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Poems lança ‘Cure’ e aposta em nova fase do indie rock

Banda de San Diego supera 1 milhão de streams e amplia sua trajetória

A banda de indie rock Poems (Monti Nicole/Divulgação)

A banda de indie rock Poems (Monti Nicole/Divulgação)

Se há algo que não falta na cena indie rock são bandas, o que torna difícil para novos nomes se destacarem em meio a tantos grupos populares dos anos 1980 e 1990 e da cena atual. Em vez de tentar se afastar completamente dessas influências, porém, a banda de indie rock de San Diego Poems decidiu incorporar tanto a atmosfera dos pioneiros do gênero quanto elementos de artistas contemporâneos de destaque. O resultado ajudou o grupo a desenvolver uma nova sonoridade e a se firmar como um nome emergente para acompanhar.

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Primeiros sucessos do Poems

Formado pelos músicos Philip Ernest, Grayson Hagopian, Zae Howell, Sam McCubbin e Jeremy Smucker, o Poems já passou por casas de shows de diferentes cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos, de Bellingham, no estado de Washington, até Phoenix, no Arizona.

Até agora, o Poems acumula mais de 1 milhão de streams somados em diferentes plataformas. A discografia da banda inclui o EP “Half-Life” e uma série de singles, entre eles “Does Her Worst”, “NFS” e o lançamento mais recente, “Cure”, que chegou às plataformas em 31 de julho de 2026.

Essas e outras faixas fizeram parte da primeira turnê do Poems pela Costa Oeste, realizada em julho de 2026 e com passagem por seis grandes cidades da região.

Poems em busca de uma nova sonoridade

O sucesso inicial do Poems pode ser atribuído ao esforço consciente da banda para se diferenciar em um mercado bastante concorrido.

“Um dos obstáculos que enfrentamos, principalmente quando começamos foi encontrar nossa identidade sem prestar tanta atenção ao barulho externo. É muito fácil acabar tentando criar algo que todo mundo já ouviu antes.”

Depois de anos de experimentação criativa, o Poems decidiu abraçar suas influências, incorporando elementos de bandas de indie rock mais antigas e mais recentes para construir uma identidade que fosse, ao mesmo tempo, própria e aberta a homenagear os artistas que serviram de inspiração ao grupo.

Essa combinação torna a música do Poems familiar e, ao mesmo tempo, particular: entrega aos fãs elementos que eles já apreciam no gênero sem cair tanto no pastiche a ponto de perder uma identidade reconhecível.

O Poems aponta as linhas de baixo, as guitarras, os vocais e a bateria como alguns dos elementos mais marcantes de sua sonoridade. “As linhas de baixo elaboradas não servem apenas para sustentar o ritmo, mas acrescentam energia e até melodia à faixa”, explica o grupo, enquanto “os vocais de barítono […] ainda colocam o gancho da música em primeiro plano”.

A bateria funciona como uma base constante em determinado momento para, em seguida, ganhar protagonismo e conduzir a faixa à medida que ela se desenvolve.

Talvez o elemento mais marcante, no entanto, seja a abordagem do grupo em relação às guitarras e aos timbres: o Poems busca propositalmente sons que parecem deslocados dentro do indie rock contemporâneo, fazendo com que cada faixa soe ao mesmo tempo transgressora e acessível.

O que vem pela frente para o Poems

Na esteira da primeira turnê pela Costa Oeste e do lançamento do single “Cure”, o Poems deixa claro que não pretende diminuir o ritmo tão cedo.

Daqui para frente, o grupo pretende aproveitar esse momento para reforçar sua posição particular dentro da cena indie rock, criando novas músicas e perspectivas ao adaptar alguns dos elementos mais fortes de outros artistas do gênero e acrescentar a eles uma energia que o Poems pode, com orgulho, chamar de sua.