‘É só o começo’, dizem Camila Jun e Eli Iwasa sobre b2b no Rock in Rio
Em entrevista à Billboard Brasil, as DJs contam como nasceu a parceria

Camila Jun e Eli Iwasa (reprodução @camilajun @eliiwasa)
Dois dos principais nomes da cena eletrônica brasileira, Camila Jun e Eli Iwasa sobem juntas ao palco New Dance Order do Rock in Rio neste sábado (5), às 22h30, num back to back que promete ser um dos momentos mais aguardados do dia.
A apresentação chega num ano simbólico: o New Dance Order completa 25 anos em 2026, com uma estrutura renovada e tela gigante de projeção, hoje sendo o segundo maior palco do festival.
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Para Camila Jun, o show marca a estreia como artista no Rock in Rio, depois de já ter passado pelo festival como público em edições anteriores.
Já Eli Iwasa, que soma 25 anos de carreira, vive a quarta passagem pelo evento e finalmente realiza um desejo antigo: tocar no dia dedicado ao rock e ao metal, gênero de onde ela mesma veio antes de migrar para a pista eletrônica.
A parceria entre as duas nasceu aos poucos, ao longo de meses dividindo line-ups e trocando ideias sobre repertório.
“Eu e a Camila somos essencialmente DJs, essência de DJ mesmo, e nós duas somos muito versáteis, tocamos muitas coisas de diferentes estilos, e essa bagagem musical permite que a gente construa um caminho em que se encontra musicalmente”, conta Eli Iwasa.
Camila Jun reforça a ideia de unidade dentro da diversidade musical das duas.
“O legal dessa junção é que são duas artistas com muitas referências, então a gente consegue construir uma linha musical e uma narrativa musical que passa por muitas nuances, mas dentro de uma unidade muito forte.”
Tocar num festival multigênero é encarado pelas duas como desafio e oportunidade ao mesmo tempo.
“É a minha quarta edição no Rock in Rio e eu sempre quis tocar no dia do rock e do metal, porque é de onde eu venho”, diz Eli Iwasa.
Camila Jun completa.
“É claro que, quando você tem públicos diferentes, é um desafio maior do que quando você está num festival exclusivamente de música eletrônica. Mas acho que é uma oportunidade incrível de mostrar a música eletrônica também como uma força de entretenimento, como um show”.
Parte dessa entrega passa pela produção visual assinada por Mari Mat, responsável pela direção de arte, e por Felipe Krust, encarregado da animação transmitida no telão do palco.
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O momento também é atravessado pela trajetória pessoal das duas artistas.
“Estar ali de novo, junto com a Camila, é uma baita realização”, afirma Eli Iwasa.
Já Camila Jun destaca o significado de estrear ao lado de uma DJ com 25 anos de carreira.
“Que especial minha estreia ser assim, ao lado da Eli, que representa tantas coisas dentro da nossa cultura. E eu, nesse momento, um dos melhores da minha carreira, subir ao palco representando essa força de mulheres que fazem as coisas profissionalmente”.
O aniversário de 25 anos da música eletrônica no festival também é motivo para as duas refletirem sobre o crescimento da música eletrônica no Brasil.
“Eu estou há 25 anos nisso, então acompanhei bem esse crescimento. O palco de música eletrônica, o New Dance Order, no Rock in Rio, hoje, é um dos maiores palcos do festival. Então isso já é um retrato bem assertivo do momento que a gente está vivendo”, avalia Eli Iwasa.
Para Camila Jun, o Brasil se consolidou como um dos maiores mercados do gênero no mundo, mesmo sem ser o berço da música eletrônica:
“A gente é um mercado muito forte dentro da indústria da música eletrônica e, culturalmente falando, tem um público muito grande.”
“A música eletrônica tem a capacidade de se misturar com qualquer som”, explica Eli Iwasa.
Camila Jun completa que um palco do tamanho do New Dance Order, dentro de um festival do porte do Rock in Rio, amplia o alcance do gênero para além do público que já é fã:
“Quando você tem um palco desse tamanho, dentro de um festival, isso populariza ainda mais o gênero. É muito legal ver isso: pessoas que às vezes até falavam ‘não curto música eletrônica, não gosto de música eletrônica’ começam a entender o que é o gênero e começam a entrar nele.”
Eli Iwasa encerra otimista sobre o futuro da cena eletrônica brasileira:
“O mais legal é sentir, é ter certeza de que é só o começo, gente. Imagina daqui a 10, 15 anos, a força que vai ser. Acho que a gente tem uma cultura musical tão profunda, tão rica, que, quando se mistura com a música eletrônica, é uma coisa que só vai crescer, de uma maneira muito bonita.”
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