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‘That’s Just Me’ de Riley Green: todas as 19 faixas classificadas

Billboard ranqueia o novo álbum do astro country

Riley Green (reprodução @RileyGreenMusic)

Riley Green (reprodução @RileyGreenMusic)

Riley Green tem construído consistentemente uma reputação como artista multimídia e empresário, assumindo o papel de técnico no “The Voice” e anteriormente conquistando um papel na série derivada de “Yellowstone,” “Marshals”. Ele lançou a marca Duck Club Bourbon no ano passado e, em 2024, abriu o Riley Green’s Duck Blind em Nashville. Esses papéis reforçam o status de atração principal que ele já consolidou ao longo dos últimos anos. Ele também acaba de ser anunciado como atração principal do festival de música country da Califórnia de 2027, o Stagecoach, ao lado de Zach Top e Garth Brooks.

Mesmo assim, ele se manteve focado no principal: continuar a consolidar sua reputação como um provedor musical de canções country com apelo atemporal, e compositor de muitas delas, seguindo a tradição de artistas como Alan Jackson e Toby Keith.

O quarto álbum de estúdio de Riley Green, “That’s Just Me”, que chegou nesta sexta-feira (18) foca fortemente em desilusões amorosas, saudades, tentação e também na liberdade romântica, enquanto em outros momentos se dedica a histórias de nostalgia de cidades pequenas e acena para o desejo de viajar de músicos e criativos.

O álbum segue “Don’t Mind If I Do”, de Riley Green, que incluiu os sucessos que alcançaram o topo do chart Country Airplay da Billboard: “Worst Way” e a faixa-título do álbum. “Don’t Mind If I Do” atingiu o top 10 do chart Top Country Albums da Billboard no ano passado e, até o momento, ele conquistou quatro hits em primeiro lugar no Country Airplay.

O novo álbum da recente estrela de capa da Billboard, produzido por Dann Huff, busca continuar sua sequência de vitórias, equilibrando as canções de desilusão amorosa com joias cômicas. Ele é compositor da maioria das músicas, incluindo cinco faixas escritas individualmente por ele.

O álbum também é fortemente colaborativo, com Riley Green recebendo Hannah McFarland, Jake Worthington, Brooks and Dunn e Randy Owen, da banda Alabama. No lançamento inicial do single para as rádios, “Think as You Drunk” (que está na 13ª posição no chart Country Airplay), Riley Green presta homenagem a outra de suas influências musicais: o saudoso Keith.

Abaixo, a Billboard classifica todas as 19 faixas do novo álbum de Riley Green, “That’s Just Me”, do bom ao melhor.

Riley Green (reprodução @RileyGreenMusic)
Riley Green (reprodução @RileyGreenMusic)

19 – “Don’t Come Any Closer”

Riley Green oferece esta faixa ideal para as rádios ao dar um aviso musical a uma ex-namorada, dizendo para ela se manter afastada “unless you want to give one last time another try again”. Esta terceira faixa do álbum acelera o ritmo de forma agradável, porém a composição e a produção geral nem sempre têm o mesmo brilho envolvente de algumas das outras faixas do álbum.

18 – “That’s Just Me”

Esta segunda música do álbum dá continuidade ao sentimento sombrio da faixa inicial sobre sentir falta de uma ex-namorada, mantendo uma atmosfera melancólica, mas inclinando-se mais para a angústia do que para a saudade, recorrendo inclusive a imagens semelhantes sobre sentir falta do tempo que passavam juntos nos balanços da varanda. A música é consistente, mas também parece um pouco redundante.

17 – “Imagine That”

A primeira metade do álbum é repleta de baladas, incluindo a quinta faixa “Imagine That”, na qual Green canta sobre ligar para uma antiga paixão para dizer que “you’re the only always on my mind”, e a desafia a imaginar olhar pela janela, ver uma caminhonete com tração nas quatro rodas e alguém que está “dying to get you back”. Riley Green interpreta a faixa com sinceridade e calor, embora as imagens se tornem um pouco repetitivas, deixando o ouvinte desejando mais algumas cenas vívidas.

16 – “Go Again” (Feat. Hannah McFarland)

Riley Green já conhece o poder de um dueto bem escolhido, graças a músicas como suas colaborações com Ella Langley, “Don’t Mind If I Do” e “You Look Like You Love Me”. Neste álbum, ele se une a Hannah McFarland para uma balada caipira. Eles cantam sobre estarem prestes a se reencontrar para um momento romântico, ponderando se devem ficar juntos por uma noite ou seguir caminhos opostos enquanto ele pega a estrada para retornar ao Tennessee. Suas vozes se entrelaçam de forma agradável e elegante sobre um violão suave.

17 – “P.O.S.”

Riley Green chamou a atenção dos fãs quando divulgou um trecho deste desdém romântico mordaz no início deste ano. O protagonista da música reconhece rapidamente que uma ex-namorada está obstinada a arrastar “every letter of my name on a chain through the Mississippi mud”. Sob o som caipira do violino e da guitarra, ele detalha todas as maneiras pelas quais supostamente era um “P.O.S.”, desde falar palavrões, pescar e beber cerveja até dirigir uma caminhonete e ficar ausente durante a temporada de caça. Riley Green e seus coautores preenchem as letras com uma dose adequada de atitude desafiadora, embora a música possa parecer às vezes recorrendo fortemente a alguns temas líricos muito comuns.

14 – “Runs in the Family”

Uma consistente atmosfera country retro dos anos 90 e um banjo abrem esta música irônica, com Riley Green cantando sobre um rapaz cujo hábito de partir corações vem da forte tendência de sua família de nunca permanecer no mesmo lugar por muito tempo, seja física ou emocionalmente. Um desvio divertido em relação a alguns dos momentos iniciais do álbum, predominantemente voltados para baladas.

13 – “Got That From You”

Ele estabelece um ritmo descontraído enquanto relata vários machucados, cicatrizes e hábitos pouco saudáveis que adquiriu de outras pessoas ao longo de sua vida, mas atribui seu coração partido e sua inclinação pelo uísque e pelas banquetas de bar à sua ex-namorada. A melodia solar da música contrasta com as letras desiludidas, mas a interpretação vocal descontraída de Riley Green consegue entrelaçar ambas.

12 – “Seven Second Ride”

Sob violinos suaves e uma guitarra brilhante, Riley Green canta sobre um rapaz relembrando um relacionamento de curta duração, um romance bem-intencionado que quase se transformou em casamento até que os caminhos da vida o separaram. Ele canta sobre esperar pelo para sempre, até mesmo guardando “a ring in my Wrangler jeans”, mas reconhece que isso ainda não foi suficiente para fazer o relacionamento durar.

11 – “Bartender in Destin”

Riley Green explora um território litorâneo com esta faixa acústica e descontraída, cantando sobre procurar “a new place to chase cheap tequila with a lime”, apenas para encontrar uma conexão romântica passageira em um bar de Destin. A música então descreve uma paixão que gosta de AC/DC e cigarros no fim da noite, e tem “a smile that makes my world stop”. O trabalho contido e luminoso de guitarra mantém a história em destaque, aproveitando ao máximo os vocais graves e conversados de Riley Green.

10 – “Lookout Mountain” (Feat. Randy Owen do Alabama)

Riley Green conta com a participação de alguns amigos artistas neste álbum, incluindo Randy Owen (do grupo Alabama, integrante do Country Music Hall of Fame). Os dois nativos do Alabama compartilham o mesmo sotaque marcante, intensificando a sensação de perda emocional nesta faixa sobre saber que uma desilusão amorosa se aproxima rapidamente.

9 – “My Way”

A música de abertura do álbum foi lançada em abril como uma faixa promocional. A balada marcante possui um calor e uma sinceridade únicos, repleta de detalhes sobre danças ao lado de lareiras e a apreciação do pôr do sol nas varandas das casas, enquanto ele descreve com saudade como seria a vida se ainda estivesse com uma antiga paixão.

8 – “Radio Road”

Esta faixa posicionada na parte final do álbum conta a história de uma estrada secundária de uma cidade pequena que é um local popular para estacionar a caminhonete e ouvir música no rádio do painel, um lugar onde alguém absorvendo aquelas canções e momentos rurais também poderia aprender todas as lições contidas neles. É um lugar “where I learned to hold on and how to let go”, ele canta, acompanhado por uma guitarra marcante. Uma canção nostálgica e consistente que lembra um pouco a essência de “Red Dirt Road” da dupla Brooks and Dunn.

7 – “Think As You Drunk”

Nesta divertida faixa, Riley Green presta uma homenagem ao ato de tomar todas, temperando as letras animadas com momentos de vocais enrolados para enfatizar a intenção da música. A canção é também um aceno à influência do saudoso Toby Keith, incluindo trechos dos vocais de Keith de seu sucesso de 2005, “As Good As I Once Was”, no encerramento, dando à música uma dose final de celebração bem-humorada no estilo de Keith. Riley Green nem sempre se aventurou tanto pelo território da música cômica, mas aqui ele faz isso admiravelmente.

6 – “Ten Pairs of Boots”

Esta música inteligentemente escrita, composta por Joe Fox, Seth Ennis, Chase McGill e Josh Miller, percorre a vida de um homem desde a infância até a paternidade através dos pares de botas que ele usa ao longo do caminho. Cada par marca um novo momento, capturando algumas das reviravoltas da vida ao crescer e formar uma família. A história completa seu ciclo quando o protagonista se torna pai e finalmente vê seu filho usar seu próprio primeiro par de botas. Uma canção astutamente escrita e entregue de forma sensível por Riley Green.

5 – “Pave All Them Red Dirt Roads” (Feat. Brooks and Dunn)

Os integrantes do Country Music Hall of Fame Brooks and Dunn se unem a Riley Green para uma música que faz alusão à sabedoria das cidades pequenas presente no sucesso da dupla “Red Dirt Road”, ao mesmo tempo em que reflete sobre as áreas rurais que estão sendo rapidamente asfaltadas para a criação de shopping centers e loteamentos. A dupla Brooks and Dunn se junta na ponte, que integra um trecho de “Red Dirt Road”. Juntas, suas respectivas vozes transmitem com eficácia o sentimento de nostalgia e sinceridade por trás desta faixa.

4 – “Beach Happy”

É uma das poucas músicas do álbum em que Riley Green não participou da composição, mas “Beach Happy” se destaca como uma das faixas mais leves e inteligentemente escritas do projeto. Ele canta sobre estar recém-solteiro e ir à praia para relaxar após um término. Lá, ele aproveita a nova liberdade, os dias ensolarados perto do sol e do mar, sendo “the only one spending my cash”, enquanto diz de forma séria sobre guitarras marcantes: “Sure don’t want her back, because there’s no making that/ Beach happy.”

3 – “More of a Man Than Me”

Uma das poucas composições solo de Riley Green no álbum, esta música o traz cantando sobre um rapaz que se sente devastado pela profunda dor que uma ex-namorada o fez passar. “Just when I thought I was 10 feet tall and bulletproof/ That girl showed me a kind of hurt I never knew”, ele canta, observando que “never stood a chance against her blue eyes”. Esta faixa promete se tornar uma das favoritas dos fãs instantaneamente.

2 – “Well Well Whiskey” (Feat. Jake Worthington)

Ao ouvir o nome Jake Worthington em uma faixa, você sabe que a música está prestes a tomar um rumo country autêntico. Como esperado, a gaita abre esta colaboração perfeita para um honky-tonk. O sotaque marcante de Worthington, no estilo de George Jones, e a interpretação mais suave de Riley Green se combinam muito bem enquanto eles cantam sobre serem velhos amigos compartilhando um bom uísque enquanto refletem sobre antigas namoradas. Uma ótima apresentação da dupla, e o fato de ser uma composição solo de Riley Green a torna ainda melhor, mostrando mais da amplitude de seu talento como compositor.

1 – “Ol’ Stray Dog”

Uma música que parece contemplar a vida de um músico na estrada, na qual ele compara seu desejo de viajar a um cão de rua sem lar fixo, tendo “spent half my life running/ And the other half gettin’ home”. Guitarras suaves reforçam a sensação de aceitação da música de que a vontade de explorar novos lugares sempre estará com ele. O estilo vocal acessível de Riley Green se encaixa perfeitamente nesta faixa.

Ouça ‘That’s Just Me’, de Riley Green

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].