No Grammy Latino, Jovem MK fala do machismo no rap: ‘Fingem que não existimos’
A cantora concorre a categoria melhor vídeo musical - versão longa

Jovem MK concorre ao Grammy Latino com um clipe do seu primeiro álbum de estúdio (Nathalia Shumacher)
Natural de Hortolândia, no interior de São Paulo, Jovem MK representa o rap feminino no Grammy Latino. Ela foi um dos talentos que passaram pela Music Mansion By Billboard Brasil, ponto de encontro de nomes da música brasileira em Miami, nos Estados Unidos. Durante sua passagem pelo espaço, a cantora comentou sobre o machismo ainda muito presente na indústria musical.
“Infelizmente, no meio do rap, as minas são esquecidas. Os caras veem que somos brabas e também o nosso trampo, às vezes até nos seguem, mas fingem que não existimos e que não somos relevantes”, disse ela em entrevista à Billboard Brasil.
A rapper foi indicada na categoria melhor vídeo musical – versão longa, com o clipe do single “Meu Karma”, nome que também dá título ao seu álbum de estreia.
“Isso é para esfregar na cara deles que nós também somos capazes, temos capacidade e estamos aqui não só para representar o rap nacional, mas todas as mulheres que também fazem música”, conclui.
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