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Elton John no Rock in Rio (Reprodução/Instagram)

Elton John no Rock in Rio (Reprodução/Instagram)

Elton John faz show de 24 músicas no Rock in Rio e quita ‘dívida’ com Brasil

Inglês antecipou a apresentação para entregar um set de 2h15 repleto de sucessos

Quando Elton John decidiu antecipar em 65 minutos o horário marcado para seu show desta segunda-feira (7) no Rock in Rio, muitos pensaram que ele queria ir dormir mais cedo. Afinal, nos últimos três dias, temporais castigaram a Cidade do Rock e um senhor de quase 80 anos tem direito a não se expor ao sereno de madrugada.

Mas, na verdade, o astro inglês decidiu ir antes ao palco para fazer uma apresentação completa, com 24 músicas e 2:15 de duração, bem maior do que um set comum de festival. E até a chuva deu uma trégua e parou para ouvi-lo cantar.

O show superou em tempo de palco e número de canções todos os headliners anteriores deste ano: Foo Fighters (19 músicas), Avenged Sevenfold (14) e Calvin Harris (21). Elton John explicou que decidiu vir ao Brasil mesmo após ter encerrado sua turnê de despedida “Farewell Yellow Brick Road”, em julho de 2023, por que o país não havia sido contemplado na tour.

“Eu me senti meio malvado por isso”, disse ele. “Aceitei o convite do Rock in Rio para retribuir todo o amor que os fãs do Brasil demonstraram ao longo destes anos”.

De fato, o setlist foi quase uma versão estendida do repertório da “Farewell Yellow Brick Road”: 20 das 24 músicas desta segunda-feira também apareciam no set de 23 faixas usado na reta final da turnê.

Vestido com paletó e calças amarelos, blusa azul marinho e usando brincos, pingente e pulseiras brilhantes, o inglês subiu ao palco com pontualidade às 23h. Se o rosto ganhou marcas de expressão, o cabelo foi tingido e a voz ganhou aspereza pela passagem incontornável do tempo, as mão continuam com o mesmo virtuosismo de sempre no piano.

Elton John leva repertório da turnê de despedida ao Rock in Rio

Elton John no Rock in Rio (Reprodução/Instagram)
Elton John no Rock in Rio (Reprodução/Instagram)

O amor de Elton John pelos brasileiros foi retribuído. Ao longo do dia, camisas do LA Dodgers com o número 1 nas costas, óculos oversized em formatos de estrelas e corações, além de muitas lantejoulas e glitter começaram a surgir em grandes quantidades pelo festival.

O público brasileiro cantou com emoção desde a primeira música “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”, canção composta por ele para o próprio funeral. Dono de um repertório invejável, ele alternou com habilidade canções românticas com sucessos mais dançantes.

As sequências de “Tiny Dancer”, “Sacrifice”, “Honky Cat” e “Rocket Man”, e de “Candle in the Wind”, “Goodbye Yellow Brick Road”, “Sad Songs (Say So Much)” e “Don’t Let the Sun Go Down on Me” foram arrebatadoras. Há músicos pop com fortunas e mansões em Hollywood Hills que não compuseram sequer uma canção deste quilate, quanto mais 8 como essas. Elton John dedicou “Crocodile Rock” ao público brasileiro, que cantou sorrindo a parte do “lalalala”.

Os arranjos, no geral, obedeceram as gravações originais, com exceção de “Cold Heart”, que foi executada na versão eletrônica com Dua Lipa. O músico foi acompanhado por Davey Johnstone, Nigel Olsson, Ray Cooper, John Mahon, Kim Bullard e Matt Bissonette, cujas idades somadas dão mais de 430 anos de bons serviços prestados à música pop. Tudo terminou, como não poderia deixar de ser, com “Your Song”.

Se Elton John se sentia em dívida com os brasileiros, ela foi quitada. Com juros e correção monetária.

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