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Guilherme Arantes celebra 50 anos de parceria com o Roupa Nova no Rock in Rio

Em estreia no festival, cantor dividiu o palco Sunset com os amigos

Guilherme Arantes no Rock in Rio (@ALEXWOLOCH)

Guilherme Arantes no Rock in Rio (@ALEXWOLOCH)

Guilherme Arantes viveu, enfim, sua estreia no Rock in Rio. O cantor subiu ao palco Sunset ao lado do Roupa Nova, na segunda-feira (7), para um show que uniu duas trajetórias que se cruzam há cinco décadas. Logo depois de deixar o palco, ele conversou com a Billboard Brasil sobre a apresentação e não escondeu a emoção do momento.

“Pois é, afetivo, muito afetivo. Um momento de encontrar meus amigos de 50 anos, que eu quero tão bem, porque eles fizeram parte do meu início”, disse Guilherme Arantes.

A ligação entre os artistas remonta ao início de suas carreiras, quando o Roupa Nova ainda nem existia com esse nome. “Eu estava no estúdio na época, ainda como Os Famks, esse era o nome da banda, não era o Roupa Nova ainda, mas eram eles. Fizemos o primeiro disco em 76, há 50 anos”, contou o cantor.

Guilherme Arantes acompanhou de perto a consolidação da banda ao longo dos anos 1980, período em que as duas carreiras voltaram a se cruzar em estúdio. “Depois eles criaram a banda, e eu pude acompanhar a fase de implantação dela nos anos 80. Fizemos discos no meio dos anos 80, com músicas como ‘O Melhor Vai Começar’ e ‘Lance Legal’, que foram grandes hits gravados com o Roupa Nova no estúdio. Então eles pontuam a minha carreira de tempos em tempos. A gente está sempre junto”, afirmou.

O cantor também destacou as afinidades musicais que aproximam os dois lados, incluindo a raiz mineira e a paixão comum pela MPB. “E com grandes afinidades, bandas de que a gente gosta, artistas com quem a gente tem uma mineirice que também nos aproxima da MPB. Os caras tocam muito bem”, disse. Foi justamente essa conexão que o inspirou a criar uma imagem para descrever o show: “Então, lá no palco, foi irresistível fazer uma comparação: é como um transatlântico que me convidaram para navegar, nos mares da Indonésia, no pôr do sol do Índico.”

Para Guilherme Arantes, pisar pela primeira vez no palco do Rock in Rio nessas condições teve um significado especial. “E, pela primeira vez, pisar no Rock in Rio nessas condições é um privilégio, você não vem com aquele desafio de performar. É uma coisa que acontece uma vez na vida. Acho que foi uma bênção. Até a chuva parou. Eu sou um cara que tem uma certa mentalização para fazer isso, e deu tudo certo. Quando eu saí do palco é que começou a chover. Eu falei: ‘Ei, não é assim também'”, relembrou, bem-humorado.

Questionado sobre viver, mesmo depois de cinco décadas de carreira, experiências novas dentro de um festival que também já soma 41 anos de história, Guilherme Arantes aproveitou para falar sobre a turnê de aniversário que percorre o país. “Está rolando, a gente está seguindo a turnê de 50 anos, que é muito bem estruturada, muito bem feita. O show business amadureceu muito hoje”, disse.

O cantor também comentou como as redes sociais mudaram a relação com seu vasto repertório. “A gente tem a nosso favor as redes sociais, porque eu, por exemplo, que tenho um acervo cavalar, estou a um clique de distância de qualquer pessoa. Basta um clique para ouvir até lado B, lado C, lado D, tenho todo o meu acervo à disposição”, concluiu.

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