O rosto de Luísa apareceu diversas vezes nos telões, acompanhado por imagens e elementos visuais relacionados à estética do show.
No início, com faixas como “Doce Mentira”, “Santa Maculada”, “Luísa Manequim”, “Lança Menina”, com direito a uma citação a “Lança Perfume”, de Rita Lee, e “Loira Gelada”, a cantora explorou um repertório mais próximo do pop rock.
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A principal mudança veio quando imagens antigas apareceram nos telões, acompanhadas por uma narração de Roberto Menescal.
Pouco depois, Luísa surgiu de mãos dadas com o músico, a quem chamou de “lenda da bossa nova” e “Menesca”.
Menescal brincou com a cantora e arrancou risos do público ao comentar que a havia observado dançando antes de entrar no palco.
“Será que eu tenho que entrar mesmo com ela? Depois que eu vi ela fazendo aquilo… Você é doida, você é muito doida, puxa vida”, disse.
O compositor também falou sobre os encontros para a produção do álbum “Bossa Sempre Nova” e afirmou ter descoberto que Luísa “não é uma pessoa; ela é muitas pessoas”. “Ela é danada”, completou.
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A participação deu início ao bloco mais intimista da apresentação. Ao lado de Menescal, que permaneceu sentado com uma guitarra semiacústica, Luísa interpretou “Chico”, “Um Pouco de Mim”, “Você” e “Samba de Verão”.
A cantora reduziu os movimentos e permaneceu no centro do palco, apostando em uma interpretação vocal mais limpa.
As danças deram lugar a gestos discretos, e a dimensão do Palco Mundo pareceu desaparecer por alguns minutos diante de uma formação muito mais simples.
Depois do intervalo dedicado à bossa nova, Luísa retomou seu repertório com “Depois do Fim” e “Que o Amor Morra”. Durante músicas mais introspectivas, como “Penhasco”, o palco ganhou tons de azul e poucos elementos.
A mudança colocou a voz no centro da apresentação e mostrou outro lado da cantora, menos dependente da coreografia e da produção visual.
Foi, também, um dos momentos em que a grande estrutura do festival deu espaço para uma apresentação mais próxima e concentrada.
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A virada de Luísa Sonza
A calmaria, porém, não durou até o fim. Com “ANACONDA” como interlúdio, Luísa iniciou a última parte do show e voltou ao pop-funk que marca seu repertório. Os telões passaram a exibir trechos de clipes de diferentes momentos de sua carreira, incluindo “No Es Lo Mío”.
A cantora também trocou o terninho sóbrio por um figurino mais sensual. O vermelho tomou conta das telas, enquanto um número maior de dançarinos e dançarinas ocupou o palco para acompanhar as coreografias.
Na sequência, vieram músicas como “MODO TURBO”, “Campo de Morango”, “Sonhei Contigo”, “MOTINHA 2.0 (Mete Marcha)”, “Sou Musa do Verão”, “Tropical Paradise”, “A Dona Aranha” e “Telefone”. A apresentação terminou, assim, no extremo oposto do bloco com Menescal.
Se a bossa nova reduziu o espetáculo à voz, ao violão e à presença dos dois artistas, o encerramento devolveu a Luísa o palco grande, as telas, o ballet e as coreografias. O show funcionou justamente quando permitiu que essas duas versões da cantora coexistissem.
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