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Di Ferrero

Di Ferrero combina regata com jeans no The Town (Lucas Ramos / Brazil News)

Di Ferrero prepara show no Rock in Rio e deixa tributo a Foo Fighters no ar

Cantor abre o Palco Sunset em 4 de setembro e antecipa detalhes da apresentação

Di Ferrero terá uma missão especial no Rock in Rio 2026: abrir o Palco Sunset com a turnê de “SE7E” em um dia dedicado às guitarras.

O cantor se apresenta às 15h30 de sexta-feira (4), data que terá Foo Fighters como headliner do Palco Mundo, além de Rise Against, The Hives e Nova Twins.

+ Leia mais: Rock in Rio 2026: o que pode e o que não pode levar para a Cidade do Rock

A coincidência interessa diretamente a Di. Fã do Foo Fighters, ele conta à Billboard Brasil que pensou a apresentação levando em consideração o restante da programação.

Ele não descartou uma referência à banda de Dave Grohl dentro do repertório.

“Vai ser o show no dia do Foo Fighters, que é uma banda que eu amo. Vai ser meio emocionante até porque eu era muito fã também do Taylor [Hawkins]. Ele não vai estar, tem todo esse lance, mas acho incrível os caras terem voltado para a estrada. A vida segue, vamos nessa”, diz.

Hawkins, baterista do Foo Fighters por mais de duas décadas, morreu em março de 2022, aos 50 anos.

O grupo seguiu em atividade após a morte do músico e chega ao Rock in Rio como atração principal da primeira noite. Será a primeira apresentação da banda no festival carioca desde 2019.

Questionado se a escalação do Foo Fighters poderia render alguma menção à banda durante a apresentação, Di não confirmou, mas também não negou. “Vamos deixar no ar.”

Como será o show de Di Ferrero no Rock in Rio 2026?

A base será a atual turnê de “SE7E”, álbum lançado em maio. O disco consolida a fase solo de Di com um repertório construído em torno de mudanças de ciclo e transições pessoais.

Na Cidade do Rock, porém, o formato será ampliado. O cantor pretende aumentar a formação que o acompanha e acrescentar elementos que não fazem parte do show convencional.

“Vou fazer basicamente a minha turnê desse álbum, vou poder apresentá-la, mas já sei como é o Rock in Rio. É uma coisa muito importante e o legal do festival é ter algo especial só para esses dias”, explica.

“Vou montar uma banda maior, colocar alguns outros elementos que têm a ver com as minhas músicas novas também. E trazer um pouco das músicas que eu toco lá de trás da minha história para o meu mundo de agora.”

Essa última parte inclui inevitavelmente o repertório do NX Zero. O próprio festival apresenta a nostalgia ligada à banda dos anos 2000 como uma das características do show de Di, que segue em carreira solo desde 2018.

No The Town 2025, Di abriu o palco The One justamente na data encabeçada pelos Backstreet Boys e construiu uma apresentação que dialogava com o pop dos anos 2000.

Além das próprias músicas e de faixas do NX Zero, cantou “Toxic”, de Britney Spears, “Bye Bye Bye”, do NSYNC, e misturou “Até Que Durou”, de Péricles, com “Misery Business”, do Paramore.

“Eu pensei: ‘Cara, esse é o dia para fazer isso’. Claro, tocar as minhas novas e os clássicos também. Você realmente tem que montar um quebra-cabeça.”

Di Ferrero estreia a programação do Sunset

Há ainda outro componente para a apresentação: Di será o primeiro artista a subir ao Palco Sunset nesta edição. Depois dele, a programação de 4 de setembro terá Detonautas com Biquini Cavadão, Hot Milk e Capital Inicial com Dado Villa-Lobos.

Para o cantor, o Sunset também carrega uma tradição de apresentações que dificilmente se repetem fora do festival. Ele cita como exemplo o encontro que fez com Vitor Kley no Rock in Rio 2022.

“O Sunset foi pioneiro nisso, nos encontros, nos shows em que você pensa: ‘Nossa, eu não esperava’. Não é uma turnê que você está fazendo. É um show diferente e talvez o único. O que fiz com o Vitor Kley no Rock in Rio, por exemplo, a gente só fez uma vez.”

É essa lógica que Di pretende recuperar agora: tratar o festival não como apenas mais uma parada da turnê “SE7E”, mas como uma apresentação própria dentro dela.

“Todos os artistas têm um receio de fazer uma coisa nova, mas, ao mesmo tempo, essa ousadia é o que deixa o show diferente. É isso que eu quero levar para o Rock in Rio.”