Marvvila celebra recepção no Rock in Rio 2026: ‘Realização de um sonho’
Cantora fala sobre o medo do clima chuvoso ebastidores da apresentação

Marvvila no Rock in Rio (@SHOURICO)
Quatro anos após a sua estreia no festival, Marvvila voltou ao Rock in Rio para provar que a força do pagode feminino tem espaço de sobra no Espaço Favela. Responsável por abrir a programação do palco, a cantora encarou o desafio do clima chuvoso e da pluralidade do público do evento, transformando incerteza em uma grande celebração de braços abertos.
Logo após descer do palco, em conversa com a Billboard Brasil, Marvvila não escondeu a emoção e o alívio de subir ao palco do festival. Ainda sob o impacto da apresentação, a artista desabafou sobre a mistura de sentimentos antes e depois do show.
“Eu estou na adrenalina. Respirar tranquila acho que é demais, né? Só quando eu chegar em casa é que cai a ficha, mas estou muito feliz e grata. É só quando a gente sai do palco que sente aquela emoção de fato. Confesso que no pré-show é muito difícil, porque a gente fica com medo. É o primeiro show do dia, tem a questão do tempo chuvoso… A gente sabe que no Rock in Rio não vai pegar só o público do pagode, mas ver um ‘galeirão’ curtindo e se permitindo, até todo mundo estar de braços abertos cantando no final, é a realização de um sonho”, celebrou a cantora.
Para conquistar um público plural e heterogêneo, Marvvila preparou um repertório especial focado na diversidade e na ponte entre gêneros musicais. Sabendo que nem todos na plateia tinham o hábito de ouvir pagode, a artista apostou em releituras de grandes sucessos da música popular e pop brasileira.
“Eu quis trazer um repertório diversificado sabendo que a massa do público aqui não era de pessoas pagodeiras. Quis fazer essas pessoas experimentarem o que é o pagode de fato. Quando a gente pega uma música que a pessoa já gosta e passa para o pagode, ela pensa: ‘Peraí, vou dar uma chance para o pagode, isso é bom!'”, explicou.
Entre as surpresas do setlist, Marvvila apresentou arranjos de pagode para sucessos de nomes como KLB, Rouge, Vanessa da Mata, Fugees e Anitta, além de celebrar referências do samba como Péricles e Alcione. A cantora destacou ainda que o show foi uma grande exaltação ao legado feminino na música:
“Eu quis homenagear mulheres que admiro. Fiz muitas versões de grandes artistas femininas que me inspiram, e foi legal demais ver como a galera curtiu”, finalizou.
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Ouça os maiores sucessos de Marvvila
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