Ratier lança projeto Ágape e une música eletrônica a ação social
Iniciativa do DJ estreia dia 9 de outubro no Surreal Park com foco em educação

Renato Ratier (Divulgação)
Comemorando três décadas de carreira, o DJ e produtor Ratier lança projeto Ágape para transformar a força da pista de dança em impacto social. A estreia da iniciativa acontece neste sábado (9), no Surreal Park, em Camboriú (SC). O evento marca o ponto de partida de um plano ambicioso: transformar a iniciativa em um instituto focado em educação, formação profissional e assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade.
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Para a noite de estreia, o line-up reúne apresentações do próprio Ratier, além de Aline Rocha, Leticia Stempi e da DJ italiana Silvie Loto. Parte da renda obtida com a venda de ingressos, que podem ser adquiridos no site Blue Ticket, será revertida diretamente para o projeto. Além da bilheteria, a festa terá um bazar beneficente com peças do acervo pessoal do artista, de sua esposa, Sarah, e da DJ Aline Rocha.

A proposta do produtor é usar os eventos e outras frentes ligadas à arte, moda e gastronomia para financiar ações de longo prazo.
“Eu carregava há muito tempo o sonho de realizar algo nessa direção. A vida foi muito generosa comigo e sempre tive vontade de devolver um pouco disso de alguma maneira”, afirma Ratier.
A educação é apontada como a grande prioridade do instituto. Entre as ações previstas está a criação da Surreal Music Academy, uma escola que oferecerá bolsas de estudo para jovens interessados em discotecagem e produção musical. A estrutura contará com um estúdio próprio dentro do Surreal Park, além de oficinas variadas.
O modelo de ensino aproveita a bagagem de Ratier, que já formou mais de mil alunos por meio da DJ College, projeto ligado ao clube D-EDGE.
“Trabalhar com os jovens e com a educação será uma das prioridades do instituto. Temos projetos e espaços que podem ser utilizados para isso, seja ensinando o ofício de DJ, produção musical ou criando outros tipos de oficinas e cursos que possam gerar oportunidades profissionais”, explica.

A iniciativa também atuará em parceria com organizações que atendem crianças, jovens e idosos. O produtor reforça que o objetivo vai além de um evento pontual. A meta é usar a capacidade de mobilização que a cultura de pista possui para gerar transformação real e contínua.
“Agora chegou o momento de colocar esse projeto em prática, compartilhando amor, cuidado e acolhimento e criando formas concretas de ajudar quem mais precisa”, conclui Ratier.
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