
Avenged Sevenfold no Rock in Rio (@ALEXWOLOCH)
Avenged Sevenfold repete posto de headliner do Rock in Rio com novo visual
Banda voltou ao Palco Mundo neste sábado (5) com repertório cheio de hits
A banda norte-americana Avenged Sevenfold subiu ao Palco Mundo, do Rock in Rio, neste sábado (5), com um atraso de cerca de meia hora. Sem explicações sobre o ocorrido, emendou, após a introdução ao som de “Nightcall”, de Kavinsky, um dos sucessos de seu repertório, “Nightmare”, cantando em coro pelo público.
“Pesadelo” é também como podemos definir o que M Shadows, vocalista, passou ao conferir seu feed no X, antigo Twitter. Em determinado momento do show, ele desabafou ao dizer que viu muita negatividade nas publicações feitas por usuários da plataforma sobre o festival e os artistas do line-up, como MGK, Bring Me The Horizon, Bad Omens, Poppy e Sepultura, além de brigas entre os fã-clubes. Ele ressaltou que todos os grupos, no entanto, são amigos dentro e fora dos palcos, mostrando que a rivalidade na cena é totalmente descartável.
A apresentação de 2026 no Rock in Rio não é a estreia da banda no festival. Em 2024, o Avenged Sevenfold já havia ocupado o posto de headliner, posição que voltou a defender neste ano. Na primeira ocasião, a banda precisou provar por que foi escalada como atração principal. Nesta segunda, resolveu não sair do lugar seguro, apostando nos hits e de em uma nova identidade visual.
O repertório da apresentação contou com faixas do álbum “Walking The Fallen” (2003) como “Seize The Day”, um dos grandes hinos do grupo, e “M.I.A.”, mas não abrigou o lançamento mais recente, o EP “Statica”. Com quatro faixas, o extended play não foi tão bem recebido pelo público, que estranhou, segundo comentários pela internet, a sonoridade das canções, como a que dá nome ao projeto, com trechos em autotune.

“Bat Country”, do álbum “City of Evil” (2005) também esteve presente, além dos hits “Afterlife”, do disco “Avenged Sevenfold”(2007), “Buried Alive”, do “Nightmare” (2010), “Shepherd of Fire” e “Hail to the King”, do “Hail to the King” (2013), e “Magic” e “The Stage”, do álbum “The Stage” (2016).
A identidade visual nova do show foi criada pelo estúdio norte-americano See You Later, responsável pela direção criativa e pela animação do show, com design de palco assinado por Jordan Coopersmith.
A ideia dos visuais que ganharam os telões de LED do Palco Mundo era estruturada em três “atos arquitetônicos”, cada um representando um estado emocional distinto. Monólito, uma estrutura rígida e imponente, iniciava a apresentação. Mas ao longo da performance ela se fragmentava, mostrando um mundo interno de forma turbulenta. Por fim, o que ainda restava se dissolveu no imaterial e no infinito.
Em entrevista à Billboard Brasil, o estúdio contou que o Avenged Sevenfold tinha uma direção “muito intencional: criar algo poderoso através da contenção, e não do excesso”. De fato, isso aconteceu também fora das animações dos visuais: a banda focou num repertório com grandes sucessos de seus quase 30 anos de história, garantindo um público dedicado em cantar todas as canções, mas sem ousar a reproduzir ao vivo o mais novo lançamento.
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Confira trechos do show
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