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Blue Note São Paulo amplia operação com segunda sala no Conjunto Nacional

Casa que faturou R$ 38 milhões em 2025 dobra aposta no formato intimista

Blue Note

Nova sala do Blue Noite. Divulgação

O Blue Note São Paulo, que completa sete anos de atividade na capital paulista, anunciou a abertura de um segundo espaço no Conjunto Nacional, ao lado da sala original, na Avenida Paulista. A nova operação, batizada de Blue Note SP Sala 2, começa a funcionar de forma integrada à matriz, ampliando a capacidade da casa para receber shows e eventos simultâneos.

Os números da operação atual ajudam a explicar o movimento. Apenas em 2025, o Blue Note São Paulo realizou 506 shows e 133 eventos, com faturamento superior a R$ 38 milhões. A casa se consolidou como um dos principais endereços de música ao vivo da cidade, com programação que transita entre jazz, MPB, bossa nova, rock e samba.

“O Blue Note São Paulo chegou a um momento em que precisava crescer, mas sem abrir mão do que fez a casa chegar até aqui”, afirma Luiz Calainho, sócio do empreendimento. “A Sala 2 nasce com essa premissa: ampliar a programação e criar novas possibilidades para shows, projetos corporativos e outras experiências, mantendo a excelência artística e a proximidade entre público e artista. Não estamos criando um segundo Blue Note, estamos ampliando o Blue Note que São Paulo já conhece”, diz Calainho.

A fala do executivo resume a lógica do movimento: “Sempre enxergamos cultura e entretenimento como atividades que precisam combinar qualidade e sustentabilidade de negócio. Com duas salas integradas, ganhamos escala e flexibilidade sem tirar a música do centro da operação”.

A nova sala estava fechada havia mais de 15 anos e teve sua reforma assinada pela arquiteta Carolina Ciola Fonseca, mesma responsável pelo projeto original. O espaço preserva as características que definem a identidade da marca; palco central, ambiente acolhedor e layout que privilegia a proximidade entre artista e público, com capacidade para aproximadamente 300 pessoas sentadas.

Blue Note: de Nova York à avenida Paulista

A marca Blue Note nasceu em 1981, em Greenwich Village, Nova York, fundada por Danny Bensusan com a proposta de trazer os grandes nomes do jazz de volta aos clubes, em um ambiente intimista e confortável, em contraste com os porões enfumaçados da época.

Artistas como Sarah Vaughan, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson e Lionel Hampton passaram a chamar o clube de casa, e o Blue Note se tornou uma instituição cultural de Nova York, com filiais em Tóquio, Milão, Rio de Janeiro e outras cidades. A unidade paulistana abriu em fevereiro de 2019, no segundo andar do Conjunto Nacional, sob iniciativa dos empresários Luiz Calainho e Facundo Guerra.

Com a segunda sala, o Blue Note São Paulo amplia sua atuação para além dos shows. A casa passa a oferecer estrutura para eventos e reuniões de negócios ao longo de toda a semana, aproveitando a flexibilidade de agenda que a operação dupla permite.

A sala original mantém a programação regular de shows de terça a domingo. A Sala 2 poderá receber tanto a programação artística tradicional quanto eventos corporativos e sociais, incluindo ativações de marca, semanas corporativas completas e projetos especiais.

O Blue Note São Paulo, com a operação dupla, aposta em um modelo que combina escala e preservação da experiência intimista.

Em outubro, a Sala 2 recebe o Black Mantra & BNegão com o especial “Tim Maia Racional”, no dia 10, em duas sessões, às 20h e às 22h30. No dia 31, o Baile de Máscaras do George, com participação especial de Cathy Israel, encerra a programação de estreia da nova sala, às 22h30 .

A curadoria da Sala 2 segue sob responsabilidade de Daniel Stain, sócio que também responde pela programação do Blue Note no Rio de Janeiro. A proposta é manter a mesma linha artística da casa — jazz, MPB, bossa nova, rock e samba —, com a vantagem de permitir que as duas salas operem simultaneamente em noites movimentadas, quando o complexo pode sediar até três apresentações.