Irmã de 2Pac diz que família nunca esperou justiça por assassinato do rapper
Sekyiwa Shakur falou sobre o julgamento do irmão, morto em 1996

Tupac Shakur (Chi Modu/Divulgação)
Quase 30 anos após o assassinato do ícone do rap, o julgamento pela morte de 2Pac começou na segunda-feira (17), em um tribunal de Las Vegas.
Sekyiwa Shakur, irmã de Tupac, conversou com o “Law and Crime Network” na terça-feira (18) e explicou que a família Shakur sempre teve pouca ou nenhuma expectativa de que a justiça fosse feita pela morte do artista da Death Row Records.
“Por causa da história dos Estados Unidos e da história da nossa família neste país, nunca tivemos expectativas, ou tivemos expectativas muito baixas, em relação ao sistema criminal”, afirmou. “Nunca esperamos que o sistema criminal fosse atrás de alguém pelo assassinato do meu irmão.”
Sekyiwa continuou: “Jovens negros, suas vidas e suas mortes, tendem a ser frequentemente varridos para debaixo do tapete nos Estados Unidos. Não tínhamos grandes expectativas desde o início.”
Embora nunca tenha esperado muito do sistema jurídico, Sekyiwa enxerga justiça em todas as pessoas e nos profissionais de diferentes áreas ao redor do mundo que foram inspirados pelo rapper, cujo nome de nascimento era Tupac Shakur.
“Todos os médicos, profissionais da área jurídica, advogados, professores, artistas e novos filósofos que foram inspirados por 2Pac e que mantêm seu nome, sua energia, sua integridade e sua visão para nosso povo ou para os seres humanos vivos, isso sim é justiça”, disse.
“O fato de seu impacto ainda abalar, movimentar e moldar este mundo, isso é justiça.”
A irmã mais nova de 2Pac encerrou a entrevista com uma mensagem aos fãs: “Minha mensagem para eles é: seja quem você for, obrigado por confiar nele. Obrigado por pegar suas palavras e suas intenções, transformá-las em ação e dar vida a elas, continuando seu legado de amor, luta e resiliência.”
Julgamento pelo assassinato de 2Pac
Duane “Keffe D” Davis foi preso em setembro de 2023 e acusado de assassinato em primeiro grau por supostamente ter planejado o ataque que matou 2Pac em setembro de 1996, em Las Vegas.
O julgamento começou na segunda-feira, com as declarações iniciais das partes. Os promotores alegam que Davis cometeu “um ato de vingança” depois que 2Pac se envolveu em uma briga na qual Orlando Anderson, sobrinho de Davis, foi agredido em um cassino de Las Vegas naquela mesma noite.
O ex-líder de uma gangue de Los Angeles não é apontado como o autor dos disparos que mataram o rapper aos 25 anos. Davis, no entanto, é o único sobrevivente do grupo que, segundo a acusação, participou do ataque.
O julgamento deve ter pelo menos mais quatro semanas de depoimentos.
+Leia mais: Atriz revela como começou romance de Madonna e Tupac
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