Criolo revisita ‘Nó na Orelha’ no Tiny Desk Brasil, 15 anos depois
Episódio estreia nesta terça-feira (6) com a banda original do disco de 2011

Criolo (Ariela Bueno)
Criolo, de 51 anos, é a atração do Tiny Desk Brasil desta semana, em um episódio que marca os 15 anos de “Nó na Orelha”. A apresentação estreia nesta terça-feira (6), às 11h, no canal do projeto no YouTube.
Lançado em 2011, com produção de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, o álbum transitava entre rap, samba, afrobeat, reggae, MPB e soul, e ampliou o diálogo do rap com outros gêneros. O disco mudou a carreira de Criolo, conquistou público e crítica, redefiniu o lugar do hip-hop na música brasileira e projetou o rapper fora do país.
No Tiny Desk, ele revisita sucessos como “Subirusdoistiozin” e “Não Existe Amor em SP” ao lado dos músicos que gravaram o disco.
“Esses músicos incríveis me ajudaram a construir a história desse álbum que é muito importante na minha vida. Tem muito sentimento. Um sonho que ainda segue de outras formas, mas agora se renova. O Tiny Desk Brasil me dar a oportunidade de revisitar isso é tão importante pra mim”, disse o rapper, criado no Grajaú, na zona sul de São Paulo.
Além de Ganjaman (direção musical, teclado e backing vocal) e Cabral (contrabaixo acústico e elétrico), a banda tem DJ Dandan (DJ e backing vocal), Dyani Primo e Jamah (backing vocals), Guilherme Held (guitarra), Maurício Badé (percussão), Thiago França (saxofone e flauta) e Vitor Cabral (bateria).
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Criolo, nome artístico de Kleber Gomes, comparou a experiência à primeira vez que ouviu a própria voz gravada.
“Fui na cabine gravar e escutei minha voz estéreo. Eu conheci minha voz. Até então você não escuta. Então, acho que o Tiny Desk Brasil oferece uma oportunidade de humanizar quem vem cantar aqui, tocar aqui. Em vários momentos, eu não sabia se ia conseguir terminar a música ou começar, porque eu estava realmente muito emocionado. É muito desafiador cantar aqui”, contou.
Nascido em Santo Amaro e criado no Grajaú, Criolo começou a carreira em 1989 e escreveu seu primeiro rap aos 11 anos. Mais tarde, criou a Rinha dos MCs, batalha que ajudou a formar gerações de artistas e a fortalecer o hip-hop no Brasil.
Depois de “Nó na Orelha”, lançou discos como “Convoque Seu Buda”, “Espiral de Ilusão” e “Sobre Viver”. Ganhou um Grammy Latino e gravou com nomes como Emicida, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gal Costa (1945-2022), Tom Zé, Ivete Sangalo e Mano Brown.
Assista ao Tiny Desk Brasil com Criolo
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