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ANNA celebra retorno ao Rock in Rio e revela bastidores no New Dance Order

DJ relembrou como o início eclético da carreira moldou sua leitura de pista

ANNA (@VICTORCARVALHO)

ANNA (@VICTORCARVALHO)

Reconhecida como uma das maiores referências da música eletrônica brasileira, a DJ e produtora brasileira ANNA protagonizou mais um capítulo marcante em sua trajetória ao retornar ao palco New Dance Order, no Rock in Rio. O público da Cidade do Rock acompanhou de perto uma eletrizante que reafirmou a versatilidade e a potência da artista no circuito internacional.

Para ANNA, o New Dance Order tem um significado especial. Em edições anteriores do festival, ela já havia vivido a responsabilidade e o prestígio de encerrar a programação da pista, sendo uma das posições mais cobiçadas do evento. Desta vez, no entanto, a missão foi inversa e igualmente desafiadora: comandar a abertura do palco e ditar o tom da celebração logo nos primeiros momentos.

Nos bastidores do festival, o clima era de puro alívio e entusiasmo logo após o término do show. A preparação para subir ao palco foi marcada por uma autêntica maratona logística provocada por imprevistos nas malhas aéreas, o que quase impediu a DJ de cumprir seu compromisso com os fãs.

“Eu amei, eu amo abrir! Hoje não foi bem um warm-up, mas eu adoro abrir o palco assim para set the tone, sabe? Para começar a dar a energia do momento do palco. Foi uma honra! Quase cheguei atrasada porque meu voo foi cancelado e o segundo voo atrasou. Cheguei atrasada, mas eu consegui. Falei: ‘Edu, eu quero abrir, por favor!’. Deu tudo certo, adorei!”, comemorou a produtora.

Acostumada a se apresentar para multidões, ANNA montou um setlist estratégico pensado especialmente para a heterogeneidade de público que frequenta o Rock in Rio. Além de incluir uma faixa autoral e inédita que ainda será lançada oficialmente, a produtora apostou em releituras criativas de grandes clássicos do rock e do indie.

“Toquei uma música nova minha que vai sair ainda. Fiz alguns edits, porque é legal nesses shows e festivais de música bem diversificada trazer uns edits, umas coisas mais de rock, umas coisas mais indie antigas, e a gente faz uns edits. Eu adoro fazer isso e aproveito quando toco nesses lugares para trazer”, revelou.

Embora hoje seja aclamada pelas suas produções densas entre techno e house, o domínio que ANNA possui sobre o público é fruto de uma escola de pista bastante diversa. Com mais de 20 anos de carreira, sua história na música começou ainda na adolescência e passou por gêneros completamente diferentes da eletrônica que produz hoje.

“Na verdade, eu já comecei tocando axé! Minha mãe costurava as roupas para mim, lá do Olodum, e eu tocava axé. Gente, já toquei de tudo que você imagina, até ‘Anna Júlia’… E aí eu virei para o eletrônico, mas por dois anos eu toquei de tudo”, explicou, rememorando o início de sua caminhada.

Essa vivência eclética nos primeiros anos de atuação foi a base para que a artista desenvolvesse uma sensibilidade apurada para ler a reação da pista e sustentar long sets sem perder a conexão com a plateia.

“Isso te dá um feeling de pista de como conduzir. Porque eu tinha 14, 15, 16 anos e estava tocando para duas mil pessoas por set. Eu fazia um long set toda semana. Tinha 15 anos e, sem pretensão nenhuma, meu pai me colocou lá para tocar, eu aceitei, claro, adorei a ideia, tocava da meia-noite às seis da manhã, só eu. Fiz minha playlist, meu repertório ali e dava super certo, mas tocava de tudo. Então você aprende a navegar em uma pista, a entender a hora de trocar e o que tocar. Foi natural, mas acho que essa época me deu bastante ferramenta para o que eu faço hoje”, concluiu ANNA.

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