
Foo Fighters no Rock in Rio 2026 (Daniel Pinheiro/BrazilNews)
Foo Fighters entregam show previsível, mas enérgico e empolgante no Rock in Rio
Banda foi headliner do Palco Mundo nesta sexta-feira (4)
Um quarto de século depois da estreia e sete anos desde sua segunda apresentação no Rock in Rio, os Foo Fighters demonstraram na virada de sexta-feira (4) para sábado (5) a mesma energia de suas passagens anteriores.
À intensidade de sempre, somou-se a experiência de uma banda calejada por três décadas de estrada, capaz de conduzir dezenas de milhares de pessoas sem demonstrar esforço.
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O resultado foi um show correto, com um setlist cravejado por hits de praticamente todas as fases da carreira.
A madrugada de sábado havia começado há poucos minutos quando os Foo Fighters subiram ao Palco Mundo.
“Estamos aqui esta noite para chutar uns traseiros e fazer rock’n’roll”, disse Dave Grohl.

Os Foo Fighters foram a primeira banda a tirar proveito de fato da nova fachada do Palco Mundo.
Em 2026, a estrutura ganhou cerca de 2.400 m² de painéis de LED de alta definição, que revestem praticamente toda a frente do palco.
As imagens dos músicos ocupavam dimensões ainda mais monumentais, ampliando a sensação de imersão mesmo para quem estava longe.
A proporção era tamanha que não era difícil imaginar as longas melenas de Grohl visíveis do outro lado da Lagoa de Jacarepaguá.
“All My Life” ganhou a Cidade do Rock já nos primeiros acordes.
As palmas acompanhavam Ilan Rubin, integrante mais recente do Foo Fighters e baterista do álbum “Your Favorite Toy”, lançado em abril.
A ela se seguiram “The Pretender”, “Times Like These” e “Rope”, numa sequência que praticamente dispensa apresentações até para quem não é fã.
“There Is Nothing Left to Lose”, de 1999, foi o álbum mais revisitado da noite, com “Stacked Actors”, “Learn to Fly”, “Breakout” e “Aurora”.
“The Colour and the Shape”, de 1997, apareceu com “My Hero”, “Monkey Wrench” e “Everlong”, enquanto “Wasting Light”, de 2011, contribuiu com “Rope”, “These Days” e “Walk”. “One by One”, de 2002, veio representado por “All My Life” e “Times Like These”. O restante do show se espalhou por diferentes pontos da discografia.
Antes de tocar “Marigold”, Grohl explicou a gênese da faixa:
“A primeira vez que vim ao Brasil foi em 1993, com o Nirvana, e essa música é de antes disso. Eu a escrevi quando morava com Kurt Cobain. Precisava tocar bem baixinho para não acordá-lo.”
Chamou atenção apenas a pouca presença de “Your Favorite Toy”. Embora dê nome à turnê atual, o disco de 2026 apareceu apenas com “Window”. Antes de finalizar a noite, deu tempo ainda para homenagear Taylor Hawkins, ex-baterista da banda que faleceu em 2022.
No fim das contas, Dave Grohl e sua turma fizeram exatamente o que se esperava deles: colocaram a Cidade do Rock para cantar a plenos pulmões. Previsível? Sim. Empolgante? Também.

Veja setlist do Foo Fighters no Rock in Rio 2026
- “All My Life”
- “The Pretender”
- “Times Like These”
- “Rope”
- “Stacked Actors”
- “My Hero”
- “Learn to Fly”
- “These Days”
- “Walk”
- “Wheels”
- “Marigold”
- “Monkey Wrench”
- “Breakout”
- “Window”
- “The Sky Is a Neighborhood”
- “Aurora”
- “Best of You”
- “Exhausted”
- “Everlong”
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