
Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago levam projeto em conjunto ao Rock in Rio 2026 (Divulgação)
Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago: existe amor no Rock in Rio
Trio leva ao Palco Sunset o disco que nasceu de uma amizade
O Rock in Rio nunca foi só um festival de shows isolados; é, também, palco de encontros. Em 2015, Ney Matogrosso convidou Frejat para reviver os tempos de Barão Vermelho no Palco Mundo. Em 2001, Cássia Eller pegou o público da Cidade do Rock de surpresa ao invadir o show do Foo Fighters. Agora, é a vez de Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago se somarem a essa história: eles vão apresentar as 12 faixas inéditas do álbum que gravaram juntos, “Criolo, Amaro & Dino”, no Palco Sunset, neste sábado (12).
O projeto nasceu sem pressa e sem roteiro, em sessões de gravação espalhadas entre Recife, Rio de Janeiro e Cabo Verde. Antes do festival carioca, o trio já havia testado o repertório em um show em Porto, Portugal. Em conversa com a Billboard Brasil, Criolo descreveu a experiência do álbum ao vivo como “mágica”. “Vimos, logo no início, que as pessoas estavam fortalecendo a gente, sabe?”, contou.
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O rapper brasileiro, que está na estrada há mais de 30 anos, confessa que sentiu um friozinho na barriga antes de subir ao palco para apresentar algo completamente novo, ciente de que o público buscava muito mais do que só ouvir música, queria uma experiência. Esse ineditismo, que se repetirá no Palco Mundo, dá a ele uma sensação gostosa.
“É ter também a noção da oportunidade que nos foi ofertada. A gente sabe que entra de um jeito e sai de outro de uma apresentação. Nunca é algo comum. Nunca é ir ali fazer algo corriqueiro. É sempre diferente”, ele contextualiza.
Mais do que uma parceria musical, o que se ouve no disco é o retrato de uma amizade fundamentada na admiração mútua. Criolo descreve Amaro e Dino como grandes vozes da música mundial. Entre suas rimas diretas, já conhecidas do público, ele se deixa levar pelo dedilhado afiado do pernambucano e pela fusão de batuque e R&B característica do português.
“Quando o Criolo disse que o meu piano era uma voz no disco, isso foi revolucionário para mim. Foi a primeira vez que um artista de outro nicho colocou o meu instrumento num pé de igualdade com a voz”, conta Amaro, que vê no gesto um recado sobre o lugar da música instrumental no Brasil.
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Transformar o projeto em algo quase sensorial foi uma ideia que esteve presente desde a concepção. Dino d’Santiago contou que Criolo fez questão de ter sessões de gravação em Cabo Verde justamente para que as pessoas sentissem a energia.
“Entram no disco o batuque ancestral, a morna, a língua crioula, ritmos que não pedem tradução. Ele fez questão que todas as nossas línguas estivessem ali”, diz o português.
No Rock in Rio, essa travessia sonora entre cantos do mundo e do Brasil ganha o maior destaque possível. Criolo, Amaro e Dino estão prontos para transformar um projeto que surgiu de uma amizade em uma experiência que vai levar a Cidade do Rock para uma viagem.
“Será uma avalanche do amor”, resume o rapper, que ficou famoso, inclusive, ao afirmar que amor existe até em São Paulo.
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Ouça Criolo, Amaro & Dino

Essa matéria foi publicada na 24ª edição da Billboard Brasil. Compre a sua aqui.