
Delacruz no Rock in Rio 2026 (Divulgação)
Delacruz volta ao Rock in Rio mais seguro: ‘Sete anos são quase 20’
De 2019 a 2026, cantor compara passagens pelo festival e se diz mais maduro
Sete anos depois de estrear no Rock in Rio, Delacruz voltou à Cidade do Rock em outra posição. Em 2019, o cantor dividiu o Espaço Favela com MARIA. Neste sábado (12), coube a ele encerrar a programação do palco Supernova, que também recebeu Celo Dut, Yago Oproprio e Milo J.
Antes de subir ao palco, o carioca comparou os dois momentos da carreira em entrevista à Billboard Brasil. Aos 28 anos, pai de dois filhos e com uma trajetória mais consolidada, Delacruz diz que a principal mudança está na segurança com que hoje encara o próprio trabalho.
“Sete anos numa vida artística são quase 20 anos. A sensação que eu tenho é essa”, afirmou. “Em 2019, tudo era muito novo para mim. A carreira, tudo o que estava acontecendo, era muita euforia.”
Entre as duas apresentações no Rock in Rio, Delacruz atravessou a pandemia, lançou novos trabalhos e viu sua música circular para além do rap no qual iniciou a carreira. O período de interrupção, segundo ele, também serviu para reorganizar prioridades.
“A gente passou por uma pandemia, uma coisa bem diferente, onde eu pude parar para pensar bastante sobre a minha vida, sobre o que eu fazia, sobre o que estava certo e o que estava errado. O ritmo desacelerou”, explicou.
Delacruz adapta turnê de ‘Vinho’ para o Rock in Rio
O show no Supernova levou ao festival uma versão condensada da turnê de “Vinho”, álbum lançado em 2024 e responsável por uma das fases de maior alcance da carreira do músico.
A apresentação habitual do projeto tem cerca de uma hora e meia. No Rock in Rio, Delacruz precisou reduzir o repertório para 50 minutos. A solução foi privilegiar as músicas de maior reconhecimento entre os fãs.
“A gente acabou deixando os hits, as músicas que a galera conhece mais a fundo. Algumas eu também fiz questão de mostrar porque acho que o nível de musicalidade encaixa com o festival”, explicou.
Segundo o cantor, a redução do tempo não alterou o conceito do espetáculo.
“É um show um pouco mais curto, mas com a mesma pegada, com a mesma dinâmica.”
‘Delacruz é música urbana’
Se em 2019 Delacruz chegava ao Rock in Rio identificado principalmente com o rap, sete anos depois ele considera cada vez menos útil tentar enquadrar seu trabalho em apenas um gênero.
O cantor cita samba, rap, R&B, soul, pagode e funk entre as referências que passaram a conviver em sua música.
“Hoje meu som é uma mistura mesmo. Tem um pouco das minhas referências de samba, mas samba não é meu gênero. Eu surgi no rap, me considero também do rap, apesar da capacidade de cantar melodias, fazer refrões e misturar com um pouco de R&B, um pouco de soul music”, disse.
Para ele, a melhor definição é mais abrangente:
“Delacruz é música urbana. É neo soul, é R&B brasileiro, é rap brasileiro, pagode, funk. A música urbana é isso. Acho que é isso.”