Todas as 24 faixas de ‘Don’t Look Down’, de Rod Wave, classificadas
O rapper lançou o sétimo álbum de estúdio, com participações de Luv Von e mais

Rod Wave (Reprodução_Facebook @rodwave)
O romântico sofredor desta geração está de volta para mexer com as emoções. Há anos, Rod Wave exerce sobre os fãs uma influência difícil de entender para quem não acompanha de perto a música dele. A capacidade de ser tão poético sobre batidas de trap modernas é quase incomparável, e o impacto aparece nas arenas lotadas, com ingressos esgotados, e nas constantes posições altas nos charts.
“Don’t Look Down” chega pouco menos de dois anos depois de “Last Lap”, lançado em outubro de 2024, que alcançou o segundo lugar do Billboard 200 e deve receber o certificado de platina da RIAA, a associação da indústria fonográfica dos Estados Unidos, antes do fim de 2026. Faria sentido, já que os cinco álbuns de estúdio anteriores dele atingiram essa marca. O novo disco é quase inteiramente solo, com exceção de duas participações da cantora e compositora Hazlett e de uma participação de cada um dos outros convidados: Luv Von, Aimee Carty e Summer Joy.
Comandando praticamente sozinho o projeto de 24 faixas, Rod Wave mergulha em histórias sobre a ascensão dele, experiências variadas com mulheres especiais na vida dele e uma homenagem à mãe, além de mostrar o profundo apreço que tem por R&B, pop, rock alternativo e hip-hop. Ele também usa com bom gosto samples de clássicos das décadas de 2000 e 2010, com algumas escolhas inesperadas, mas muito bem-vindas.
Com 68 minutos de música, poucas participações e todos os ingredientes de mais um projeto que deve agradar aos fãs, quais músicas vão se destacar e tocar o público fiel do rapper? A Billboard responde. Confira abaixo o ranking com todas as 24 faixas de “Don’t Look Down” e veja se as suas favoritas ficaram nas mesmas posições que as nossas.

24. ‘War Wounds’
Não queremos diminuir as histórias traumáticas que Rod Wave quer contar, mas esta música soa parecida demais com várias outras do início do disco. Além disso, há um choque entre a melodia principal, a segunda faixa de voz e a mulher que canta ao fundo, seja ela quem for. Parece que ele tentou fazer algo diferente, mas acabou exagerando. “War Wounds” é uma audição confusa.
23. ‘Feed the Streets’
Um padrão que se repete no álbum: o artista de São Petersburgo, na Flórida, fica menos interessante quando faz músicas sobre si mesmo ou quando elas não têm nada a ver com mulheres. Parece que o repertório de temas dele, ou melhor, a capacidade de falar sobre esses assuntos, é limitado. E quando as batidas não se diferenciam muito das outras músicas nessa linha? Fica cansativo rápido.
22. ‘Hustle’
“Hustle” é uma boa música por si só. A mensagem é comum na música, falando da ética de trabalho dele e dos sacrifícios que ele faz. O problema é que, na sonoridade, ela não se diferencia muito de outras faixas do álbum. A batida de trap é repetitiva e as cadências são recicladas. Mas ele merece crédito por algumas das mudanças de flow. No geral, é difícil colocá-la acima das versões melhores dessa mesma fórmula que existem no disco.
21. ‘LaCosa Nostra’
“LaCosa Nostra” se destaca entre as faixas irmãs do projeto por causa da performance vocal excepcional do rapper. Se não fosse por isso, a faixa renderia uma revirada de olhos e iria para as últimas posições da hierarquia do álbum. Os conceitos e a sonoridade simplesmente não empolgam.
20. ‘All I Ever Had’
Mais uma faixa mediana. Uma produção sólida e bons vocais sustentam mais uma música sobre assuntos do coração. Só falta brilho, um diferencial de verdade. É ok, mas é difícil imaginar que vamos voltar muito a ela quando ele faz isso tão melhor em outros momentos.
19. ‘Overrated’
Esta provavelmente é o melhor ponto de equilíbrio entre os elementos de trap do álbum e o talento de Rod Wave para baladas. Demora um pouco para chegar lá, porque a mensagem de voz da introdução se estende tanto que quase deveria ser uma faixa separada. A música tem 2 minutos e 39 segundos, mas parece que mal ouvimos uma música de verdade. Ainda assim, cumpre o que se propõe.
18. ‘Not New To It’
Uma boa balada de andamento médio. Os sintetizadores elevam a faixa. A mensagem de Rod Wave não é muito original aqui. Uma música bem mediana.
17. ‘Dope Girl’
Mais uma música no meio da tabela. Ele soa bem, o refrão é bonito e a produção é mais suave do que boa parte do álbum. O problema é que falta personalidade. Parece bem padrão, mas funciona porque não se prolonga demais. Seria o que a geração Z chama de “mid” (algo mediano), mas no sentido mais gentil possível.
16. ‘Keep Dancing’ (feat. Hazlett)
“Keep Dancing” cresce por causa dos arranjos. Era uma balada bem padrão nos primeiros dois minutos, mas o saxofone no final a levou a outro nível. O ouvido musical de Rod Wave é tão bom que às vezes decepciona quando ele se contenta com as batidas de trap comuns de hoje. Felizmente, aqui ele arriscou e deu certo.
15. ‘TP’
“TP” fica na parte de baixo do grupo das melhores músicas do álbum. A produção tem um groove gostoso, mas ele não entrega nas letras como fez em “Piece of Your Love” ou “Mainstay”. É boa o suficiente para não ficar entre as últimas da lista, mas dá a impressão de que ele fez no piloto automático.
14. ‘Toast’
Um ótimo encerramento de álbum. A produção com cara de rap alternativo dos anos 1990, somada ao sample de soul, é uma abordagem bem nova para Rod Wave. Quase nos faz desejar que ele escolhesse produções assim com mais frequência. Ele não faz nada de especial nas letras, mas quem não gosta de alguém que faz um brinde curto e direto? Faz sentido, mesmo que custe à faixa a chance de ser incrível.
13. ‘Take Care’
Com esse título, era só questão de tempo até ele fazer referência a Drake. Dito e feito: ele cita “Karaoke”, “Practice”, “Hate Sleeping Alone”, “Doing It Wrong”, “Over My Dead Body” e “Shot for Me”. Fora isso, é uma música realmente comovente. Ele usa os versos reaproveitados de Drake para transmitir as próprias emoções sobre uma batida bem minimalista. É uma das faixas mais carregadas de emoção do álbum, e com razão.
12. ‘One More Time’
Rod Wave faz uma homenagem à virada do milênio em “One More Time”. Ele pega vários versos da lendária estrofe de abertura de Lil Wayne em “Every Girl”, do Young Money, o que nos deixou de ouvidos atentos. E combina isso com uma backing vocal incrível que conduz o final da faixa. São esses detalhes que fazem as músicas dele parecerem mais especiais, e funciona toda vez que ele aposta neles.
11. ‘Venusian’ (feat. Hazlett)
Em “Venusian”, Rod Wave aparece muito vulnerável no terreno do amor. Ele fala sobre subir ao altar com a pessoa amada e tenta garantir que alguns dos sonhos dele não pareçam bregas para ela. Isso é real: ele não quer exagerar nem estragar tudo. Uma música linda.
10. ‘I Am’
Quem não gosta de afirmações positivas? Rod Wave repassa o próprio currículo, dos números que acumula com os shows às fugas da polícia. Tudo isso sobre uma batida de trap de andamento médio com sintetizadores espaciais. A faixa tem uma energia boa.
9. ‘Summer Joy Intro’ (feat. Summer Joy)
A introdução do álbum é curta, mas Summer Joy canta demais. Colocar outra pessoa para abrir o disco é uma escolha bem old-school, e funciona. Provavelmente não vai entrar na playlist do dia a dia das pessoas, mas vai ser um prazer ouvi-la toda vez que escutarem o álbum inteiro.
8. ‘The Inspo’
Esta música é linda. Soa mais pop do que trap soul, o que é ótimo: Rod Wave é talentoso demais como cantor para se limitar às fronteiras do trap. A produção tem algo grandioso, quase como a trilha do clímax de um filme. Ele deixa a batida brilhar, baixando um pouco a intensidade da voz para que ela não bata tão forte. No geral, é uma faixa muito bem construída e executada.
7. ‘Mainstay’ (feat. Luv Von)
Rod e Luv Von soam incríveis juntos. A produção é bem mais enxuta, o que coloca a emoção e os vocais no centro. Mesmo quando a bateria entra, ela é muito mais suave do que nas outras músicas do projeto. Pontos para os dois por dizerem que o cavalheirismo não morreu e que eles não são fáceis de lidar. As mulheres vão adorar essas confissões.
Von conduz o final da música, quando a batida muda para algo bem anos 1990. Os vocais dele remetem àquela época, principalmente com as harmonias ao fundo. Egoisticamente, queríamos que esse trecho fosse mais longo.
6. ‘Look at Me Momma’
É difícil falar mal de uma música dedicada à mãe. Rod Wave reflete sobre as dificuldades que teve com ela durante a infância e como tudo valeu a pena, porque agora ele faz sucesso no mundo todo e perde as ligações dela por estar trabalhando fora do país, na Itália. O mais marcante é quando ele comemora estar finalmente sóbrio, algo que toda mãe adoraria ouvir. Uma faixa cativante.
5. ‘Florida Boy’
“Florida Boy” é única em comparação com o resto do projeto. Há uma influência caribenha na faixa, uma das poucas do disco em que dá para imaginar as pessoas dançando. Rod Wave está no seu melhor quando canta para mulheres, e acerta em cheio aqui ao samplear “Yamaha”, de The-Dream. Mais uma grande vitória.
4. ‘Lost and Insecure’
Rod Wave fez essa para quem cresceu ouvindo rádio pop. Ele reaproveitou o clássico “You Found Me”, do The Fray, com um loop do refrão em versão acelerada no começo, entrando para assumir a faixa perto do fim desse trecho. É o ponto de partida ideal para ele levar quem ouve para dentro da cabeça dele e contar a própria história, como faz ao longo do álbum. Essa introdução torna a música muito mais acessível, somada ao fato de ela não ser tão carregada de trap. Mais um acerto.
3. ‘Kiss Me Interlude’
Rod Wave sabe o que faz. Para começar, “Kiss Me Interlude” tem uma produção completa, e é legal ver tanto cuidado em um interlúdio. Mas tudo foi para outro nível quando percebemos que ele estava reaproveitando “Kiss Me”, pérola de Ed Sheeran do início da década de 2010. Ele recuperou o clima acolhedor da faixa original, mas deu seu próprio toque. Para quem gosta da versão de Ed, esta vai tocar fundo. O melhor é que ele não a transformou em um som para fazer o carro tremer: ele se manteve fiel à essência da música, e o resultado funciona muito bem.
2. ‘Piece of Your Love’
Aqui está o romântico que conhecemos. “Piece of Your Love” fala diretamente com as mulheres, e ele recorre ao refrão do clássico “How’s It Goin’ Down”, de DMX, para reforçar a mensagem. O melhor? Ele expõe as emoções sobre uma faixa dançante, e não uma balada. A música deve virar um coro nos shows.
1. ‘2017 (Streamer U)’ (feat. Aimee Carty)
Perfeita. Da abertura celestial de Aimee Carty ao primeiro verso profundo de Rod Wave, passando pela produção quase sem bateria, mas ainda assim envolvente. Esta música não é só um home run; é um grand slam na segunda metade de um jogo de beisebol. Não há literalmente nada de errado com ela.
Ouça ‘Don’t Look Down’, de Rod Wave
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui]
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