Sara Landry processa ex-empresários por uso indevido de nome e marca
DJ e produtora acusa a The Night Department de tentar tomar seus direitos e selo

Sara Landry (Alex Parker)
A estrela da dance music Sara Landry está processando sua antiga empresa de agenciamento, a The Night Department (TND), alegando que a firma continuou “hostilmente” a usar sua propriedade intelectual após ter sido demitida no ano passado por “trair” sua confiança.
Em um processo movido nesta terça-feira (6) e relatado primeiramente pela Billboard, a DJ diz que demitiu Matthew Verovkins e Harry Glaisher, da TND, porque a empresa tentou “apropriar-se” do controle de seus direitos musicais e de sua gravadora, a Hekate Records — mas continuou usando suas marcas registradas mesmo após a demissão.
“Os réus priorizaram seus próprios ganhos financeiros potenciais em detrimento dos direitos e vontades de Sara Landry, traindo a artista a quem a TND tinha a obrigação de servir naquele momento”, escreveram os advogados de Landry. “Após a rescisão da TND, os réus continuaram a priorizar seus próprios ganhos financeiros potenciais ao infringir as marcas registradas da autora.”
O novo caso surge dois meses após a The Night Department processar Sara Landry pela primeira vez em um tribunal do Reino Unido, alegando que ela havia quebrado o contrato ao rescindir com a empresa em agosto de 2025. Naquele processo, a TND afirma que foi transparente sobre os direitos de propriedade dela e que não fez nada que justificasse a demissão. Landry apresentou suas próprias reconvenções responsabilizando a empresa, e o litígio no Reino Unido permanece pendente.
A TND e seu advogado não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a nova ação judicial nesta terça-feira.

Em declaração ao Billboard, Sara Landry disse: “A propriedade e os direitos dos artistas são profundamente importantes para mim, e estou ansiosa para continuar defendendo que os artistas tenham controle sobre seu trabalho e suas carreiras.” Seu advogado, Nicholas Saady, do escritório de advocacia Pryor Cashman, disse que sua cliente “passou anos construindo seu nome, sua gravadora e sua carreira em algo inequivocamente seu.”
“Eles significam tudo para ela e para seus fãs”, disse Saady. “Sara vai protegê-los, sem concessões.”
Sara Landry, uma superestrela no mundo do hard techno que ajudou a popularizar o gênero nos EUA, assinou um contrato de agenciamento com a TND em 2023, com Verovkins como seu empresário sênior e Glaisher como seu empresário do dia a dia. Mas o relacionamento entre eles ruiu no verão passado, e Landry acabou assinando com a The Circuit Group.
O processo no Reino Unido, movido em julho, definirá em última análise o desfecho dessa separação. Documentos do processo mostram que Sara Landry acusou a empresa de inúmeras violações antes de rescindir o contrato, incluindo ter “tentado privar [Landry] de seus direitos sobre sua própria música, bem como de sua propriedade e controle da Hekate Records.” A empresa negou as alegações em seus documentos judiciais, argumentando que tais termos foram dispostos de forma transparente nos contratos e que foi Landry quem violou o acordo ao se afastar.
O novo caso, movido nesta terça-feira no tribunal federal de Manhattan, diz respeito em grande parte ao que aconteceu após a separação, acusando a empresa de infração de marca registrada ao continuar se apresentando como sua representante: “Os réus usaram as [marcas registradas] para criar a falsa impressão para os participantes da indústria musical e outros consumidores de que estavam autorizados a agir em nome da Hekate Records e de Landry.”

Contudo, o novo processo ainda toca na disputa central entre Sara Landry e a empresa de agenciamento: os fatores que levaram à separação. Nesses termos, ela alega que houve uma tentativa de controlar seus direitos e lucrar com eles além do que havia sido acordado.
“Antes da rescisão da TND, os réus também buscaram obter direitos sobre a música de Landry e a gravadora de Landry”, escreveram seus advogados. “Os réus tentaram se apropriar de 50% da propriedade da música de Landry e 50% da propriedade da Hekate Records, sem o pagamento apropriado a Sara Landry e em desacordo com as declarações claras de Landry de que ela queria ser dona de sua música e dona de sua gravadora.”
A ação judicial também alega que os empresários de Sara Landry “prejudicaram sua carreira” ao falhar na gestão adequada das operações de turnê, incluindo “atrasos, falta de resposta e pessoal inexperiente” e também geriram mal a Hekate Records, fazendo com que outros artistas se queixassem com ela.
Em termos jurídicos técnicos, o processo acusa a TND de violar leis federais e estaduais de marcas registradas ao usar seu nome e logotipo registrados sem permissão. O texto não especifica o valor buscado em indenizações, mas exige todos os
“lucros atribuíveis ao uso não autorizado das marcas.”
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Ouça Sara Landry
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
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