
Marina Sena no Rock in Rio 2026
Marina Sena chegou ao Rock in Rio mais dona de si do que nunca
Rodrigo Lampreia comenta a apresentação da cantora no Palco Sunset
A chuva fina e o frio não impediram Marina Sena de entregar um dos momentos de destaque do palco Sunset no domingo (13) do Rock in Rio 2026. Em sua primeira apresentação solo no festival, a cantora levou ao público um espetáculo centrado em “Coisas Naturais”, seu trabalho mais recente, e marcado pelas referências às raízes de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais.
Marina já havia passado pelo Rock in Rio como convidada de Luísa Sonza e pelo The Town, onde cantou Gal Costa. Desta vez, porém, assumiu o protagonismo de seu próprio show, construído com elementos teatrais e uma evolução cênica que acompanhou o repertório.
“O show é construído quase como um teatro. Marina começa parada, contida, o corpo quieto e o canto no centro. Aos poucos ela vai se soltando”, avaliou Rodrigo Lampreia, do Soho Music Group, que acompanha a trajetória da cantora.
O repertório privilegiou “Coisas Naturais”, com músicas como “Taiobeiras”, “Folha Grande” e “Carta de Maria”, parceria com Rubel. A sonoridade incorporou rabeca, violão e percussão, enquanto a estética do espetáculo explorou elementos ligados ao imaginário popular do interior mineiro.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu em “Ouro de Tolo”, quando Marina interagiu com um boneco de pano em uma cena sobre o fim de um relacionamento. A apresentação também ganhou força com a participação de Céu, que dividiu com a cantora “Malemolência”.
O encontro ganhou um significado especial pela relação entre as duas artistas. Marina já contou que “Varanda Suspensa”, de Céu, serviu de inspiração para “Por Supuesto”, um dos maiores sucessos de sua carreira.

Sob direção musical de Janluska e Gabriel Duarte, a banda acompanhou a cantora com arranjos que aproximaram elementos da música brasileira de uma sonoridade contemporânea.
Para Lampreia, a principal diferença em relação a apresentações anteriores foi a maturidade. “Eu vi uma artista muito diferente, muito mais madura, com uma postura muito bem definida, sabendo exatamente o efeito que ela quer causar em cada momento do show”, afirmou.
Na reta final, Marina desceu do palco e foi para o meio do público, repetindo que estava realizando o sonho de se apresentar no Rock in Rio. Depois, um monstro criado pelo artista norte-mineiro David de Jesus do Nascimento apareceu durante “Carnaval” e “Desmistificar”.
A cantora terminou o espetáculo completamente solta, ao lado da banda e dos dançarinos. Para Lampreia, foi justamente essa transformação que definiu a apresentação: “Marina chegou ao Rock in Rio pela primeira vez como dona do próprio show e saiu de lá parecendo ainda mais dona de si”.
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