Indústria musical dos EUA cresce 6,9% e atinge US$ 6 bi no primeiro semestre
Streaming lidera com US$ 4,9 bilhões

Mercado da música cresce em 2023 (Giorgio Trovato na Unsplash)
A RIAA divulgou seu relatório do meio do ano de 2026 nesta terça-feira (1), apontando um aumento de 6,9% na receita em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 6 bilhões para a indústria musical gravada dos EUA.
O relatório mostra crescimento em todas as principais categorias de receita no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O streaming manteve-se como o maior motor de receita, com alta de 4,7% (atingindo US$ 4,9 bilhões) e representando 82% da receita total do período.
As vendas de vinil cresceram 17,7%, chegando a US$ 554 milhões; os CDs registraram o maior aumento percentual, de 58,6% (para US$ 171 milhões); e a receita de licenciamento de sincronização subiu 18,2%, para US$ 232 milhões.
A receita total de streaming (englobando assinaturas pagas, streaming gratuito e outras modalidades de streaming) aumentou 4,7%; as assinaturas pagas premium cresceram 5,5% em volume (atingindo 111,1 milhões de assinantes) e 7,8% em valor (chegando a US$ 3,1 bilhões).
As assinaturas pagas não premium — categoria em que a música não é o principal atrativo — registraram queda de 9%, para US$ 239 milhões. O streaming gratuito (modalidade anteriormente denominada pelo relatório como “financiada por anúncios”) apresentou alta de 3,7%, alcançando cerca de US$ 900 milhões.
A receita proveniente de downloads caiu 12,7% no geral; os downloads de faixas individuais recuaram 13% em volume e 13,7% em receita, gerando US$ 49 milhões no primeiro semestre de 2026.
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Indústria musical
Os downloads de álbuns apresentaram uma queda menor — 2,5% em volume e 3% em receita —, totalizando US$ 53 milhões no primeiro semestre de 2023, em comparação com US$ 55 milhões no primeiro semestre de 2025. Já as vendas de toques de celular (ringtones) caíram 21,2%, passando de US$ 2 milhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 1,6 milhão no primeiro semestre de 2026.
“À medida que as receitas da indústria musical dos EUA continuam a crescer em diversos formatos, as gravadoras estão fortalecendo os vínculos entre artistas, fãs e as plataformas que disponibilizam as obras criativas”, afirmou Mitch Glazier, presidente e CEO da RIAA.
“Essa parceria está impulsionando o engajamento de maneiras novas e em expansão, criando oportunidades que beneficiarão toda a comunidade musical nos próximos anos.”
O relatório semestral da Luminate também apontou um aumento expressivo nas vendas de CDs, registrando uma alta de 16% e atingindo 16,3 milhões de unidades no primeiro semestre de 2026. Os dados da Luminate mostraram que o crescimento nas vendas de CDs superou o do vinil na indústria musical.
“O poder da música — amplificado desde os fones de ouvido e festas informais em casa até as playlists da Copa do Mundo em todos os EUA — reflete-se não apenas em sua importância cultural, mas também na receita de US$ 6 bilhões documentada no Relatório Semestral de Receita de Música Gravada da RIAA”, disse Matt Bass, vice-presidente de pesquisa da RIAA, em um comunicado.
“Esses resultados indicam um mercado saudável e diversificado, que sustenta o investimento contínuo nos artistas e novas formas de o público vivenciar a música.”
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].

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