
Danilo Cutrim e Di Ferrero no Palco Sunset (@LALI_MOSS)
Danilo Cutrim fala sobre novo álbum e dividir o Palco Sunset com Di Ferrero
Artista destaca influências da música brasileira
Danilo Cutrim participou do show de Di Ferrero no Rock in Rio 2026, nesta sexta-feira (4), na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Em entrevista à Billboard Brasil, o músico falou sobre a parceria com o vocalista do NX Zero, a trajetória construída em paralelo desde os anos 2000 e o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, “Neon”.
“Eu tô em casa. I’m home, baby”, brincou Cutrim sobre voltar ao Rio para o festival. O convite de Di Ferrero, segundo ele, representa a continuidade de uma relação que começou ainda no início das carreiras dos dois, quando Cutrim integrava o Forfun e Ferrero estava à frente do NX Zero.
“É um cara que eu admiro há muito tempo. A gente começou nossas trajetórias bem juntinhos, bem paralelos, nos anos 2000. Ele com NX Zero, eu com Forfun, e seguimos aí”, afirmou.
Atualmente à frente do Braza, Cutrim também mantém uma trajetória solo. Ele explica que o convite de Ferrero se encaixa naturalmente nesse momento de sua carreira. Os dois já haviam dividido o palco anteriormente durante a turnê solo do cantor.
“Eu tô com Braza atualmente, mas ele na carreira solo linda dele e eu na minha carreira solo também. Então, esse convite caiu como uma luva”, disse.
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“Neon” revisita referências dos anos 1980
O novo álbum de Cutrim, “Neon”, é o segundo disco de estúdio de sua carreira solo e sucede “Azul”. O trabalho parte de referências afetivas ligadas à música brasileira dos anos 1980, período que marcou a formação musical do artista.
“É um disco de memória afetiva. Eu cresci nos anos 80 no balanço de Sandra de Sá, Tim Maia. Tenho essas referências e ouço muito até hoje”, contou.
A proposta do álbum também passa por uma sonoridade mais dançante, construída para criar uma atmosfera descontraída. “Tentei juntar e fazer essas músicas gostosas para balançar, para curtir, para tomar um vinho”, afirmou.
+Leia mais: Danilo Cutrim resgata memória dos anos 80 em novo disco solo, ‘Neon’
A diversidade de estilos também aparece quando Cutrim fala sobre sua atuação em diferentes projetos. Enquanto o trabalho solo explora uma estética ligada ao pop e à música dançante, o Braza mantém outras referências sonoras.
Para o músico, no entanto, não existe uma separação rígida entre essas facetas. “O ser humano é multifacetado. Eu gosto de tudo. Gosto desde um funk carioca até um samba, adoro o forró”, explicou.
Segundo Cutrim, a principal orientação para transitar entre diferentes estilos é manter a conexão pessoal com aquilo que está produzindo. “Acho importante fazer o que você ama, que é genuíno. Meu norte é sempre fazer o que eu tô apaixonado”, disse.
“Se for o rock and roll, eu estarei fazendo mais rock and roll. Se for o balanço, a gente bota a camisa polo e faz. Se for o axé, também. Amo. Acho que o importante é só ser apaixonado e ser genuíno”, completou.