
Prika Amaral, da Nervosa, durante show no Palco Sunset do Rock in Rio 2026 (@SHOURICO)
Nervosa comemora show com Black Pantera no Rock in Rio
Prika Amaral e Helena Kotina falaram sobre 'Slave Machine' e nova turnê
Nervosa dividiu o Palco Sunset com o Black Pantera no Rock in Rio 2026 e classificou a apresentação como um momento especial para a cena brasileira.
+ Leia mais: Jon Batiste leva samba, soul e balé ao Palco Mundo do Rock in Rio
Em entrevista à Billboard Brasil no backstage do festival, Prika Amaral destacou a admiração pelo grupo e a importância de compartilhar o palco com uma banda em ascensão.
“Black Pantera é uma banda que eu admiro muito, não só como artistas, mas como pessoas. E estar aqui fazendo parte da carreira deles, que tá em ascensão, sabe? Tá vivendo isso junto”, afirmou a vocalista.
Segundo Prika, apesar de as duas bandas terem trajetórias e lutas diferentes, o encontro no festival proporcionou um momento de reflexão sobre a cena musical.
“Duas bandas com lutas diferentes, mas ali fazendo um momento de reflexão pra cena inteira. A gente ainda tá entendendo o que aconteceu ali. Mas foi maravilhoso.”
A apresentação também contou com uma roda formada por mulheres, iniciativa que chamou a atenção da integrante da Nervosa. Prika elogiou a participação feminina no show e brincou com a possibilidade de levar a ideia para as próximas apresentações da própria banda.
“Eu achei genial essa ideia deles chamarem as meninas pro show. Quem sabe a gente não vai roubar essa ideia também?”, disse, entre risos.
+Leia mais: Black Pantera emociona com mães na plateia do Rock in Rio: ‘Transcendeu’
“Slave Machine” aborda relação com a tecnologia
Durante a conversa, Helena Kotina falou sobre o conceito de “Slave Machine”, álbum mais recente da Nervosa.
Segundo a guitarrista, o disco surgiu da percepção de que ferramentas tecnológicas criadas para facilitar a vida também podem passar a controlar seus usuários.
“Com ‘Slave Machine’, a gente quer explicar para todo mundo como a evolução da tecnologia, a inteligência artificial e tudo que aconteceu nos últimos anos estão fazendo a gente ultrapassar o limite de usar essas ferramentas como instrumentos”, explicou.
Para Helena, a relação com celulares, redes sociais e inteligência artificial pode fazer com que as pessoas deixem de controlar a tecnologia e passem a ser controladas por ela.
“Tudo isso é bom até certo ponto, quando você usa de maneira correta. Mas todos nós, inclusive eu, estamos cruzando essa linha. As máquinas estão nos usando, e não o contrário”, afirmou.
Turnê marca nova fase da Nervosa
A banda também se prepara para levar a turnê de “Slave Machine” a diferentes regiões do Brasil e, posteriormente, à América do Norte. Para Prika, o momento representa mais uma etapa de uma trajetória iniciada há 15 anos.
“Tem sido uma jornada longa, muito louca, com muitas mudanças. Finalmente a gente tem uma estabilidade, três anos, dois dias com a mesma formação”, comentou.
A cantora e baixista também ressaltou a oportunidade de retornar a regiões brasileiras onde a Nervosa não se apresenta há algum tempo. Essa também é a primeira passagem da baterista Michaela Naydenova pelo Brasil.
“A gente tá tendo a oportunidade de ir para outros lugares do Brasil que faz muito tempo que a gente não vai, que é Norte, Nordeste, com disco novo. É a primeira vez da Michaela no Brasil e a gente tá aqui muito feliz”, afirmou Prika.
A integrante ainda adiantou que a agenda relacionada ao álbum terá continuidade. “A gente vai ter parte dois”, concluiu.
Acompanhe a Billboard Brasil no Rock in Rio 2026
Ver esse post no Instagram