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Rael no Rock in Rio 2026 (Divulgação)

Rael no Rock in Rio 2026 (Divulgação)

Rael transforma Espaço Favela em ‘rádio comunitária’ e encara chuva no RiR

Rapper estreou no palco no domingo (6) e celebrou momento da carreira

A chuva que caiu sobre a Cidade do Rock no domingo (6) entrou no roteiro do show de Rael. Em sua primeira apresentação no Espaço Favela do Rock in Rio, o rapper abriu mão da pequena cobertura que tinha à disposição no palco e passou boa parte da apresentação debaixo d’água, acompanhando o público que permaneceu diante do palco.

“Eu tinha uma coberturazinha e falei: ‘Não, mano, eu vou ficar aqui mesmo’. Fiquei na chuva o tempo inteiro. Foi maravilhoso e superou minhas expectativas”, conta Rael em entrevista exclusiva à Billboard Brasil após o show.

A apresentação também marcou uma mudança de endereço dentro do festival. Em suas passagens anteriores, Rael havia tocado no Palco Sunset: com Elza Soares, em 2017; no Hip Hop Hurricane, em 2019; e no “Pra Sempre Rap”, em 2024. Em 2026, o músico entrou na programação do Espaço Favela entre Budah e Xamã.

Para a estreia, Rael transformou o repertório em uma espécie de transmissão de rádio comunitária. Batizado de “Rádio Papo Reto”, o conceito ganhou até uma frequência fictícia, 20.26 FM, além de vinhetas, recados para moradores de bairros cariocas e boletins que serviam de ponte para as músicas.

Rael cria ‘Rádio Papo Reto’ no Rock in Rio

“A gente fez um conceito de rádio comunitária. Como estava na Favela, era a Rádio Papo Reto, a frequência que fala a nossa língua, 20.26 FM”, explica.

O formato permitiu que Rael alternasse momentos mais leves, como os “salves” enviados pela rádio, com comentários sobre temas sociais. Um dos quadros era um plantão de notícias, usado para citar assuntos como a escala 6×1 e o aquecimento global antes de músicas ligadas a questões políticas e sociais.

“Foi foda porque as pessoas absorveram todas as ideias. Fiquei muito feliz com o resultado”, diz.

Antes do festival, o rapper já havia explicado à Billboard Brasil que queria montar uma apresentação mais dinâmica para um público que não necessariamente conhecia toda a sua obra. A estratégia agora ganhou uma resposta imediata.

“Começou a chuva e a galera ficou dançando. As pessoas ficaram do começo ao fim. Eu me senti muito acolhido”, afirma.

Ao falar sobre chegar novamente ao Rock in Rio depois de mais de duas décadas de carreira, ele evita transformar a ocasião em balanço e prefere aproveitar o momento com a equipe.

“Estar em um lugar como esse, numa plataforma como o Rock in Rio, mostrando nosso trabalho, é uma coisa gratificante. Falei para a banda: ‘Mano, vamos tirar uma onda’. Porque a gente sabe como é que a parada é louca”, diz.

 

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