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Refúgio no festival: como é o Listening Club do Itaú Personnalité no Rock in Rio
Espaço na área vip foi disputado por quem queria se dedicar à música*

Listening Club Personnalité no Rock in Rio (João Rocha/BillboardBR)
“Let’s Dance” tocou assim que passei pela cortina. David Bowie me recebeu no som das pickups de Lou Cascudo, às 20h, deste sábado (12). Foi um convite para dançar, sim, mas também para aproveitar a noite, assim como sugere a letra da canção. “A música que estão tocando na rádio / Vamos mexer! / Enquanto as cores iluminam o seu rosto / Vamos mexer! / Nos mexer pela multidão até um espaço vazio” foi o match perfeito para iniciar uma nova experiência.
Em meio a uma Cidade do Rock com ingressos esgotados, o Listening Club do Itaú Personnalité surgiu como um refúgio para viver uma experiência mais intimista, mas não menos animada. Um espaço privado no meio da área VIP, com direito a drinks e sofás confortáveis, recebendo até 60 pessoas por sessão, transformando um momento do festival para 100 mil pessoas numa experiência exclusiva.
Luz baixa, sistema de som de qualidade… Uma atmosfera que te acolhe em meio a um festival cheio de estímulos a cada instante. E numa sequência de shows por mais de 12 horas em 7 palcos, essa pausa não é só capricho, é necessidade.

Enquanto escolho uma mesa e um drink, sem álcool, por sinal, observo o público entrando no espaço e se surpreendendo com o que vê. Como uma observadora nata, minha atividade preferida é ver as pessoas reagindo ao cotidiano. Mas esse listening bar não é algo que faz parte da rotina.
Apesar de criar uma atmosfera idêntica aos bares de audição que viraram febre pelo país, por estar dentro do Rock in Rio, o Listening Club do Itaú Personnalité traz um conforto que pode ser vivenciado por pessoas de diferentes idades e estilos.
Encosto no sofá, cruzo as pernas, pego o celular para escrever esse texto. Já acomodada, começo a me sentir à vontade. De repente, uma troca de DJs. Aí vem Madonna com “Into The Groove” pra garantir que eu continue na vibe. Lysia assume a cabine. Pessoas sentadas, com a mãozinha pra cima, cantarolando a música. Enquanto a DJ escolhia outro vinil, pessoas iam e vinham, mas era impossível sair sem ao menos mexer a cabeça enquanto ouvia o som.
Foi então que começou Michael Jackson, e nem deu tempo de a voz do Rei do Pop aparecer que alguém já gritou “Uuuuuuu”. Vem aí “Don’t Stop Til You Get Enough”. Rock in Rio, você está querendo me passar algum recado? É claro que vou viver a experiência do Listening Club e do festival até o último minuto.
Ao meu redor, as pessoas parecem ter a mesma opinião. Começo uma conversa com o casal Patrícia Farias e Bruno Farias, do Rio de Janeiro. Casados há 30 anos, eles resolveram entender o que a experiência do Itaú Personnalité tinha a oferecer, afinal, para eles o diferencial é a exclusividade. Em uma conversa que passou pelo clima carioca ao interior de São Paulo, o casal explicou que o ambiente, ao mesmo tempo que oferece descanso, não deixa cair a animação.

“Estamos curtindo demais, tem música boa, comporta pessoas de todas as idades. Entramos para conferir essa experiência que temos direito e nos surpreendemos”, disseram.
O espaço estava cheio de casais, amigos e até famílias. Ao conversar com as irmãs Beatriz e Luísa Dabul, que vieram de São Paulo para curtir o Rock in Rio, elas classificaram a experiência como “premium”.
“É muito legal e diferente. É um conforto para o cliente do Itaú, criando uma experiência completamente diferente. O festival está lotado, então ter um lugar para sentar, com uma boa carta de drinks, uma estética legal… É muito interessante”, contaram. As publicitárias nunca tinham ido a um listening bar e confessaram que pretendem ir em algum depois de viver essa experiência.
“É uma ativação muito legal, que realmente liga o cliente à marca. A gente quer um espaço mais calmo e tranquilo, sem fila, sem trânsito de pessoas. Você leva um objeto pra casa, ele vai ficar parado se não virar decoração. Agora, aqui com essa música, esses drinks, essa decoração… É um espaço legal pra gravar e guardar na memória, fica muito mais marcado do que um brinde solto, sabe? Acho que gera uma conexão muito mais próxima”, completa.
A carta de drinques é assinada por Tai Barbin, do Liz Cocktails & Co., único bar carioca entre os Top 500 do mundo. De acordo com os atendentes que estão no Listening Club durante todos os dias do festival, a palavra que mais ouviram dos clientes foi sobre o ambiente ser aconchegante. Além disso, os drinks mais pedidos foram o Backstage, composto por Johnnie Walker Gold Label com infusão de chá de Oolong, Syrup de mel, suco de abacaxi, suco de limão, gengibre, solução salina e bitter de alcatrão; e o Green Room, sem álcool, com cordial de goiaba com manjericão, kombucha de maracujá com capim santo e vinagre de chá verde.
De Prince a Santana, a curadoria musical foi atravessando uma linha do tempo do pop, sem esquecer a disco, a brasilidade e a latinidade, combinando com o público diverso, que considerou o espaço como de “outro mundo”, que fazia esquecer que se estava dentro do maior festival de música e entretenimento do planeta.
O jornalista Felipe Andreoli confirmou essa teoria: “Estou impressionado com o nível da ativação, né? Como te transporta pra outro lugar. Você já está num lugar incrível, que é o festival, mas aqui te deixa ainda mais conectado com a música. Você chega aqui e entra num outro mundo.”
“É outra seleção musical, num bar, parece que eu estou saindo num bar incrível lá em São Paulo. Eu amo listening bar, sou fã. Eu sou um cara mais reservado, fico mais na minha casa, e o que me faz sair de casa é música, seja no bar, seja no show, seja no grupo de jazz, o que me estimula a sair de casa é… 90% tem que ser música”, disse ele, fã de carteirinha de Bruce Springsteen.
Nem só de brasileiros era feito o público do Listening Club. Três amigos da Costa Rica que ganharam uma promoção vieram ao festival e acharam o Rock in Rio incrível. O casal Ariel Rios e Eduardo Prado e o amigo Victor Miranda quiseram experimentar o espaço e sentiram que valia muito a pena. “É muito acolhedor! Essas luzes, essa carta de drink… É incrível tanto para ouvir música boa quanto para conversar com os amigos. Recomendamos”, concluíram.
Quando saio do Listening Club, a Cidade do Rock volta a me envolver com seus sete palcos e suas 12 horas non-stop de música, mas levo comigo a certeza de ter encontrado, no meio de tanto estímulo, o intervalo perfeito. Se “Let’s Dance” foi o convite que me trouxe até aqui, é essa sensação de acolhimento que fica: a prova de que, mesmo dentro do maior festival do mundo, ainda cabe uma pausa para sentar, ouvir um bom vinil e lembrar por que a gente ama música, antes de voltar para dançar no meio da multidão.
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